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21/02/2017

«Coração Mais Que Perfeito»: o primeiro romance de Sérgio Godinho

Coração mais que Perfeito
Sérgio Godinho
Género: Literatura / Romance
N.º de páginas: 248
Data de lançamento: 24 de fevereiro
PVP: € 16,60

Coração Mais Que Perfeito, o primeiro romance de Sérgio Godinho, chega às livrarias na sexta-feira, dia 24 de fevereiro, publicado pela Quetzal. A primeira apresentação do livro terá lugar no festival literário Correntes d’Escritas, na Póvoa de Varzim, no dia 25 de fevereiro, às 17h30.
Depois de Vidadupla, que reúne um conjunto de contos, o popular cantor e compositor, agudo cronista e bardo dos últimos quarenta anos portugueses traz-nos o seu primeiro romance, Coração Mais Que Perfeito.
O livro fala-nos de ilusões e de vidas perdidas, de amor, teatro, família, literatura, sexo, sobrevivência – e de uma paixão tão forte que atravessa a própria morte como um coração em chamas.
«Uma caixinha torneada, daquelas com que os humanos tentam fazer compreender a sua espécie às constelações mais longínquas. Trívia, artes musicais e pictóricas, ruídos tirados da natureza, de riachos, uma obra-prima da literatura em várias línguas, objectos do dia-a-dia, um bilhete para uma viagem romântica a dois, telemóveis com carregador, um saca-rolhas e uma garrafa de vinho jovem, e um preservativo, talvez o artefacto mais intrigante para qualquer extraterrestre.»
Sérgio Godinho é um dos músicos portugueses mais influentes dos últimos quarenta anos. Sobre si próprio disse: «Não vivo se não criar, não crio se não viver. Essa balança incerta sempre foi a pedra de toque da minha vida.»

Sinopse:
Esta é a história de Eugénia, de quem se recorda o destino inverosímil, os desaires e os momentos de felicidade, a infinita capacidade de ser reerguer e de continuar a viver – em Portugal e em França, na adolescência e na idade adulta, na desilusão e na alegria (e na sua relação com os livros e com o sexo). É também a história de Artur, uma espécie de funâmbulo que atravessa (quase) todos os abismos. E a de todas as personagens que vivem em trânsito do passado para o presente, ao longo de uma história de amor invulgar e de desenlace inesperado.
«Um diamante natural é concebido no magma do centro da terra, e depois expelido para a superfície, por vezes abrindo à força um enorme buraco, outras vezes encontrado na cratera de um vulcão extinto. Aqui é diferente. O corpo humano tem dezoito por cento de carbono e dois desse carbono resta nas cinzas, depois da cremação. Permita-me dizer que fez bem em cremar o corpo do seu marido. É uma solução mais limpa.»

Sobre o autor:
Sérgio Godinho nasceu no Porto e aí viveu até aos vinte anos, altura em que saiu de Portugal. Estudou Psicologia em Genève durante dois anos, antes de tomar a decisão «para a vida» de se dedicar às artes. Foi ator de teatro e começou a exercitar a escrita de canções nos finais dos anos 60. É de 1971 o seu primeiro álbum, Os Sobreviventes, seguido de mais vinte e sete até aos dias de hoje. Sérgio Godinho é um dos músicos portugueses mais influentes dos últimos quarenta anos.
O seu percurso espelha, precisamente, essa poderosa interação entre a vida e a arte. Voz polifónica, Sérgio Godinho levou frequentemente a sua escrita a outras paragens. Guiões de cinema (Kilas, o Mau da Fita), peças de teatro (Eu Tu Ele Nós Vós Eles), séries de televisão, histórias infanto-juvenis (O Pequeno Livro dos Medos), poesia (O Sangue por um Fio), crónicas (Caríssimas Quarenta Canções), entre outros exemplos. Vidadupla, o seu primeiro livro de contos, é o capítulo anterior desse estimulante itinerário pessoal.

19/01/2017

Obama lê V.S. Naipaul e Saul Bellow, autores da Quetzal

A poucos dias de deixar a Casa Branca, Barack Obama revelou ao New York Times o segredo do seu equilíbrio ao longo dos oito anos de presidência: os livros.

Para o ainda Presidente dos EUA, os livros permitiram-lhe muitas vezes abrandar e ganhar novas perspetivas e diferentes apreciações sobre as complexidades e ambiguidades da condição humana. Uns foram a maneira de mudar o registo da documentação política que tinha que estudar; outros serviram para melhor compreender a vida de outras pessoas noutros lugares; outros ainda para resistir e combater visões do mundo mais cínicas e realistas – exemplo destes é «A Curva do Rio», de V.S. Naipaul, publicado pela Quetzal em 2011.

Saul Bellow, também autor da Quetzal, mereceu igualmente uma menção de Obama. Como um dos temas centrais da escrita de Bellow – de grande parte da Literatura Americana, aliás –, o Presidente referiu as histórias dos que se sentem à margem e buscam um lugar a que possam pertencer, sem saberem bem o que estão a perder pelo caminho.

E acrescentou: «Num tempo em que a maior parte das nossas políticas tenta lidar com o choque de culturas provocado pela globalização, tecnologia e migração, o papel unificador das histórias – por oposição à divisão, que envolve em vez de marginalizar – é mais importante do que nunca.»


15/01/2017

«O Diabo na Cozinha», de Marco Pierre White, chega às livrarias

Título: O Diabo na Cozinha
Autor: Marco Pierre White
Género: Literatura / Autobiografia 
Tradução: José Luís Costa 
N.º de páginas: 376 
Data de lançamento: 13 de janeiro
PVP: € 18,80

A autobiografia, cheia de sabor e de garra, do chef rockstar britânico que transformou a arte de cozinhar numa aventura sexy e num risco permanente. 
Direitos para o cinema foram reservados por Ridley Scott.
 
Sexo, dor, loucura e a arte de um grande chef. Este pode ser um dos resumos de O Diabo na Cozinha, a autobiografia de Marco Pierre White, que chega às livrarias na sexta-feira, dia 13 de janeiro.

