26/09/2017

Um Mais Um - A Fórmula da Felicidade, de Jojo Moyes



Opinião:
Não sei se vos acontece, mas, por vezes gosto de ler algo leve e sabe-me tão bem.
Um Mais Um - A Fórmula da Felicidade, trata-se de uma história em torno de personagens que me cativaram desde o inicio, Jess uma mãe separada, com muitas dificuldades cuida e cria a sua filha Tanzie, o seu enteado Nicky, e ainda tem um cão enorme que faz parte da família, as suas vidas a dada altura vão se cruzar com Ed Nicholls, que está a passar por graves problemas a nível profissional, e o facto é que não podiam ser o mais oposto um do outro, Ed e Jess, mas com se costuma dizer “os opostos atraem-se”.
Jess sabe o caos que é a sua vida, enfrenta problemas no dia a dia iguais aos de tantas pessoas, como dificuldades financeiras, buyling, a separação, negligência parental da parte de um dos progenitores. Mas em vez de se entregar e ficar deprimida, não, esta mãe dá uma lição de vida, e gostei da forma como a protagonista encara as adversidades, da maneira positiva como vê as coisas, em vez de se entregar, segue em frente e vive um dia de cada vez. Claro que nos comove todas as dificuldades que os protagonistas enfrentam, mas por outro lado as peripécias pelo meio e as situações caricatas em que se metem fizeram-me rir várias vezes, por isso foi tão fácil sentir empatia por estes quatro personagens.
Só sei que não dei pelo tempo passar, li num ápice, entrei na vida destes personagens e fiquei embrenhada na leitura, ao ponto de não querer largar o livro. 
Não é um grande romance, e não foi o livro que gostei mais desta autora, mas não me arrependo nada das horas que passei com estes personagens, é um livro de leitura leve, divertida, envolvente devido a todo o drama familiar, cuja história nos mostra que é possível recomeçar, que existe sempre segundas oportunidades, por isso provocou-me um misto de emoções, mas em especial fez-me sorrir e às vezes é exactamente disto que precisamos. Gostei muito.

Podem ler mais sobre o livro no site da Porto editora aqui 


25/09/2017

Novidades Editorial Presença nas livrarias

Catarina de Bragança - Princesa de Portugal, Rainha de Inglaterra
Sarah-Beth Watkins
Coleção: Diversos
Nº na Coleção: 49
Data 1ª Edição: 21/09/2017
Nº de Páginas: 208
PVP: 14,90€
 
Obrigada a suportar as muitas amantes do rei, seu marido, e as contí­nuas conspirações para a afastarem do trono, Catarina de Bragança não foi uma monarca feliz. Durante o reinado de Carlos II, Catarina testemunhou situações dramáticas - guerras sucessivas, a Grande Praga e o devastador incêndio da cidade de Londres -, e passou por muitas adversidades e provações, como a sua incapacidade de ter filhos e, assim, de gerar um herdeiro do trono. Mas, apesar de tudo, Carlos manteve-se dedicado à sua rainha, que lhe sobreviveu. Já viúva, regressou ao seu país natal, e, perto do final da vida, foi rainha regente de Portugal. A biografia da princesa portuguesa que foi rainha de Inglaterra.

Citações
«Bem escrito e fundamentado. Catarina de Bragança bem precisava de um novo livro sobre a sua vida.» | HistoryofRoyalWomen.com
«Graças a Sarah-Beth Watkins, temos finalmente uma bela biografia da princesa portuguesa que foi rainha de Inglaterra. Uma obra marcante.» | Herstoryline.com
Sobre a autora:
Sarah-Beth Watkins, de nacionalidade britânica, cresceu em Richmond, no condado inglês de Surrey. O seu interesse por temas históricos revelou-se quando era ainda muito jovem. Ao longo dos últimos vinte anos, tem assinado inúmeros artigos para diversas revistas e websites. É autora de vários livros sobre a História de Inglaterra e da Irlanda. Vive em County Wexford, na Irlanda. 

