11/07/2019

Novidades Planeta de Julho

Chega a Portugal Annabelle, da sueca Lina Bengtsdotter, o romance mais vendido em 2017 na Suécia, ambientado em Gullspång, a cidade natal da autora.  
 
PRÉMIO Crimetime Specsaver 2017 de Melhor Estreia do Ano
 
«A nova sensação do policial sueco» Dagbladet   

ONDE FOI INFELIZ, NÃO DEVIA VOLTAR. 
Charlie Lager é detective em Estocolmo quando chega um pedido de ajuda para investigar uma adolescente desaparecida em Gullspång. O problema é que ela é dessa localidade, de onde saiu aos catorze anos e não quer regressar. À medida que tenta descobrir quem era Annabelle e o que lhe aconteceu, acabará por fazer descobertas surpreendentes sobre o seu passado, um caso que tomará proporções drásticas e que levará Charlie ao limite.

A VÍTIMA
A filha de Nora, Annabelle, desapareceu, vista pela última vez a caminho de casa após uma festa.  SEM RUMO A inexperiente polícia de Gullspång está sob a mira da imprensa nacional e os moradores desesperados por respostas.  
CORRIDA CONTRA O TEMPO A detective Charlie Lager é persuadida a voltar à aldeia natal para encontrar Annabelle. Lugar a que jurara nunca mais voltar. Quer encontrar Annabelle, mas também quer sair de lá o mais rapidamente possível. Antes que descubram a verdade sobre o seu passado.   
 Annabelle é obscuro e sombrio e vai além de um policial, foca-se nos problemas dos jovens hoje em dia e no consumo de álcool e drogas em idades precoces, nas famílias disfuncionais e nas relações tóxicas.
O que faz que este seja diferente de outros policiais deste género é que todo o ambiente, as personagens e a história parecem muito crus e reais, desde o início – os leitores que cresceram numa pequena vila rural vão sentir-se familiarizados.

Sobre o autor  
Lina Bengtsdotter cresceu em Gullspång e, após viver em Inglaterra e Itália, fixou-se em Estocolmo, onde vive com o marido e os filhos. É professora de Sueco e de Psicologia e publicou artigos na imprensa. 


Uma das autoras suecas mais populares e com mais êxito da actualidade. A sua série Sandhamn já vendeu mais de 4,5 milhões de exemplares em todo o mundo.    
Autora best-seller da Suécia, com mais de 4,5 milhões de exemplares vendidos da série Sandhamn. Traduzida em 20 línguas e publicada em 37 países.
 
«Nas Águas Mais Calmas, a estreia de Viveca Sten, a autora desafia a escrita de Camilla Läckberg... Quase no fim, quando descreve uma luta pela vida e pela morte, é verdadeiramente de tirar o fôlego.» Hallandsposten 

 Numa manhã quente de Julho, na idílica ilha de Sandhamn, na Suécia, um homem passeia com o cão e faz uma descoberta horrível: um corpo, emaranhado numa rede de pesca, deu à costa. O detective Thomas Andreasson é o primeiro a chegar ao local. Em pouco tempo, identifica o cadáver como sendo Krister Berggren, um homem do continente que está desaparecido há meses. Enquanto os moradores da ilha se tentam recuperar dos assassínios, Thomas recorre à amiga de infância, a advogada Nora Linde. Juntos, tentam desvendar os enigmas misteriosos deixados nestes dois estranhos – enquanto se esfoçam por perceber os rumos difíceis que as suas vidas tomaram desde os dias comuns de Verão da sua juventude.  
 