O aclamado chef rockstar britânico White transformou a arte de cozinhar numa atividade sexy. Apesar do seu mau feitio na cozinha – e, às vezes, na sala de jantar dos seus restaurantes – foi um herói da classe trabalhadora que encantou celebridades e aristocratas. Foi o mais jovem chef do mundo a receber três estrelas Michelin – e o único a devolvê-las para poder cozinhar em liberdade. Formou chefs que viriam a ser famosos – como Gordon Ramsay, Heston Blumenthal ou Mario Batali – e é presença regular no Masterchef Australia. Os direitos de adaptação do livro ao cinema foram adquiridos por Ridley Scott e a imprensa da especialidade aponta Michael Fassbender como ator principal.Nesta autobiografia (que inclui um interessante conjunto de receitas da sua vida), Marco Pierre White fala sobre o caminho que o levou de um bairro de Leeds até ao olimpo da cozinha contemporânea, revelando os segredos dos seus fogões, falando sobre os seus negócios, os seus amores, os seus ódios de estimação, a ingratidão e a lealdade, a busca da originalidade sem perder as raízes, as loucuras de um chef que – no fim de tudo – acha que a principal base da arte culinária não são a sofisticação ou o exibicionismo, mas a simplicidade.

«O terror da cozinha serve-nos uma autobiografia confecionada com tanto dramatismo quanto um prato de um restaurante com estrelas Michelin.» (The Times)
«Totalmente impossível parar de ler.» (Glamour)
«Marco será sempre o epítome do chefe malvado, talentoso e brilhante – o arquétipo em carne e osso.» (Independent)
«Podemos sentir a sua influência não apenas no legado gastronómico mas também na postura rebelde de celebridade volátil dos chefes que povoam as nossas televisões.» (Guardian)

Sinopse:
O aclamado primeiro chef rockstar britânico, Marco Pierre White, foi o homem que transformou a arte de cozinhar numa coisa sexy. O seu temperamento na cozinha é lendário. Funcionários irritantes eram atirados para o caixote do lixo, e clientes, para a rua. Mas o mais rude dos chefs londrinos foi também um herói da classe trabalhadora que encantou estrelas e aristocratas. E o primeiro e mais jovem do mundo a ser galardoado com três estrelas Michelin. E a devolvê-las – para poder continuar a cozinhar em liberdade e em grande estilo, como uma espécie de investigação sobre a beleza, o prazer e o sentido da vida.
«Enquanto trabalhava como um escravo, aguardava o momento em que aquelas portas se abriam e me proporcionavam o vislumbre de glamorosos clientes, à suave luz da sala de jantar, rindo e erguendo os copos, desfrutando do vinho.»
«As pessoas vinham ao Harveys não só para a comida, mas também para o Grande Espectáculo Marco Pierre White. E era um espectáculo animadíssimo, uma espécie de circo, cheio de tensão, drama e imprevisibilidade. Um circo dentro dum pequeno restaurante. E as pessoas ali estavam, a comer pratos sofisticadíssimos enquanto um pobre cozinheiro é assassinado na cozinha. Paraíso à dianteira, inferno na retaguarda.»

Sobre o autor:
Nascido em Leeds em 1961, Marco Pierre White foi o primeiro chef britânico (e o mais jovem em todo o mundo) a ganhar três estrelas Michelin.
O seu império gastronómico, que inclui os restaurantes Luciano e Marco, conheceu uma rápida expansão, marcando presença também em Las Vegas, Xangai, Jamaica e Dubai. Embora tenha abandonado a cozinha em 1999, White regressou recentemente para servir de anfitrião noreality show Hell’s Kitchen. Vive em Londres. Do seu casamento com Mati teve três filhos, e da primeira mulher, uma filha.
 
 

08/11/2016

«2666», de Roberto Bolaño, considerado o melhor livro dos últimos 25 anos

«2666», de Roberto Bolaño, considerado o melhor livro  dos últimos 25 anos. 

Quetzal publica em abril o inédito «O Espírito da Ficção Científica».   
 Lisboa, 4 de novembro de 2016 – Um júri que reuniu críticos, escritores e livreiros de ambos os lados do Atlântico, escolheu 2666, de Roberto Bolaño (publicado pela Quetzal em 2009), como o melhor livro de língua espanhola dos últimos 25 anos. A lista, publicada pelo suplemento literário do jornal El País, inclui 100 títulos desse período e coloca Detetives Selvagens, também de Roberto Bolaño, em terceiro lugar.
 
2017 vai ser o ano Bolãno para a Quetzal. A primeira grande novidade chega já em abril, mês em que será publicado o livro inédito O Espírito da Ficção Científica – que será brevemente apresentado na Feira do Livro de Guadalajara, no México, considerada a mais importante feira do livro de língua espanhola do mundo.  A tradução deste livro inédito póstumo, que já se encontra finalizada, ficou a cargo de Cristina Rodriguez e Artur Guerra, a dupla de tradutores que já havia traduzido obras anteriores do mesmo escritor.
 
Também em 2017 será lançado outro inédito, Patria, volume que reúne três novelas (além da que dá o título ao livro, «Sepulcros de Vaqueros» e «La Comedia de Horror de Francia») A edição portuguesa de Patria acompanhará a primeira edição mundial do livro. Pela primeira vez em língua portuguesa será publicado – no final do ano – Putas Assassinas, que reúne narrativas centrais na obra de Roberto Bolaño.
 
Ainda em 2017, a Quetzal publicará uma nova tradução de Detetives Selvagens, bem como uma edição especial de 2666 – o mais importante dos seus romances, e que constituirá uma grande surpresa do ponto de vista gráfico, um objeto de grande beleza, desde a escolha do papel até à tipografia, à capa e ao número de páginas. 
 
Sobre o autor: 
Roberto Bolaño nasceu em 1953, em Santiago do Chile. Aos quinze anos mudou-se com a família para a Cidade do México. Durante a adolescência leu vorazmente e escreveu poesia. Fundou com amigos o Infrarrealismo, um movimento literário punk-surrealista, que consistia na «provocação e no apelo às armas» contra o establishment das letras latino-americanas. Nos anos 70, Bolaño vagabundeou pela Europa, após o que se instalou em Espanha, na Costa Brava, com a mulher e os filhos.  Aí, dedicou os últimos dez anos da sua vida  à escrita. Fê-lo febrilmente, com urgência, até à morte (em Barcelona, em julho de 2003), aos cinquenta anos. A sua herança literária é de uma grandeza ímpar, sendo considerado o mais importante escritor latino-americano da sua geração – e da atualidade. Entre outros prémios, como o Rómulo Gallegos ou o Herralde, Roberto Bolaño já não pôde receber o prestigiado National Book Critics Circle Award, o da Fundación Lara, o Salambó, o Ciudad de Barcelona, o Santiago de Chile e o Altazor, todos atribuídos a 2666, unanimemente aclamado o maior fenómeno literário da última década. 