Imagina Que Não Estou Aqui
Adam Haslett
Coleção: Grandes Narrativas
Nº na Coleção: 674
Data 1ª Edição: 21/09/2017
Nº de Páginas: 368
PVP: 18,50€
 
Quando John, noivo de Margaret, é hospitalizado devido a uma depressão profunda, ela vê-se perante um dilema: avançar com os planos de casamento ou suspendê-los? Margaret decide casar. Esta história inesquecível desenrola-se a partir desse ato de amor.

No centro da narrativa está o filho mais velho do casal, Michael, um jovem brilhante e apaixonado por música, mas atormentado por ansiedades e comportamentos disfuncionais. Ao longo de quatro décadas, os irmãos mais novos, Celia e Alec, lutam ao lado da mãe para cuidar da existência cada vez mais preocupante e precária de Michael. Alternando os pontos de vista de cada um dos protagonistas, Imagina Que Não Estou Aqui dá vida ao amor de uma mãe pelos filhos, à incontornável dedicação dos irmãos, às implicações do sofrimento de um pai no seio familiar. E não esquece uma derradeira questão: até onde podemos ir para salvar quem mais amamos?

Combinando uma capacidade magistral de observação com um profundo sentido de humanismo, Adam Haslett revela ser um dos mais vibrantes romancistas americanos da atualidade.
 
Citações
«Um livro ambicioso sobre música, ansiedade, e uma família determinada em manter-se unida depois de uma perda devastadora, eis a prova de que as histórias realistas têm enorme poder.» | Huffington Post
«O que distingue este de outros relatos ficcionais sobre as perturbações mentais é a sua visão sobre o impacto que têm na família e amigos. Dei por mim a admirar o feito de Adam Haslett. Digno de aplauso.» | The Times
«Devastador e maravilhosamente escrito. Puro génio.» | San Francisco Chronicle
«Adam Haslett tem o dom de retratar o mundo interior surpreendentemente diferente das personagens numa escrita cheia de beleza.» | The Guardian
«Um livro prodigioso sobre o génio maníaco, tão divertido como triste.» | Financial Times
«Alguns livros, incluindo este, conseguem agarrar-nos nos primeiros parágrafos e não nos libertam, mesmo depois da última página.» | Elle
 
Sobre o autor:
Adam Haslett nasceu em 1970, em Port Chester, estado de Nova Iorque. É autor da coletânea de contos You Are Not a Stranger Here, bestseller do New York Times e finalista do Prémio Pulitzer e do National Book Award. É também autor do romance Union Atlantic, vencedor do Lambda Literary Award. Os seus livros estão traduzidos em dezoito línguas. Tem colaborado em diversas publicações, tais como New Yorker, Esquire, Financial Times e Der Spiegel. Imagina Que Não Estou Aqui foi considerado um dos romances do ano por diversos jornais e revistas como a Time, Wall Street Journal, Huffington Post, Elle, Buzzfeed, e distinguido com o L.A. Times Book Award. Foi finalista de vários prémios: Pulitzer de Ficção, National Book Critics Circle Award, Kirkus Prize, Carnegie Medal, tendo ainda sido nomeado para o National Book Award.
 
Para saber mais pode ver no site da Editorial Presença aqui 
 

A Guerra e Paz comemora os Cem Anos de Outubro. Revolução ou Contra-Revolução?