EXCELENTES CRÍTICAS INTERNACIONAIS    
«Nas Águas Mais Calmas leva-nos às águas agitadas da graciosa sociedade sueca e o leitor vai suster a respiração até ao fim.» Le Parisienne   
«Uma estreia excepcionalmente bem escrita.» De Telegraaf
«É muito raro que personagens e histórias sejam tão precisas e cuidadosamente elaboradas. Este livro deve garantir ao autor um lugar de destaque com os seus colegas nórdicos. Aguardamos ansiosos mais, muito mais!»
Crimezone.nl
 «Um policial maravilhoso à moda antiga.»
Veronica Magazine  
«A resolução é espectacular e inesperada.» Misdaadromans.nl  
«A mistura perfeita de idílio, assassínio e tragédia familiar.» Grazia  
«Viveca Sten em pouco tempo gerou muito entusiasmo no mercado de livros sueco.» Aftenposten (Norway)  
«Um romance policial muito emocionante com belas descrições da paisagem sueca e duas personagens principais muito simpáticas.... Um livro... que da melhor maneira possível é interessante e que agarra!» Buchvergleich.de
 
Esta série policial da autora foi adaptada para uma série de televisão na Suécia, não só devido à caracterização realista das personagens protagonistas como ao cenário idílico onde decorre a acção. Está a ser também transmitida em vários países alcançando mais de 6 milhões de espectadores.  
  
Sobre a autora  
Viveca Sten é uma das autoras contemporâneas mais populares no seu país. Foi durante muitos anos chefe do departamento jurídico dos correios. Em 2008 publicou o primeiro livro da série protagonizada por Thomas Andreasson e Nora Linde que se transformou num êxito imediato. Viveca vive em Estocolmo com o marido e três filhos, mas prefere passar o tempo em Sandhamn para escrever e passar férias em família. 


 A celebrada estreia de Pedro Boucherie Mendes no romance policial. 
Uma sucessão de crimes vem abalar o Chiado quando passam 25 anos sobre o grande incêndio que quase o destruiu. 

Entre pressões políticas, manobras policiais e ameaças de especulação imobiliária, o inspector Daniel Vilar vai seguir o rasto de um assassino que mata com requintes de malvadez e que deixa mensagens tiradas dos livros de Fernando Pessoa 

Vinte e cinco anos depois do incêndio que quase o destruiu, o Chiado volta a ser marcado pela tragédia. Quem é o assassino que anda a matar em nome de Fernando Pessoa? 
Nos primeiros dias de Agosto, um homem é encontrado assassinado junto à estátua de Fernando Pessoa, na Brasileira do Chiado. Num dos seus bolsos há um postal com uma citação do Livro de Desassossego, de Bernardo Soares; no outro, a mão esquerda do morto com os dedos decepados e envoltos em sal. O caso é entregue a Daniel Vilar, um inspector marcado por acontecimentos trágicos e que quase deixou de acreditar na justiça. Nas semanas que se seguem, mais dois homens são assassinados naquela zona da cidade. Com base nos mesmos rituais. Os crimes provocam uma onda de pânico e inquietam a polícia e os poderes políticos. Quem anda a aterrorizar o Chiado e a ameaçar a grande fonte de receitas do país? Uma investigação em contra-relógio permitirá apanhar o assassino no dia em que se assinalam vinte e cinco anos sobre o grande incêndio de 1988. 