 
 

11/10/2016

«À Luz do Que Sabemos» - A estreia de Zia Haider Rahman foi considerada um grande acontecimento literário

À Luz do Que Sabemos
Zia Haider Rahman
N.º de páginas: 744 
Data de lançamento: 7 de outubro de 2016
PVP: € 24,40

A estreia de Zia Haider Rahman foi considerada um grande acontecimento literário.  Para James Wood é um «romance total», «incrivelmente conseguido». 
Joyce Carol Oates chama-lhe «impressionante» – «um compêndio de epifanias».

«Uma espécie de romance de aventuras em que encontramos ecos de obras maiores, como O Coração das Trevas, de Conrad, ou O Grande Gatsby, de Fitzgerald; dos romances de busca e desconstrução de Graham Greene e de W.G. Sebald, mas também dos romances de espionagem de John Le Carré.» Joyce Carol Oates, The New York Review of Books. 
«Rahman é um narrador profundo e subtil. É um livro de grande envergadura, hospitaleiro, argumentativo, verbal, cerebral. Ideias e provocações abundam em cada página.»  James Wood, The New Yorker. 
«Um romance de ideias que flui através de brilhantes ensaios sobre  o livre arbítrio, a perceção do tempo, a natureza da memória, mapas, bandeiras, etimologia e axiomas matemáticos. Uma estreia fulgurante.» The Sunday Times. 
«À Luz do Que Sabemos é uma extraordinária meditação sobre os limites e os usos do conhecimento humano, uma história de amor dilacerante e o relato arrebatador da desintegração psicológica de um homem. [...] Uma exploração do Mundo do pós-11 de setembro – pessoal e político, épico e intensamente comovente. Alex Preston, The Guardian. 
«Uma estreia esplêndida, comovente.» The Wall Street Journal.

À Luz do Que Sabemos narra a epopeia de um homem e a sua desintegração psicológica – e é uma peça extraordinária de uma nova literatura pós-colonial. Temas como a não-pertença, o deslocamento, a emigração e a migração voluntária e económica – e também a política, a história, a religião e a matemática são abordados. Uma história repleta de histórias e de personagens em movimento, com ecos de W.G. Sebald e de Teju Cole. 

Sinopse: 
Numa manhã de setembro, um investidor da banca, a rondar os quarenta anos, com a carreira em colapso e o casamento em queda-livre, recebe uma visita-surpresa na sua moradia de Londres. Após a dificuldade inicial em identificar uma figura pobremente vestida e de mochila às costas, acaba por reconhecer nela o amigo dos tempos da faculdade, um tipo brilhante que desaparecera anos atrás em circunstâncias misteriosas. Ao longo dos dias que se seguirão, Zafar contará a sua história. Uma ligação amorosa entre Zafar – o bem-sucedido filho de emigrantes do Bangladesh – e Emily, filha da elite aristocrática – atravessa toda a narrativa, que se desenrola entre Cabul, Oxford, Nova Iorque e Islamabad. À Luz do Que Sabemos é um romance enciclopédico, mas é também um livro sobre tudo aquilo que não sabemos ou que não conseguimos saber – e sobre os fios que ligam o amor, a política e a dolorosa busca da identidade.

«Romance formidável e cativante. A audácia com que Rahman convoca os elementos da nossa crise contemporânea é vivificante. Através das suas diferentes personagens, propõe leituras extraordinárias dos costumes e das relações interclassistas.» Norman Rush 
«Um romance sobre os fios que ligam o amor e a política, e sobre a dolorosa busca da identidade.» The Times 

Sobre o autor: 

Zia Haider Rahman nasceu no Bangladesh rural e fez a sua formação académica nas universidades de Oxford, Cambridge, Munique e Yale. Trabalhou na banca de investimento em Wall Street e como advogado internacional na área de Direitos Humanos e do combate à corrupção, colaborando com a Transparency International. No início deste ano, Zia Haider Rahman fez uma residência como escritor na Universidade de Amesterdão. Em 2015 foi galardoado com o James Tait Black Memorial Prize, o mais antigo prémio literário do Reino Unido


07/09/2016

Novidades Quetzal

O Homem Que Escrevia Azulejos
Álvaro Laborinho Lúcio
Género: Literatura / Romance
N.º de páginas: 248
Data de lançamento: 16 de setembro
PVP: € 16,60

Segundo romance de Álvaro Laborinho Lúcio retrata o poder
– e o poder redentor da arte e do amor.
 
O Homem Que Escrevia Azulejos, segundo romance de Álvaro Laborinho Lúcio, chega às livrarias na sexta-feira, dia 16 de setembro – um retrato sublime do poder, e do poder redentor da arte e do amor.
Depois da sua estreia em ficção com O Chamador (2014) – também publicado pela Quetzal Editores e já na segunda edição –, Álvaro Laborinho Lúcio traz agora um romance que debate e ilumina algumas das grandes ideias do quotidiano contemporâneo, enquanto observa a falência das sociedades em que vivemos.
O Homem Que Escrevia Azulejos conta a história de dois homens (Marcel e Norberto) que atravessam, juntos, todo o tempo de uma vida. Escolheram, para viver, a ficção – e é nela que são clandestinos. A eles se juntam João Francisco e Otília, avô e neta, ambos na busca incessante do sublime, igualmente recusados pela realidade. Um homem que escrevia azulejos – que reencontrou a utopia e gostava da sátira – reparou neles e pintou-os com palavras.
 
«E o meu sonho renasceu. Estava ali o milagre para a sua realização. Eu continuava sem saber pintar, ou desenhar. Mas não precisava de pintar os azulejos. Podia muito bem escrevê-los. Escrever neles os sonhos da minha vida.
A trama, no conjunto final, teria sempre que ser mais do que a soma dos azulejos. E se fosse um romance? Talvez um romance satírico. O esmalte vidrado vem criar uma dúvida persistente, quando se pretende distinguir o que parece ser do que realmente é. Dúvida boa, esta, para inspirar a sátira.
Foi o que decidi fazer. Talvez seja essa a coisa importante que tenho para realizar na vida. Talvez, um dia, ainda venha a ser recordado como o homem que escrevia azulejos.»

Sinopse:
«A Cidade e a Montanha vigiam-se mutuamente, num jogo de espelhos e de contrários, numa geometria de centros e periferias, num enredo de poderes e de ocultações, onde muitas são as maneiras de viver a clandestinidade e muitas são as clandestinidades: escondidas, distantes; umas, vividas; outras, à vista de todos.
Dois homens, Marcel e Norberto, atravessam, juntos, todo o tempo de uma vida. Escolheram, para viver, a ficção, e é nela que são clandestinos. Com eles vêm encontrar-se João Francisco e Otília. Ele, violinista e professor de música, ela, a sua jovem neta, ambos na busca incessante do sublime, também eles recusados pela realidade.
Um homem que escrevia azulejos – que reencontrou a utopia e gostava da sátira – reparou neles e pintou-os com palavras.
O Homem Que Escrevia Azulejos, de Álvaro Laborinho Lúcio, debate e ilumina-se das grandes ideias da modernidade, enquanto observa, não sem algum detalhe pícaro, a falência das sociedades em que vivemos. Um romance culto e empenhado sobre o poder, e o poder redentor da arte e do amor.»