Ninguém apagará já da História a Revolução de Outubro de 1917. 
Nem os mais ferrenhos anti-comunistas, nem sequer os comunistas. E, no entanto, a ideia comum que hoje se divulga da Revolução de Outubro pode muito bem ser, em muitos casos, uma forma de a apagar, reescrevendo-a.
A Guerra e Paz Editores quer celebrar essa data. E vai fazê-lo, com vozes não oficias, não oficiosas. São as vozes, as letras e as imagens de três livros – antes, durante e depois – para lembrar aos leitores portugueses que a Revolução de Outubro faz cem anos.
O editor da Guerra e Paz, Manuel S. Fonseca, dá a palavra aos factos numa cronologia que tem o único título que poderia ter – Revolução de Outubro – e que começa com o enforcamento do irmão de Lenine, condenado pela falhada tentativa de assassinar o czar Alexandre III, para acabar, em 1924, com a entrada do corpo embalsamado de Lenine no mausoléu que ainda hoje o guarda. Falam os factos e falam os protagonistas desse período heróico em que, de Fevereiro a Outubro, de uma Revolução a outra, a Rússia viveu, nas cidades e nos campos, uma intensa e delirante democracia, em mil formas de associações. A mesma democracia, livre associação e participação que, depois de Outubro, foi silenciada e subsumida ou esmagada em organismos ocos e oficiais, de musgosa burocracia. Será, então, que Outubro foi mesmo uma Revolução? Plekhanov, o pai fundador do marxismo russo, achava que não. As teses bolcheviques eram, segundo ele «uma alucinação histórica» e continham o vírus totalitário da intolerância.
Sem Lenine, sem a sua obsessão, não teria havido a Revolução de Outubro. Maksim Gorki, que foi amigo de Lenine e companheiro dos bolcheviques, escreveu, em 1917: «Lenine não é um mágico omnipotente, mas um conspirador de sangue frio, que não tem piedade nem pela honra, nem pela vida do proletariado. Os trabalhadores não devem deixar que aventureiros loucos lancem sobre a cabeça do proletariado crimes desgraçados, insensatos e sangrentos, crimes pelos quais pagará o proletariado, e não Lenine.»
A Revolução de Outubro é um livro que, deixando falar os factos, não pode deixar de se interrogar: e se o assalto dos bolcheviques ao poder, se o golpe de estado de Outubro de 1917, perpetrado pelos bolcheviques, esse pequeno partido extremista que, para a Rússia, não seria maior do que o MRPP era em Portugal no 25 de Abril, foi afinal uma contra-revolução?
Com capa dura, 160 páginas a vermelho e negro, com 102 fotos e as três faces do miolo pintadas manualmente, este é um livro que nos oferece, dia a dia, a marcha da revolução.
Outros dois livros oferecem-nos também uma perspectiva incomum da Revolução. Em primeiro lugar, um romance que antecedendo a Revolução instilou nos espíritos o ideal da luta por um mundo melhor, o ideal do papel progressista do revolucionário. A Guerra e Paz vai publicar, pela primeira vez em Portugal, o romance O Que Fazer?, de Nikolai Tchernichevski. O herói desse livro, Rakhmetov, inspirou Lenine. Esse herói era, como o historiador Orlando Figes, o descreveu, «um puritano e ascético: numa certa ocasião chega mesmo a dormir numa tábua de pregos para oprimir o seu impulso sexual». Lenine encontrou em Rakhmetov, a sua referência revolucionária e, em homenagem a ao romance, copiou o título, O Que Fazer?, para um dos seus livros de ensaios. Marx aprendeu russo para poder ler o romance e, afirma Figes, a história de Tchernichevski fez mais pelo ideal e pela causa revolucionárias do que todas as obras de Marx e Engles juntas.
E vamos ao terceiro livro. Revoltada é um testemunho de vida escrito de jacto por uma mulher que está à espera de ser fuzilada pela Tcheka, a odiosa polícia política de Lenine. A autora é a anarquista, Evgénia Iaroslavskaia-Markon. Insubmissa, espírito libérrimo, casada com um poeta que foi igualmente fuzilado pela Tcheka, esta mulher viveu em estado de rebelião permanente, como se quisesse escrever em actos os mais ultrajantes poemas de Rimbaud, ou o que de transgressor se pode ler nos Cantos de Maldoror de Lautréamont. Há quem escreva, há quem prefira viver, como Evgénia o fez. Ou como ela diz: «Ora, aqui têm a minha vida: a vida de uma estudante de liceu revolucionária e sonhadora, a companheira de um grande homem e poeta – Aleksandr Iaroslavski –, uma eterna peregrina, uma propagandista antireligiosa itinerante, folhetinista do jornal Rul [O Volante], mulher ardina, ladra reincidente, adivinha, vagabunda!…»

