Apresento-vos hoje o livro da minha vida.
D. Quixote é muito mais que um livro; é o hino ao poder do ser humano.
É a expressão máxima da capacidade de sonhar.
É a prova final do caminho que todo o homem faz rumo à divindade.
É a humanidade inteira e poderosa, representada em tons de humildade.
O que fica deste livro é uma sensação única: a impressão de que é impossível escrever um livro mais poderoso do que D. Quixote.
Esta sensação de poder, no mundo da música só a encontro em Kitaro.
Eu sei que é a segunda vez que trago para aqui o músico japonês. Mas a sua música, particularmente neste trecho, encaixa perfeitamente no estado de alma que me ficou da leitura de D. Quixote: a simplicidade, o início humilde, em tons suaves para depois caminhar, triunfalmente para acordes festivos, quase estridentes que nos dão à alma uma sensação de poder, talvez um pedaço da dimensão sagrada do Japão ancestral, terra de samurais, de honra e sangue, de esperança, crença e poder.
À medida que vamos ouvindo a música vamos sentindo todo o poder que há em nós, toda a força que o espírito pode conter; uma melodia que vai da paz ao júbilo, da harmonia à festa da vida.