Sobre o autor:
Álvaro Laborinho Lúcio, mestre em Ciências Jurídico-civilísticas pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e magistrado de carreira, é juiz-conselheiro jubilado do Supremo Tribunal de Justiça. De Janeiro de 1990 a Abril de 1996, exerceu, sucessivamente, as funções de secretário de Estado da Administração Judiciária, ministro da Justiça e deputado à Assembleia da República. Entre Março de 2003 e Março de 2006, ocupou o cargo de ministro da República para a Região Autónoma dos Açores. Com intensa actividade cívica, é membro dirigente de várias associações, entre as quais se destacam a APAV e a CRESCER-SER, de que é sócio fundador. Com artigos publicados e inúmeras palestras proferidas sobre temas ligados à justiça, ao direito, à educação, aos direitos humanos e à cidadania em geral, é autor de livros como A Justiça e os Justos, Palácio da Justiça, Educação, Arte e Cidadania, O Julgamento – Uma Narrativa Crítica da Justiça – e, em co-autoria, Levante-se o Véu. Agraciado pelo rei de Espanha, com a Grã-Cruz da Ordem de S. Raimundo de Peñaforte, e pelo Presidente da República Portuguesa, com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo, é membro da Academia Internacional da Cultura Portuguesa, exercendo, actualmente, as funções de presidente do Conselho Geral da Universidade do Minho.
Em 2014, publicou na Quetzal o seu primeiro livro de ficção com o título O Chamador.
 
«Num Estado Livre»
V.S. Naipaul
Tradução: José Vieira de Lima
N.º de páginas: 320 
Data de lançamento: 2 de setembro de 2016 
PVP: € 18,80 

Um dos romances maiores do Nobel da Literatura chega a Portugal.   

Lisboa, 5 de setembro de 2016 – Na passada sexta-feira, dia 2 de setembro, chegou às livrarias portuguesas Num Estado Livre, do escritor V.S. Naipaul, Prémio Nobel da Literatura em 2001. Este livro duro mas repleto de compaixão, foi distinguido com o Booker Prize em 1971, ano em que o livro foi publicado. O júri do Booker Prize incluía nomes como Saul Bellow, John Fowles ou Antonia Fraser.
Num Estado Livre é composto por narrativas com um tema comum: a liberdade – e o seu elevado preço na condição humana.  
V.S. Naipaul, escritor caribenho de Trindade, de origem indiana, tem um estilo muito próprio ao dissecar a condição colonial de forma implacável, tanto para as personagens subalternas como para as personagens dominantes:
«Conversar com o zulu não era fácil. Também nesse particular o jovem se mostrava agitado. O rei e o presidente, a sabotagem na África do Sul, seminários, turistas, os nativos: saltava de assunto em assunto sem nunca se envolver, sem nunca relacionar uma coisa com a outra. E o boné de pano parecia fazer parte do seu carácter fugidio. O boné fazia com que o zulu parecesse ora um dândi, ora um trabalhador explorado das minas sul-africanas, ora um cantor branco americano com a cara pintada de negro e, por vezes, até o revolucionário que dissera ser a Bobby.»
O jornal inglês The Times diz que este romance de V.S. Naipaul constitui um livro «de grande complexidade e de genuína compreensão e profundidade que agita, diverte e desculpa o leitor em simultâneo, numa mesma experiência de leitura».
O escritor estará presente este ano na segunda edição do FOLIO - Festival Literário Internacional de Óbidos, que decorre de 22 de setembro a 2 de outubro, e onde dará uma conferência.  

Sinopse:
Este livro começa por contar a história de um criado indiano em Washington, que adquire a cidadania americana, mas que sente já não fazer parte do grande fluxo da vida. Segue-se a história do caribenho de origem asiática em Londres: está perturbado, preso por homicídio, mas nunca saberá onde se encontra. A terceira narrativa, a principal, desloca-se para África, para um país ficcional parecido com o Uganda ou o Ruanda. As personagens centrais são dois ingleses, que no passado sentiam África como um continente libertador, que entretanto o deixara de ser. Em tempo de conflitos tribais, no meio de uma grande insegurança, os dois terão de empreender uma longa viagem. 

Sobre o autor:
V.S. Naipaul nasceu nas Caraíbas (em Trindade), em 1932, no seio de uma família de origem indiana. Em 1950 foi estudar para Inglaterra com uma bolsa. Após os primeiros quatro anos na Universidade de Oxford, começou a escrever, atividade a que, desde então, se dedica ininterruptamente: entre o romance e o ensaio, Naipaul publicou mais de uma vintena de livros, entre os quais o extraordinário conjunto que a Quetzal tem vindo a publicar. Em 1971, V.S. Naipaul foi galardoado com o Booker Prize e, em 2001, com o Prémio Nobel da Literatura.



25/07/2016

Roman Polanski adapta ao cinema «A Partir de Uma História Verdadeira», de Delphine de Vigan

Roman Polanski adapta ao cinema «A Partir de Uma História Verdadeira» 

Romance de Delphine de Vigan galardoado com os prémios Renaudot 2015 e Goncourt des Lycéens 2015.   

Lisboa, 25 de julho de 2016 – O realizador Roman Polanski vai adaptar ao cinema o mais recente romance da escritora francesa — e também realizadora — Delphine de Vigan, A Partir de Uma História Verdadeira, publicado em Portugal pela Quetzal Editores, em maio de 2016. Olivier Assayas será o argumentista e estima-se que o filme chegue às salas de cinema em 2018.  

Esta não é a primeira obra de Delphine de Vigan a ser adaptada ao grande ecrã. Obras anteriores como No et Moi ou À Coup Sûr são exemplo disso.  

A Partir de Uma História Verdadeira conta a inquietante história – que se suspeita que seja autobiográfica – da luta de uma escritora em começar um novo livro e a relação perigosa que mantém com uma fã obcecada. 

A Partir de Uma História Verdadeira foi galardoado com os prémios Renaudot 2015 e Goncourt des Lycéens 2015 e encontra-se disponível para compra nas livrarias portuguesas bem como online.   