Três livros dão-nos o retrato perfeito, vivido, autêntico, polifónico, de um tempo histórico, tremendo, decisivo no desenho do que no século XX foram a Rússia, a Europa, o Mundo.
As datas:
·         Revoltada, de Evgénia Iaroslavskaia-Markon, com prefácio de Olivier Rolin, 150 páginas, traduzido do russo por Nonna Pinto, chega às livrarias a 4 de Outubro.
·         Revolução de Outubro, de Manuel S. Fonseca, capa dura, 160 páginas, chega às livrarias a 25 de Outubro.
·         O Que Fazer?, de Nikolai Tchernichevski, 480 páginas, traduzido do russo por Angelo Segrillo, com revisão de Ana Salgado, chega às livrarias a 2 de Novembro.


 

VOGAIS: Hitler e a dependência de drogas no Terceiro Reich

«Espantoso, cativante, convincente. A história por contar da relação do Terceiro Reich com as drogas, incluindo cocaína, heroína, morfina e, sobretudo, metanfetaminas. Altera o que pensávamos saber sobre a Segunda Guerra Mundial.» The Guardian

«Um livro verdadeiramente extraordinário» — BBC News

«Fantástico e energético. Reconta a história da guerra pelo prisma de um comprimido. Tem a capacidade incomum de perturbar.» —  The Times

Delírio Total: Hitler e as Drogas no Terceiro Reich, do romancista premiado, argumentista e jornalista alemão Norman Ohler (Ed. Vogais | 320 pp| 18,79€), nasce de uma investigação meticulosa que expõe uma perspetiva surpreendente da Segunda Guerra Mundial: a elevada dependência de drogas da Alemanha nazi, nomeadamente de cocaína, opiáceos e, sobretudo, metanfetaminas.
O regime nazi pregava uma ideologia de pureza física, mental e moral. Mas, como Norman Ohler revela nesta envolvente história baseada em fontes até agora inéditas, o Terceiro Reich estava saturado de drogas: cocaína, opiáceos e, sobretudo, metanfetaminas, usadas por toda a gente — de operários fabris a donas de casa — e vitais para a resistência das tropas, explicando, em parte, o rápido avanço e a vitória alemã em 1940. O uso promíscuo de drogas, inclusive ao mais alto nível, também afetou a tomada de decisões, com Hitler e o seu séquito a refugiarem-se em cocktails de estimulantes potencialmente letais, administrados pelo médico Theo Morell, incapazes de reverter o curso da guerra, que se virava contra a Alemanha.
Embora as drogas por si só não possam explicar as tóxicas teorias raciais dos nazis ou os acontecimentos da Segunda Guerra Mundial, esta descoberta leva-nos a ver os crimes de guerra cometidos contra a humanidade a uma nova luz. Delírio Total é, assim, uma peça crucial para entendermos a História mundial.
Este livro entra na pele de assassinos em massa ávidos de sangue e de um povo obediente que era necessário limpar de todo o veneno, racial ou outro, penetrando nas suas veias e artérias. Nelas não corria a pureza ariana mas sim a química alemã, por sinal bastante tóxica. E isto porque, onde a ideologia já não conseguia chegar, e apesar de todas as proibições, dava-se uma ajuda com substâncias farmacológicas excitantes e estimulantes, que não eram reprimidas, tanto na base como no topo. Hitler também fez o mesmo, tal como as próprias Forças Armadas, que recorreram, em grande dimensão, à substância estimulante metanfetamina (hoje conhecida como crystal meth) para as suas campanhas de conquista. Na sua manipulação das drogas, esses criminosos mostraram uma hipocrisia cuja revelação esclarece agora aspetos decisivos do que fizeram. Caiu uma máscara que nunca pudemos saber que existia. — Norman Ohler

Norman Ohler é um romancista premiado, argumentista e jornalista alemão. Passou cinco anos a pesquisar para Delírio Total em numerosos arquivos na Alemanha e nos Estados Unidos, e falou com testemunhas, historiadores militares e médicos. Publicou três romances, um dos quais o primeiro romance hipertexto do mundo, e coescreveu o argumento do filme de Wim Wenders, Palermo Shooting. Mais sobre o autor: www.normanohler.de


«O Caminho Imperfeito» - O lado B do paraíso - José Luís Peixoto está de volta com nova incursão na literatura de viagens. Destino: Tailândia.