Assim começa este novo romance de Pedro Boucherie Mendes:
«Há muito tempo que Amândio sabia que só existia uma vida e que esta devia ser aproveitada. Trabalhar, por exemplo, afigurava-se-lhe um absurdo, por isso deixara de o fazer com regularidade há quase vinte anos. O dinheiro que arranjava com os biscates e a roubar carteiras chegava e sobrava para o vinho, para a cerveja e para os Martinis da manhã, havendo sempre a quem cravar um cigarro, um copo ou uma bucha. Por algum motivo as pessoas gostavam de ser solidárias. Por ele, perfeito, três vivas à natureza humana.  
Amândio nunca ia com pressa. Com um pé num degrau ou encostado à parede, ficava horas a falar com a miudagem que parecia sempre mais bêbeda do que ele e que, estranhamente, prestava atenção ao seu paleio. O velho gostava dos verões no Bairro Alto, cheios de turistas tolos e simpáticos, miúdos de férias e agitação. Até a polícia era mais tolerante para não estragar o postal do turismo. Era ver os mitras, à vontadinha, a vender louro por haxixe ou coca martelada. Sabia que lhe bastava fazer figura de palhaço para fumar e beber. Já nem fingia que andava por ali a vender lotaria.» 
 ppp
Sobre o autor 
Pedro Boucherie Mendes é director de planeamento estratégico da SIC, assina uma coluna de opinião no Expresso sobre séries de televisão e conduz o programa Irritações, na SIC Radical. Lançou no fim do ano passado o livro Ainda bem que ficou desse lado, e tem mais dois livros de não ficção e dois romances. Licenciado em Comunicação Social, foi crítico de música, fez rádio e trabalhou no semanário O Independente e nas revistas Grande Reportagem e «NS’» (Diário de Notícias). Foi jurado de três edições do concurso Ídolos. Foi ele que trouxe Gordon Ramsay e a série e Breaking Bad às televisões portuguesas. 
 

Paixão, determinação e criaturas diabólicas nesta trilogia de Cassandra Clare. Uma excelente porta de entrada para o mundo dos Caçadores de Sombras.
Segredos obscuros e um amor proibido ameaçam a sobrevivência dos Caçadores de Sombras.  

O épico final da série Os Artifícios Negros. Uma trilogia ambientada no universo dos Caçadores de Sombras.. 
E se a maldição for o preço do amor verdadeiro? Segredos obscuros e um amor proibido ameaçam a sobrevivência dos Caçadores de Sombras.  
Sangue inocente foi derramado nos degraus do Conselho, a fortaleza sagrada dos Caçadores de Sombras. Na esteira da trágica morte de Livia Blackthorn, a Clave está à beira da guerra civil. Uma parte da família foge para Los Angeles com o intuito de descobrir a origem da doença que está a destruir os feiticeiros. Julian e Emma tomam medidas desesperadas para empreenderem uma perigosa missão a Faerie para recuperar O Livro Negro dos Mortos. Mas o que encontram é um segredo que pode dilacerar o Mundo das Sombras e abrir um caminho demasiado sombrio.  
Segredos obscuros e um amor proibido ameaçam a sobrevivência dos Caçadores de Sombras
Numa corrida contra o tempo, Emma e Julian têm de salvar o mundo dos Caçadores de Sombras antes que o poder mortal dos parabatai os destrua e a todos os que amam.  
Uma trama envolvente, mais apaixonante do que nunca. Recheada de romance, lutas, superação, aventura, suspense...   
2019 é o ano Cassandra Clare em Portugal. Cumprem-se 10 anos da 1ª edição da série Caçadores de Sombras 
Novas personagens e aventuras em Los Angeles. Uma excelente porta de entrada para o mundo dos Caçadores de Sombras, onde voltam muitas das personagens da série best-seller inicial.

Sobre a autora 

Best-seller do New York Times, do USA Today, do Wall Street Journal e do Publishers Weekly! Mais de 50 milhões de leitores confirmam o grande talento de Cassandra Clare.  
Cassandra Clare nasceu no Irão e passou os seus primeiros anos a viajar pelo mundo com a família e vários baús cheios de livros de fantasia, entre os quais As Crónicas de Nárnia. Mais tarde, trabalhou como jornalista em Los Angeles e Nova Iorque, onde reside actualmente. 


« Álvaro Filho tem o condão da narrativa, mas também do humor negro; este livro é uma inteligente mistura de policial, romance literário e reflexão metafísica sobre o poder das palavras - e dos escritores. Altamente recomendado. » João Tordo, Escritor
« Uma investigação policial muito bem arquitetada, desvendando de uma forma humorística a realidade que está a afetar os moradores mais velhos dos bairros tradicionais e fixa na literatura um momento de crise do povo lisboeta. »
João Céu e Silva, Diário de Notícias 

Mistério, sedução e bom humor nas doses certas, numa história inspirada na realidade das cidades atormentadas pelo turismo desenfreado e pela especulação imobiliária. Uma homenagem aos clássicos do romance negro, habitada por uma fauna de fascinantes personagens, representantes do rico mosaico humano das metrópoles. 