 Sinopse:
«Delphine crê que a sua incapacidade de escrever terá coincidido com a entrada de L. na sua vida. L. é a mulher perfeita: muito bonita, impecavelmente cuidada, tem grande sofisticação e inteligência. L. está também ligada à escrita – é ghostwriter. L. insinua-se lenta mas inexoravelmente na vida de Delphine: lê-lhe os pensamentos, adivinha-lhe os desejos e necessidades, termina-lhe as frases, torna-se totalmente indispensável – é a amiga ideal. Mas, aos poucos, veremos que ela isola Delphine, lhe lê os diários, a correspondência. Entra na vida da amiga de forma insidiosa, e nela permanece, apropriando-se de tudo. É aqui que há um volte-face na intriga – até agora muito perto do real – e numa possibilidade autobiográfica.  Um livro apaixonante sobre relações de poder, sobre o papel do escritor e da literatura. Um jogo de espelhos complexo e hábil, sempre entre a realidade e a ficção.»



05/07/2016

Quetzal Editores Lança «Bicha»

Bicha 
William S. Burroughs 
Género: Literatura / Romance  
N.º de páginas: 192
Data de lançamento: 8 de julho de 2016
PVP: € 16,60

Quetzal Editores Lança «Bicha» William S. Burroughs promete uma leitura desconcertante  
 
Lisboa, 4 de julho de 2016 – Na próxima sexta-feira, chega às livrarias portuguesas o desconcertante Bicha/Queer, um dos romances mais importantes da carreira de William S. Burroughs. Escrito em 1952, depois da morte acidental da sua mulher por uma arma de fogo, Bicha foi publicado apenas em 1985, acabando por se tornar num clássico da Geração Beat. 
Com uma enorme carga pessoal e uma forte componente política, este livro acompanha um homem na procura da identidade e reconhecimento na sociedade.
Mas Bicha é muito mais do que a procura do «eu»: é uma narrativa que mergulha na fantasia e no inesperado, deixando o leitor desconcertado e indignado, mas capaz de soltar as mais autênticas gargalhadas. 
Passada no México dos anos 40, Bicha conta uma história de amor não correspondido, no qual Lee, o protagonista, tenta chamar a atenção de Eugene, outro jovem norte-americano. A história desenrola-se em torno de vários bares e pontos de encontro homossexuais nos quais Lee passa os seus dias entre bebidas e drogas. Prendendo a atenção com um humor inusitado e inteligente, Bicha/Queer
tornou-se um livro de leitura obrigatória.  

Sinopse
É implacavelmente pessoal, mas também deslumbrantemente político, uma narrativa de aspeto realista que irrompe nas mais fantásticas fantasias, incluindo matérias de tom tão indeterminado que é difícil saber se havemos de desatar aos uivos de riso ou de consternação. Uma vez que não há livros «convencionais» [straight] na obra de Burroughs – cada um deles podia intitular-se Queer – o seu segundo romance é perversamente típico e corresponde ao significado do título como substantivo (homossexual – usado pejorativamente ou com orgulho), adjetivo (esquisito, falso, dúbio), e verbo (frustrar,  irritar, desorientar). É verdade que, desde a sua escrita em 1952 até à sua publicação tardia em 1958 e à reputação que o acompanhou ao longo dos vinte e cinco anos que se seguiram, tudo em Queer é desconcertante. 
O tiro que matou Joan Vollmer teve um peso imenso na lenda de Burroughs e dos círculos Beat por razões óbvias, mas a associação dessa morte ao segundo romance só veio a fazer-se por volta de 1985, graças a duas linhas, que são mais citadas do que quaisquer outras que Burroughs tenha escrito: «O livro é motivado e moldado por um acontecimento que nunca é mencionado, antes é de facto cuidadosamente evitado: a morte acidental da minha mulher, Joan, com um tiro, em setembro de 1951»; e: «Sou forçado a chegar à perturbante conclusão de que nunca viria a tornar-me escritor se não fosse a morte de Joan.»  [Da introdução, de Oliver Harris]  

Sobre o autor 
William S. Burroughs nasceu em 1914 no Missouri. O seu primeiro e mais autobiográfico romance, Junky, é o retrato clássico do constante ciclo da dependência das drogas de que foi vítima toda a sua vida. Em 1951, ao fazer o número de um Guilherme Tell bêbado e exibicionista, matou acidentalmente a mulher com quem era casado. Membro fundador do movimento Beat, Burroughs celebrizou-se através do cut-up, método de escrita que utilizou no romance Naked Lunch (Festim Nu), mas também da sua intervenção noutras área, como  a pintura, ou as artes performativas.
Morreu em 1997. A Quetzal publicou anteriormente E os Hipopótamos Cozeram nos Seus Tanques e Cidades da Noite Vermelha. 


 

24/05/2016

Quetzal - Terra Fresca, de João Leal

Terra Fresca
João Leal
Género: Literatura
N.º de páginas: 264
Data de lançamento: 27 de maio
Capa: Rui Cartaxo Rodrigues
PVP: 16,60

Passado em Sintra, Lisboa, Finlândia e Estados Unidos, um romance sobre o papel de cada um no destino e decisões dos outros. Samuel Úria apresenta o livro na Feira do Livro de Lisboa.
 
Cinco anos depois de Alçapão, João Leal regressa à publicação e traz a lume Terra Fresca, um romance que parte das vésperas da Segunda Guerra Mundial e ecoa setenta anos depois, nas gerações seguintes, ligando personagens por um misterioso destino.

Sobre o livro:
Passado em Sintra, Lisboa, Finlândia e Estados Unidos, Terra Fresca é por vezes melódico, outras vezes repleto de ação. O texto transporta-nos ao longo de setenta anos através de um grupo de personagens impossíveis de esquecer, sempre sob o espectro da dúvida sobre o que é real ou não, sobre o que acontece sem causa e o que é obra de um desígnio maior. Com uma ligação subtil ao seu primeiro livro, Alçapão, respondendo a algumas questões que tinham ficado em aberto, Terra Fresca confirma João Leal como uma das novas vozes mais originais da literatura portuguesa, capaz de unir a crítica especializada ao favor de um público mais vasto.