O Caminho Imperfeito
José Luís Peixoto
N.º de páginas: 192
PVP: € 17,70 
Nas livrarias a 29 de setembro 

O lado B do paraíso
José Luís Peixoto está de volta com mais uma incursão na literatura de viagens. Destino: Tailândia.   

Depois de nos ter mostrado, em Dentro do Segredo, o lado secreto de um dos países mais inacessíveis do mundo, a Coreia do Norte, José Luís Peixoto oferece-nos um olhar pelo avesso de um dos destinos que é o lugar-comum das viagens exóticas: a Tailândia. O Caminho Imperfeito nasce de uma viagem do autor, com o ilustrador Hugo Makarov. O itinerário que percorreram torna-se o fio condutor, levando-os através dos lados menos explorados deste país (a cultura, a religião, a geografia) enquanto se sobrepõem as experiências do autor naquele país do Sudoeste asiático, nesta e em anteriores visitas.   
Uma série de tenebrosas encomendas numa estação de correios de Banguecoque faz com que a deambulação se transforme numa demanda através da Tailândia, impulsionando a descoberta do lado mais sombrio deste popular destino de férias.  
Esta é também uma narrativa que nos oferece uma reflexão sobre a brutal indústria do turismo. José Luís Peixoto é o turista que observa o outro turista e, nesse jogo de observação, vê o reflexo de si próprio, enquanto visitante e inevitável consumidor. 

Imprensa:
 «Um dos principais autores da sua geração.» O Estado de São Paulo  
«Há muito tempo que José Luís Peixoto se tornou num dos escritores portugueses imprescindíveis.» El País  
«Um escritor que levanta bem alto a literatura do seu país.» Le Figaro 

Sinopse: 
«Estamos aqui, o caminho também é um lugar.» Entre Banguecoque e Las Vegas, José Luís Peixoto regressa à não-ficção com um livro surpreendente, repleto de camadas, de relações imprevistas, transitando do relato mais íntimo às descrições mais remotas e exuberantes.  O Caminho Imperfeito é, em si próprio, a longa viagem a uma Tailândia para lá dos lugares-comuns do turismo, explorando aspetos menos conhecidos da sua cultura, sociedade, história, religiosidade, entre muitos outros.  A sinistra descoberta de várias encomendas contendo partes de corpo humano numa estação de correios de Banguecoque fará que, com consequências imprevisíveis, a deambulação se transforme em demanda.  Todos os episódios dessa excêntrica investigação formam O Caminho Imperfeito e, ao mesmo tempo, constituem uma busca pelo sentido das próprias viagens, da escrita e da vida.

Sobre o autor:  
José Luís Peixoto nasceu em Galveias, em 1974. É um dos autores de maior destaque da literatura portuguesa contemporânea. A sua obra ficcional e poética figura em dezenas de antologias, traduzidas num vasto número de idiomas, e é estudada em várias universidades nacionais e estrangeiras. Em 2001, acompanhando um imenso reconhecimento da crítica e do público, foi atribuído o Prémio Literário José Saramago ao romance Nenhum Olhar. Em 2007, Cemitério de Pianos recebeu o Prémio Cálamo Otra Mirada, destinado ao melhor romance estrangeiro publicado em Espanha. Com Livro, venceu o prémio Libro d'Europa, atribuído em Itália ao melhor romance europeu publicado no ano anterior. As suas obras foram ainda finalistas de prémios internacionais, como Femina (França), Impac Dublin (Irlanda) ou Portugal Telecom (Brasil). Na poesia, Gaveta de Papéis recebeu o Prémio Daniel Faria e A Criança em Ruínas, o Prémio da Sociedade Portuguesa de Autores. Em 2012, publicou Dentro do Segredo – Uma Viagem na Coreia do Norte, a primeira incursão do autor na literatura de viagens. A Galveias, publicado em 2014, seguiu-se Em Teu Ventre, o seu último romance publicado pela Quetzal, em 2015. As suas obras estão traduzidas em mais de vinte idiomas.  
 

