29/01/2013

"A Marca do Herege" de Susana Fortes



Opinião:
Quando descobrem o cadáver de uma jovem dentro da Catedral de Santiago de Compostela, ninguém está à espera que tal aconteça num local sagrado. O comissário Castro não tem nada onde se agarrar, não há vestígios de algo que o possam ajudar, nem  conseguem saber que arma é que foi usada para a matar, não existe uma única pista. Ao mesmo tempo longe deste local numa  Biblioteca de uma Universidade desaparece um manuscrito de Prisciliano, o herege grande galego, mais  dúvidas e incertezas surgem, será que estão relacionados os casos? Onde está o namorado da jovem? Ninguém o descobre.

Muito lentamente vai-se descobrindo coisas sobre a jovem assassinada, Patrícia Pálmer, estava ligada a um grupo de ecologistas preocupados com o meio ambiente, já tinha estado envolvida em sarilhos por causa de um derrame de uma fábrica. Mas será que foi por isso que assassinaram?
Vamos ter de um lado o comissário Castro a investigar, e de outro Villamil um jornalista veterano, que resolve em conjunto com a estagiária Laura Marquez, uma jovem com um temperamento que não a deixa ficar quieta, mas, que  ao mesmo tempo foge dos seus próprios fantasmas. Vão ambos tentar descobrir o que aconteceu. Existe uma empatia entre os dois jornalistas, que faz com que funcionem bem a trabalhar.

A mistura de temas neste livro agradou-me, leva-nos a querer descobrir cada vez mais quem tinha interesse em matar a jovem, pois além de estar envolvida com os ecologistas também se interessava por teoria dos mitos, dos símbolos, em descobrir crenças e heresias religiosas, que certas pessoas queriam esconder a todo o custo, envolve um professor universitário, sacerdotes, padres e outros, mas o que está por detrás disto tudo, o que fazia uma jovem envolver-se nestas coisas??? Muitas perguntas passam pela mente do Comissário Castro, tem muitas pontas soltas que não sabe como juntá-las.

Vamos ficar em suspense e perto do final quando a jornalista Laura resolve por conta própria investigar, vê-se metida em sérios sarilhos, e a partir dai tudo se desencadeia. 

Com uma escrita eficiente, com  personagens interessantes, à medida que avançamos na narrativa do livro, vamos juntando as peças umas nas outras descobrindo lentamente todo o mistério deste enredo envolvente, mas pausado, não é uma leitura compulsiva, mas é um thriller que nos envolve e nos faz ficar agarrados ao livro como foi o meu caso que o li no fim de semana, querendo saber quem foi o assassino, achei o final muito bom, fiquei fã da autora. Gostei de ler e recomendo. 


1 comentários:

Nenhum disse...

Adorei a sinopse e a resenha. Acho que a Porto devia publicar seus titulos no Brasil, adoro os livros deles, principalmente os destes gênero.