Sinopse:
Em vésperas de Segunda Guerra Mundial, Francisco Alonso, responsável pela construção do Castelo dos Mouros, em Sintra, faz uma descoberta involuntária que se irá revelar determinante para o destino de todos os que o rodeiam.
Quando a filha nasce com o braço direito inerte, a família está longe de saber o que se esconde por trás da misteriosa enfermidade. Quando a maldição por fim se revela, a harmonia familiar sofre um golpe quase fatal e todos terão de dar o melhor de si para se adaptar.
Setenta anos mais tarde, o neto de Alonso, Jónatas, músico e artista plástico, suicida-se, arrastando consigo a sua irmã Lucinda. A carta que deixam aos melhores amigos desafia-os a seguir o fio narrativo até às causas deste trágico fim. A história terrível e maravilhosa da família: Alonso revela se assim a David e Sofia, amigos de Jónatas e Lucinda, obrigando também David a enfrentar os seus próprios demónios.

Sobre o autor:
Nasceu em Lisboa, em 1973. Estudou Teologia, curso que deixou incompleto. Foi livreiro. Entre 2003 e 2005 manteve o blogue Bicho Escala Estantes. É casado, tem três filhas, mora na Vila de Sintra. A Quetzal publicou em 2011 o seu primeiro romance, Alçapão.

03/05/2016

2084 - O Fim do Mundo, de Boualem Sansal, nas livrarias a 6 de maio

Título: 2084 – O Fim do Mundo
Autor: Boualem Sansal
Género: Romance
Tradução: Ana Cristina Leonardo
N.º de páginas: 272
Data de lançamento: 6 de maio
PVP: 17,70€

Grande Prémio de Romance da Academia Francesa 2015

Um romance-fábula aterrador, inspirado em 1984, de George Orwell, sobre o estabelecimento de uma ditadura religiosa de raiz muçulmana.
 
A globalização do Islamismo vai conduzi-lo ao poder em todo o mundo dentro de 50 anos, a começar pela Europa – é a previsão do escritor argelino Boualem Sansal neste romance aterrador.
A ditradura religiosa assenta num imenso império, o Abistão, que deriva do nome do profeta Abi, representante de deus na Terra.
O seu sistema de vida baseia-se na amnésia – e na submissão a esse deus único, cruel e poderoso. Todo o pensamento pessoal foi banido; um sistema de vigilância omnipresente permite às autoridades conhecer as ideias e os «atos desviantes». Oficialmente, o povo vive na maior das felicidades proporcionada por uma fé religiosa inquestionável. Até que, em guetos desconhecidos, às escondidas do poder das autoridades religiosas, a resistência se inicia.
Boualem Sansal constrói uma distopia violenta e macabra, que se filia diretamente em George Orwell e no seu 1984, para abordar o poder, o alcance e a hipocrisia do radicalismo religioso muçulmano que ameaça as nossas democracias.

Sobre o autor:
A família de Boualem Sansal vem do Rif, a região ao sul de Marrocos que faz fronteira com a Argélia. É uma história de combates, abandono e fuga – os povos do Rif lutaram contra os espanhóis, depois contra os franceses e, finalmente, contra o rei de Marrocos depois da independência do país. Boualem Sansal nasceu em 1949, na Argélia, na proximidade das montanhas Ouarsenis (em berbere, «nada mais alto»).
Formado em engenharia e doutorado em economia, foi demitido de todos os cargos públicos devido aos seus textos e às suas opiniões contra a islamização crescente da Argélia. O seu romance, Le Serment des Barbares, recebeu o prémio do Primeiro Romance e o prémio Tropiques. Os seus livros têm sido censurados e o autor ameaçado; apesar dos perigos, divide o seu tempo entre a Argélia e Paris. Foi já galardoado com o Prémio da Paz (dos livreiros alemães), o Prémio do Romance Árabe, o Grande Prémio da Francofonia, o da Renaissance Française, o RTL-Lire – ou o Grande Prémio da Academia Francesa, em 2015, por este romance.
 
 

27/04/2016

M Train, de Patti Smith, nas livrarias a 6 de maio

Título: M Train
Autor: Patti Smith
Género: Memórias
Tradução: Helder Moura Pereira
N.º de páginas: 272
Data de lançamento: 6 de maio
PVP: 17,70€

«Comum aos dois livros [Apenas Miúdos e M Train] é a singular elegância com que escreve, a destreza do seu olhar.» The Independent

Patti Smith referiu-se ao seu mais recente livro, M Train, como “um mapa das estradas da minha vida”.

M Train é uma narrativa que parte do presente, mais especificamente, de um pequeno café do Greenwich Village onde Patti Smith vai tomar café todas as manhãs e onde pensa e escreve o Mundo como ele é agora e como foi no passado.
A prosa corre com fluidez entre sonhos e realidade, entre passado e presente, e através de uma paisagem de aspirações e inspirações criativas. Viajamos do México e da Casa Azul de Frida Kahlo até Berlim, a um encontro de uma sociedade de exploradores do Ártico; passamos pelo bungalow de Rockaway Beach que Patti Smith compra, pouco antes da passagem do furação Sandy, e pelos túmulos de Jean Genet, Sylvia Plath, Rimbaud e Mishima.
Lugar aqui também para as memórias da vida no Michigan com o marido, Fred Sonic Smith, e a sua irremediável perda.
Tecendo desespero e esperança, ilustrado com dezenas de polaroides, M Train é ainda uma meditação sobre a viagem, sobre a literatura e sobre café. Um livro poderoso de uma das mais importantes e multifacetadas artistas do nosso tempo.

Sobre a autora:
Patti Smith é escritora e artista musical e visual. Começou a ser reconhecida durante os anos 1970 pela fusão revolucionária de rock’n’roll e poesia do seu trabalho. O disco seminal, intitulado Horses, mostrando na capa a célebre fotografia tirada por Robert Mapplethorpe, foi aclamado um dos cem melhores álbuns de sempre. Patti Smith gravou onze álbuns.
Os seus desenhos foram expostos no Gotham Book Mart em 1973, e pelo Andy Warhol Museum, em 2002. Foram também alvo de uma mostra, juntamente com fotografias e instalações da sua autoria, na Fondation Cartier pour l’Art Contemporain em Paris, em 2008. Smith publicou vários livros e recebeu, em 2005, a mais alta distinção da República Francesa no campo das artes, Commandeur des Arts et des Lettres. Em 2007, passou a integrar o Rock and Roll Hall of Fame.
Patti Smith casou-se com o já desaparecido Fred Sonic Smith, em Detroit, em 1980. Tiveram um filho, Jackson, e uma filha, Jesse, ambos músicos, no presente. Patti Smith vive atualmente em Nova Iorque.
 
 

18/04/2016

Bruno Vieira Amaral - Na lista das dez novas vozes da literatura europeia

Bruno Vieira Amaral foi escolhido como uma das dez novas vozes da literatura europeia (New Voices From Europe), uma iniciativa da Literature Across Frontiers, programa que conta com o apoio da União Europeia.
 