Lançamento A Síndrome de Peter Pan, Uma relação amorosa numa plataforma online

A Síndrome de Peter Pan de Eliana Pyhn.
O relacionamento apresentado neste livro mostra uma realidade que inúmeras mulheres enfrentam na vida quotidiana, tanto real como virtual, ao encontrarem parceiros portadores da Síndrome de Peter Pan. A história mostra as dificuldades vividas pelo homem Peter Pan e, também, pelas pessoas que se relacionam com ele. No desenrolar da trama, verá que este comportamento é muito mais comum do que se imagina, e provavelmente identificará alguém do seu convívio que possui o perfil do homem  Peter Pan.
Se este comportamento trás sofrimento as pessoas diretamente envolvidas, muito maior é o dano quando estas atitudes se multiplicam e passam a dominar o comportamento de uma sociedade. E é, precisamente o que vivemos hoje, uma sociedade carente de adultos, de referências maduras e de verdadeiros líderes, mas, saturada de comportamento adolescente. Uma sociedade de Peter Pans vive à margem do mundo real, caminhando sem rumo e sem propósito, resultando na estagnação de toda uma geração.

Eliana Guimarães Pyhn
Graduada em Psicologia Clínica e Naturolgia. Especialista em Iridologia e pós-graduada em Medicina Integrativa e Medicina Metabólica. Autora de diversos livros.

Coolbooks: Os 4 Quadrantes numa nova aventura em "O moinho maldito"

Título: O moinho maldito 
Autor: Ana Nunes 
Formato: e-wook / capa mole 
N.º páginas: 148 
PVP: 4,99€ / 8,80 € 

O regresso da coleção juvenil que explora o património histórico, as lendas e as tradições orais do imaginário português.  

O moinho maldito, de Ana Nunes, é o quarto título da coleção juvenil  4 Quadrantes, publicada pela Coolbooks, e está já disponível (em formato físico e digital) na livraria virtual Wook, na Bertrand.pt e no Espaço Professor da Porto Editora. Além de serem sinónimo de reencontro, as férias destes jovens parecem também atrair um sem-número de peripécias e mistérios. Desta vez, uma lenda local atrai os 4 Quadrantes a um moinho. Apesar de ter sido recentemente comprado por uma artesã francesa para instalar um ateliê, todos dizem que uma maldição assola este local.  Quando um jornal local noticia o desaparecimento de peças valiosas que ali estariam a ser reparadas, estes amigos decidem investigar. Estará o roubo relacionado com a maldição que recai sobre o moinho? Só Ema, Constança, Lucas, Vicente e Sam, o golden retriever que acompanha o grupo e que completa os 4 Quadrantes, poderão desvendar estes mistérios.

SINOPSE  
Começaram as férias. Os 4 amigos voltam a encontrar-se em Sesimbra. Uma artesã francesa compra um moinho – dizem estar amaldiçoado! –, para lhe servir de ateliê e restaurar umas peças valiosíssimas pertencentes a uma coleção privada. Pouco tempo depois, o jornal local anuncia o desaparecimento de alguns desses tesouros da Casa de Calhariz. Quem os roubou? Será que a maldição do moinho está relacionada com o que aconteceu? Os 4 Quadrantes e o Sam decidem investigar.  

A Autora  
Professora de Português e de História e Geografia de Portugal. É licenciada em Antropologia (ISCSP-UTL) e mestre em Supervisão Pedagógica, pela Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa. É autora e coautora de alguns artigos na área das Ciências da Educação.  
Natural de Lisboa. Sempre gostou de contar histórias e é admiradora da grande riqueza e variedade do património cultural português. É feliz quando o mar está por perto, nos momentos em que viaja e lê livros, pois acredita que ao ler entra-se em contacto com o mundo e com tudo o que nele acontece e de que a vida é feita.

