04/06/2015

Novidade "O Assassino de Catarina Eufémia", de Pedro Prostes da Fonseca


Titulo: O Assassino de Catarina Eufémia
Autor: Pedro Prostes da Fonseca
História
Páginas: 216
PVP: €15,80
 

UMA MORTE MISTERIOSA.

UM ASSASSINO POR CONDENAR.

UMA HISTÓRIA DE INJUSTIÇA E FRAUDE QUE TRAZ À LUZ FACTOS INÉDITOS.

A 19 de maio de 1954, em Baleizão, no Alentejo, a morte de uma jovem mulher às mãos de um tenente da Guarda Nacional Republicana fez nascer uma heroína da resistência antissalazarista: Catarina Eufémia. Aos 26 anos, analfabeta e com três filhos pequenos, esta ceifeira lutava por um salário melhor quando foi morta com três tiros à queima-roupa.

Mais de 60 anos depois ainda há muito por esclarecer sobre a morte desta mulher que encantou poetas, como Sophia de Mello Breyner ou Eugénio de Andrade, e que inspirou milhares de trabalhadores rurais na luta por uma vida mais digna. Das poucas certezas que persistem uma é a de que foi da arma de João Tomás Carrajola, oficial da GNR, que saíram os três disparos fatais. Em O Assassino de Catarina Eufémia, o jornalista Pedro Prostes da Fonseca conta-nos a história desta mulher de rara fibra e determinação, de todo o mistério que envolveu a sua morte e da forma pouco ortodoxa como o julgamento de Carrajola foi conduzido e que levou à sua absolvição. Numa escrita repleta de pormenores e de informações inéditas, onde se destaca o acesso ao processo do autor do crime, que era dado como desaparecido, o autor parte da pequena história do nosso país para depois nos fazer mergulhar na realidade de um Alentejo onde a fome grassava e de um Portugal amordaçado pela ditadura.

“UM LIVRO QUE NOS ILUMINA COM RIGOR HISTÓRICO.” Ricardo Sá Fernandes in prefácio

Pedro Prostes da Fonseca nasceu em Lisboa, em 1962, e iniciou-se no jornalismo, em 1988, na Agência Lusa, depois de cinco anos como documentalista. Foi colaborador do semanário Expresso (2003) e das revistas Sábado (1992/93), Superjovem (1994/95), Pais & Filhos (1996), Clube de Empresários (1997/2000) e Arquitectura & Construção (2006/2012). Editou as revistas Vela & Náutica (1993/1996) e Arquitectura & Vida (2001/2005). Chefiou a redação do jornal Meios & Publicidade (2000) e foi coordenador no semanário SOL (2006/2012) – período em que conheceu a fundo a realidade das cadeias portuguesas, ao ser responsável pela rubrica “Conversas na Prisão”. Em 1996, fundou o Gabinete de Reportagem no Grupo Impala e, em 1999, a empresa Culturmedia, vocacionada para projetos culturais e editoriais no domínio das autarquias. Em 2000 publicou o livro infantil Histórias dos 4 Cantinhos (editora Paulinas) e em 2014 A Porta para a Liberdade, pela Matéria-Prima Edições.


2 comentários:

susete evaristo disse...

Li e recomendo; apesar de conhecer a infeliz história de Catarina, achei que o livro documentava muito bem os acontecimentos, com uma linguagem muito acessivel, tanto para os que ainda tem memória dos factos como para quem nunca ouviu falar de Catarina (o que me parece quase impossivel) a jovem alentejana morta por querer defender o trabalho e o pão de um povo que estava cada dia mais subjugado aos grandes agrários.

Odete Silva disse...

Obrigada pelo seu comentário, gostava muito de ler este livro, parece-me uma história muito interessante.