O anúncio foi feito ao princípio desta tarde na Feira do Livro de Londres e a lista, além do escritor português, inclui outros nove autores — poetas, romancistas, dramaturgos e jornalistas — de países como a Espanha, Malta, Turquia, Reino Unido, Hungria, Noruega e Macedónia.
Nos próximos doze meses o trabalho destes autores será promovido numa série de eventos por toda a Europa e será também publicada uma antologia com textos dos escritores.
 
Para a directora do New Voices, Alexandra Büchler, esta escolha visa dar aos escritores oportunidades de divulgação que de outra forma não teriam.
Com As Primeiras Coisas, o seu primeiro romance, publicado pela Quetzal, Bruno Vieira Amaral conseguiu a rara proeza de arrecadar quatro importantes prémios da literatura portuguesa: Livro do Ano 2013 da revista TimeOut, o Prémio Fernando Namora 2013, o Prémio PEN Narrativa 2013 — e, em 2015, o Prémio José Saramago.

Bruno Vieira Amaral nasceu em 1978 e licenciou-se em História Moderna e Contemporânea pelo ISCTE. Em 2002, uma temerária incursão pela poesia valeu-lhe ser selecionado para a Mostra Nacional de Jovens Criadores. Colaborou no DN Jovem, revista Atlântico e jornal i. É crítico literário, tradutor e autor do Guia Para 50 Personagens da Ficção Portuguesa e do blogue Circo da Lama. É editor-adjunto da revista LER e prepara o seu novo romance.
 

11/04/2016

Uma Causa Improcedente, o novo romance de Claudio Magris, nas livrarias a 15 de abril

Uma Causa Improcedente
Claudio Magris
Género: Romance
Tradução: Antonio Sabler
N.º de páginas: 408
Data de lançamento: 15 de abril
PVP: 18,80€
«Raras vezes a luz dourada da literatura se manifestou com tal intensidade.» Eduardo Pitta

«Um grande livro.» Corriere della Sera
Após o sucesso de Danúbio e Às Cegas e de ensaios como A História Não Acabou e Alfabetos, a Quetzal publica Uma Causa Improcedente, o regresso fenomenal de Claudio Magris ao romance.
Neste romance violento e apaixonado, Claudio Magris confronta-se com a obsessão da guerra, a guerra de todos os tempos, a guerra universal: vermelha como o sangue, negra como os navios de escravos, profunda como o mar que engole tesouros e destinos, cinzenta como o fumo dos corpos calcinados no forno crematório de Risiera de San Sabba, branca como a cal que cobre o sepulcro.
Uma Causa Improcedente é a história de um grotesco museu de guerra pelo advento da paz, das suas salas e armas; a história do homem que sacrifica a vida à sua maníaca construção para resgatar, no fim da renhida luta, uma verdade escondida; é a história de uma mulher, Luisa, herdeira do exílio judaico e da escravatura dos negros.
Magris explora com ferocidade o inferno desapiedado da nossa culpa e relata a empolgante epopeia das tragédias e dos silêncios do amor e do horror.
Uma narrativa total, precisa e visionária.
Sobre o autor:
Claudio Magris nasceu em Trieste, em abril de 1939, filho de um corretor de seguros e de uma professora primária. É romancista, ensaísta, germanista, e colabora regularmente com revistas e jornais europeus. Depois de uma passagem pela Universidade de Freiburg, foi professor de Língua e Literatura Germânicas na Universidade de Turim. Atualmente dá aulas na sua cidade natal. Magris exerceu também o cargo de Senador entre 1994 e 1996. Os seus livros contribuíram para o conhecimento literário da cultura europeia, e em 2013 foi-lhe atribuído o Prémio Helena Vaz da Silva Europa Nostra para a divulgação do património cultural europeu. Claudio Magris é um dos candidatos permanentes ao Prémio Nobel da Literatura.

05/04/2016

Quetzal Editores - Uma Senhora Nunca, romance de Patrícia Müller

Uma Senhora Nunca 
Patrícia Müller
Género: Romance 
Série: língua comum 
N.º de páginas: 280 
Data de lançamento: 15 de abril 
Capa: Rui Cartaxo Rodrigues 
PVP: 16,60 

Nenhuma vida foi a mesma depois de 25 de Abril de 1974. A de Maria Laura não foi exceção.  
 
Depois do romance Madre Paula, Patrícia Müller – que escreve sempre que pode e onde pode e espera fazê-lo – regressa aos livros. Partindo da vida da sua bisavó, documentada em retratos e conversas, conta em Uma Senhora Nunca uma parte da história do século XX e traz à luz da ficção a vida de quem se viu despojado em lugar de inebriado. Maria Laura é a protagonista.  
Para escrever este livro, Patrícia Müller contou com a ajuda da avó que um dia lhe disse: «Sabias que a minha mãe tinha sido raptada pelo meu pai?» As conversas entre as duas duraram muitos meses e resultaram neste livro, que recua aos tempos da I República, atravessa o Estado Novo e termina depois da revolução de Abril, arrastando consigo personagens que vivem sempre à beira do abismo. Foi uma experiência irrepetível, mas talvez todas as experiências da autora sejam, para ela, irrepetíveis. Patrícia Müller (nascida em Lisboa, em 1978) escreveu reportagens, séries, telenovelas, telefilmes, crónicas.   

Sinopse 
Maria Laura é senhora desde que nasceu. Oriunda de uma família antiga e latifundiária, nunca trabalhou um dia na vida. Casa-se, tem filhos, gere um país próprio – o apartamento onde mora numa zona rica de Lisboa. Cuida de vivos e de mortos com devoção cristã. Depois, enlouquece de medo e de rancor contra todas as mudanças que vêm com a revolução de abril de 1974.  
Esta é a vida de Maria Laura, da sua insignificância e das suas memórias familiares. Mas também a história de um amor pelo filho do marido, a da obsessão em cumprir regras que nunca discutiu, a da demência que a transporta até à morte. E a resistência aos turbilhões sentimentais, a vitória da vida sobre o tempo que nos devora.  
Esta é também uma narrativa romântica, violenta e voluptuosa da vida dos pais e dos filhos, extensões naturais dos braços tentaculares da Senhora. E uma história intimista e sexual do século XX: uma família que vive com o poder e a glória – e que tudo perde com o 25 de abril. 