Naomi Alderman vencedora do Baileys Women's Prize de Ficção pelo romance "The Power"

Naomi Alderman autora do romance Desobediência (publicado este mês) foi a vencedora do Baileys Women’s Prize de Ficção pelo romance The Power (que publicaremos no próximo ano) .

Sobre o livro:
No romance Desobediência conhecemos Ronit, uma jovem solteira a viver em Nova Iorque, o Judaísmo Ortodoxo no qual foi educada é uma religião sufocante de que fugiu há muito tempo. Quando descobre que o pai, um estimado rabi da comunidade judaica de Londres, faleceu, decide regressar a casa pela primeira vez em anos.O seu regresso confronta-a com memórias de infância. As amizades e os amores que formou na adolescência voltam para a assombrar e lembram-na, de forma dolorosa, que não só é uma estranha na sua própria casa, mas também uma ameaça à tradição.
Dividida entre os seus desejos pessoais e a obediência a Deus, que escolha resta a Ronit? Uma vida de conformismo... ou desobedecer a tudo o que lhe foi ensinado desde a infância?
Esta fantástica história já foi adaptada para o cinema e vai ser protagonizada por Rachel Weis e Rachel McAdams. A estreia está prevista para o final de 2017. 

Sobre a autora:
NAOMI ALDERMAN cresceu em Londres e frequentou a Universidade de Oxford. É professora de Escrita Criativa na Bath Spa University e escreve frequentemente para o The Guardian.
O seu primeiro romance, Desobediência, foi publicado em dez línguas e ganhou em 2006 o Orange Award for New Writers.
Em 2017, venceu o Baileys Women’s Prize de Ficção pelo romance The Power, a ser publicado pela Saída de Emergência.

Café Amargo, de Simonetta Agnello Hornby



Opinião:
Gostei logo do titulo, pois adoro café, gostava de conhecer Itália onde se passa esta história, por isso este livro tinha tudo para me conquistar e conseguiu sem dúvida alguma.
A acção de Café Amargo, decorre na Sicília, no final do séc. XIX, e é sobre uma saga familiar, tem como protagonista a jovem Maria, forte, inteligente, com uma visão muito à frente do que era suposto nas mulheres nesta altura, e é sobre a história da sua vida, e de todos os que a rodeiam, sobre laços familiares, sobre segredos guardados, sobre paixões proibidas, sobre as vicissitudes da vida que a levam por altos e baixos, mas nada a derruba, nem se deixa abalar pelas pessoas que a rodeiam e lhe amargam a vida.
Um romance com um leque de personagens vasto, mas bem estruturadas, uma história que recria a época em que se vivia, o papel da mulher na sociedade e no seio familiar, eram insignificantes, via-se na repressão, na violência doméstica, nos tabus, na forma como lidavam com a infidelidade e traições. Depois por outro lado temos a componente histórica que dá-nos a conhecer o sofrimento de um povo sujeito à fome e miséria, a trabalhar em condições desumanas, dá-nos um vislumbre de como foi para estas pessoas passarem por duas guerras mundiais que grassaram as Europa incluindo Itália.
Café Amargo, foi uma leitura que me surpreendeu bastante, um género literário que gosto muito, muito mesmo, nota-se que a autora fez uma pesquisa apurada sobre época, é detalhada nos pormenores, tem uma escrita fluída, cuidada, consegue arrebatar-nos com esta história bem construída e envolvente, concluindo a mesma com um final marcante, ao qual não fiquei indiferente.
É um livro que cativa ao virar de cada página, apreciei e li com muito prazer, sempre acompanhada de um café, ou não fosse eu amante desse néctar dos deuses, e, que tal como a vida pode ser servido doce, intenso ou amargo. Gostei imenso, recomendo.

(lido em Agosto)