Uma série de crimes atormenta Alfama e o principal suspeito é o senhor Ming, o milionário chinês dono dos prédios onde as vítimas viviam, agora convertidos em alojamento local. Para tentar provar a inocência, o empresário recorre aos serviços de Nuno Cobra, um escritor português de romances policiais que se passam em gélidas paisagens nórdicas e cujo vilão nas suas histórias age da mesma forma que o frio assassino lisboeta: extirpando os olhos das vítimas. 
A situação complica-se quando o escritor descobre que também vive num dos apartamentos do «chinês com apelido de vaso» e que o seu nome pode ser o próximo na lista de «despejos macabros».  Inicia-se então uma cruzada pelas tortuosas e escuras ruelas do bairro medieval, num thriller regido pelas fases da Lua e a sabedoria dos biscoitos da sorte, à caça do verdadeiro culpado pelos «Crimes do Airbnb».

Sobre o autor 
Álvaro Filho é escritor e jornalista brasileiro radicado em Lisboa. É autor de sete livros, entre eles os romances Jornalismo para Iniciantes, O Diário de Viagem do Sr. A. e Meu Velho Guerrilheiro. Em 2018, foi semifinalista do Prémio Oceanos com a ficção Curso de Escrita de Romance, nível 2 e vencedor do Novos Talentos Escrita FNAC Portugal com o conto Otelo. facebook.com/escritoralvarofilho   
instagram/seualvaro
 
« O romance Alojamento Letal abre as ruas de Lisboa a um género literário pouco habitual em Portugal: o policial. E a cidade sai a ganhar desta experiência literária de Álvaro Filho, autor premiado e com experiências de escrita anteriores que surpreenderam o leitor pelo inesperado do tema e a arte de saber montar uma história.
» João Céu e Silva, Diário de Notícias


A história real da extraordinária cadela que salva gatos. Uma cativante história de segundas oportunidades.
 
Molly e Eu conta a emocionante história da equipa de detetives Colin - Molly: como o homem começou por resgatar a cadela e como a cadela acabou por encontrar e salvar muitos mais animais de estimação perdidos. 

Juntos, Colin e Molly são o Sherlock e o Watson dos animais de estimação perdidos. Veterano da Royal Navy, Colin Butcher deixou a polícia para abrir uma agência de detetives especializada em procurar animais de estimação desaparecidos. Mas, apesar de centenas de êxitos, havia, ainda assim, casos que Colin não conseguia solucionar sozinho. Percebeu que precisava de um parceiro. Foi então que se deparou com uma cocker spaniel de olhar abatido num site de animais abandonados. Quando a conheceu, percebeu de imediato que era invulgarmente inteligente e carismática. Ficou com ela e decidiu treiná-la. E assim, Molly aprendeu a descobrir o rasto de gatos desaparecidos e tem sido muitíssimo bem-sucedida. 

Molly é uma cadela incrível e a sua história vale a pena ser lida.
Desde a busca por Simba, o gato sequestrado em Devon, à descoberta de um tesouro de joias roubadas em Londres, o par tem numerosas aventuras para contar. Mas o trabalho nem sempre é fácil e Molly também enfrentou provações, desde a picada de cobra que quase a matou ao desafio de conquistar a namorada de Colin... Atravessando perigos e proezas, Colin e Molly mantêmse inseparáveis, reforçando profundos laços de amor e afetos.  
Cativante, comovente e emocionante, Molly e Eu é a história de uma cocker spaniel salvadora com um passado difícil que, graças ao amor e devoção do seu dono, encontra uma nova vida, um propósito e um amigo para sempre.
 