Excertos de Uma Senhora Nunca: 
«Maria Laura distrai-se: a voz marido a culpála. Sim, ela podia ser ríspida por vezes. Áspera, em alguns dias. Uma cabra, diriam as criadas, quando não diziam uma santa. Mas Carlos tinha uma forma particular de a fazer sentir-se mal sem a agredir. Carlos – para lhe destroçar a alma – usava a gentileza, uma submissão trocista que ela detestava, porque acentuava a frieza com que os dois se relacionavam fisicamente. Ela sabia que ele tinha uma vida secreta, amigos e amantes.» 
 
«Quando Maria Laura chegou a casa, não havia ninguém nas ruas. Rezou. Tanto rezou que os nós dos dedos avermelharam no contacto uns com os outros. Rezou sem saber porque rezava. Um abismo instalou-se dentro dela, mas não era o primeiro. Era medo. Rezou para afastar o mal. Não dormiu. Dores nas têmporas. Palpitações. A certeza absoluta de que o fim estava para breve. Pediu que nada acontecesse nas vinte e quatro horas seguintes. O pedido não foi atendido.»   

«Não apanhou ‘E depois do Adeus’ às onze, nem ‘Grândola Vila Morena’, vinte minutos depois da meia-noite Ficou estupefacta quando Lucinda lhe explicou que eram as senhas da revolução. Não parecia fazer sentido que a onda média, a santa onda média de flores roxas, pudesse também ser portadora do fim do mundo – do mundo certo.» 

«Para a construção de personagens? Tenho aprendido a olhar».  Patrícia Müller em entrevista a Anabela Mota Ribeiro  (revista Máxima 2011). 
 
Sobre a autora: 
Patrícia Müller nasceu em Lisboa, em 1978. Estudou Ciências da Comunicação, na Universidade Nova de Lisboa, e começou a vida profissional como jornalista na Elle. Colaborou com outras revistas e estreou-se na televisão em 2000. Inaugurou a carreira de argumentista em 2002 e, desde então, tem escrito filmes, séries, telefilmes, novelas. Em 2014 lançou Madre Paula, romance histórico baseado na relação entre D. João V e uma freira de Odivelas. Uma Senhora Nunca é a primeira proposta totalmente ficcionada. Aliás, parcialmente ficcionada – porque esta é uma história baseada na bisavó da autora.  

 

31/03/2016

As Coisas Que os Homens me Explicam, de Rebecca Solnit, nas livrarias a 8 de abril

As Coisas Que os Homens me Explicam
Rebecca Solnit
Género: Ensaio 
Tradução: Tânia Ganho 
N.º de páginas: 168 
Data de lançamento: 8 de abril 
PVP
: 15,50€ 

De uma das mais aclamadas ensaístas americanas.   
Da autora de Esta Distante Proximidade, chega o livro que deu origem à palavra do ano de 2013: mansplain [explicar algo a alguém, habitualmente um homem a uma mulher, de modo condescendente ou paternalista].  

«Este pequeno livro vibra de força e espírito.» Boston Globe  

«Feminista, frequentemente divertido, inflexivelmente honesto e contundente em muitas das suas conclusões.» Salon  

Neste conjunto de textos, a desigualdade de género é analisada através de diferentes manifestações de violência contra as mulheres, facilmente observáveis, mas quase sempre desvalorizadas pela sociedade em geral. Do tratamento condescendente ao silenciamento, são múltiplas as formas de opressão e violência sobre as mulheres: a descredibilização, a exploração, a agressão física e, em alguns casos, a morte. 
Solnit começa por contar um episódio cómico, em que um homem lhe explica um livro que não leu e que foi ela que escreveu. Este episódio deu origem a um texto postado no blogue «TomDispatch» e teve uma repercussão enorme. Foi assim cunhada a palavra mansplain para a linguagem condescendente usada pelos homens quando explicam às mulheres coisas que elas sabem e eles, muitas vezes, não sabem.  
 
Sobre a autora:
Rebecca Solnit é escritora, jornalista e historiadora da cultura. É feminista, ativista de questões ambientais e dos direitos humanos. Multipremiada autora de mais de uma dezena de títulos publicados, Solnit colabora regularmente com as revistas Bomb, Wired e Harper’s Magazine. Wanderlust: A History of Walking, A Field Guide to Getting Lost e River of Shadows (galardoado com o National Book Critics Circle Award e o Mark Lynton History Prize) são alguns dos seus livros mais importantes. Em 2015, a Quetzal publicou Esta Distante Proximidade. 

 

15/03/2016

O primeiro livro de Alessandro Baricco na Quetzal chega às livrarias a 18 de março

A Jovem Noiva
Alessandro Baricco
Género: Romance
Tradução: Sara Ludovico
N.º de páginas: 208
Data de lançamento: 18 de março
PVP: 16,60€

A estreia do escritor italiano, autor de Seda, na Quetzal.
 
Estamos em 1900. A jovem Noiva chega. Vem de longe e a sua nova família acolhe-a distraidamente na elegante mansão de campo. O Filho (e noivo) está ausente, cuidando dos negócios familiares. Todos os dias, durante a manhã e pela tarde dentro, o Pai, a Mãe, a Filha e o Tio juntam-se em torno de um festivo e extravagante pequeno-almoço, sempre com muitos e variados convivas ocasionais: celebram a vida e o terem escapado às garras da morte, que durante gerações levou os homens e as mulheres da família, sempre nas horas noturnas. O leal mordomo Modesto é quem garante os hábitos e os ritmos desta excêntrica comunidade.
Entretanto, tudo converge cada vez mais intensamente para a espera do Filho, que tarda. E enquanto isso, a inquieta e curiosa noiva vai entrando nos segredos e mistérios da história da família.
A Jovem Noiva envolve o leitor num ambiente quase onírico, de sedução e de mistério. Altamente sugestivo e nunca previsível.

Sobre o autor:
Alessandro Baricco nasceu em Turim, em 1958. Os seus romances receberam inúmeros prémios e alguns foram adaptados ao cinema, como por exemplo Seda (a reeditar em breve pela Quetzal), cujo filme estreou em 2007 e contou com a participação de Keira Knightley, entre outros.
A Quetzal publicará outros títulos ainda inéditos em Portugal, entre eles, Tre volte all’alba e Mr. Gwyn.
 
 

04/03/2016

J. Rentes de Carvalho em Lisboa

O escritor J. Rentes de Carvalho estará em Lisboa na próxima semana, altura em que chega às livrarias o seu romance mais recente,O Meças. O autor estará disponível para algumas entrevistas.

«É um grande livro – um romance brutal, cheio de personagens e de cenas que não vamos esquecer tão cedo.» Francisco José Viegas - http://origemdasespecies.blogs.sapo.pt/aos-86-anos-um-novo-romance-de-j-1443585