Sobre o autor 

Colin Butcher Depois de carreiras com altas patentes na Royal Navy e na Polícia de Surrey, em 2005, Colin Butcher fundou a UK Pet Detectives, uma agência de detetives dedicada a procurar animais de estimação no Reino Unido. Desde então que lidera o mercado na investigação de crimes contra animais, e todos os anos recupera centenas de animais perdidos e roubados. Colin é um especialista no campo da deteção de animais de estimação, e a sua vasta experiência como investigador na área do crime forneceu-lhe um precioso conhecimento sobre o comportamento de cães e gatos 


Coleção Jack Dash
 
«Esta é uma brilhante obra para todas as idades e, em particular, para os jovens leitores poderem desfrutar de uma história hilariante. É um livro tão engraçado e tão fácil de ler que vale um excelente 10 em 10!» The Guardian


Livro #1 - Jack Dash e a Pena Mágica   
 

Livro #2 – Jack Dash e o Temporal de Verão    
   

Livros de leitura fácil, com a premissa inovadora de poder conceber a própria realidade através do poder da criatividade. Histórias muito animadas, num ritmo frenético e com muita ação para manter e cativar a atenção dos leitores; cheias de situações humorísticas absurdamente estapafúrdias e hilariantes e acompanhados de ilustrações extravagantes.  
Mas que também conta com um lado mais sério que aborda temas como a amizade, a lealdade e as coisas que realmente importam na vida.Adequados a uma faixa etária bastante ampla.   
Uma coleção ideal para fãs das histórias e tipo de humor de David Walliams.  
Contrariado, o Jack muda de casa, mas ao descobrir uma pena mágica numa secretária no sótão, a sua opinião muda logo. Tudo o que desenha com a pena ganha vida! Só é pena que os seus dotes artísticos não sejam dos melhores… As confusões e peripécias são muitas e os sarilhos originam situações incríveis, hilariantes e superdivertidas.  
Se encontrassem uma pena mágica que fosse capaz de transformar os desenhos em realidade… o que fariam?   

Sobre a autora: 
A carreira de escritora de Sophie Plowden é recente e começou a meio da noite, quando um rapaz chamado Jack apareceu no seu cérebro e nos seus sonhos. Apesar de várias tentativas e avisos para ele desaparecer, Jack permaneceu lá desde então. A partir daí nasceram os livros com as suas aventuras.  Sophie gosta de pintar, escrever e ensinar arte. Mora em Londres com o marido e o filho e divide o seu tempo entre a família, o laptop e o frigorífico. E adora alcaçuz salgado. 


 

 

27/06/2019

Porto Editora: "Lá, onde o vento chora", de Delia Owens

Título: Lá, onde o vento chora  
Autora: Delia Owens 
Págs.: 392 
PVP: 18,80 € 

O fenómeno literário que tomou de assalto os tops de venda nos EUA chega a Portugal

No dia 4 de julho, a Porto Editora publica Lá, onde o vento chora, de Delia Owens. O romance de estreia da naturalista de 70 anos, que de obra literária de uma autora desconhecida do grande público se transformou num fenómeno editorial com mais de 2,5 milhões de exemplares vendidos nos EUA e mais de 40 semanas nos tops de venda, chega agora a Portugal. 

Ao longo de quase dez anos Delia Owens trabalhou na história de Kya, a miúda do pantanal. O resultado é uma narrativa dolorosamente bonita, plena de solidão, uma história de crescimento e um louvor à poesia silente da natureza.  A descoberta de um cadáver dá início a Lá, onde o vento chora e leva os leitores aos pantanais que cercam uma pequena cidade costeira da Carolina do Norte, em 1969. Ao mergulharem na história de mistério que perpassa esta obra, os leitores entram também na vida de Kya Clarke: abandonada por todos enquanto criança e deixada entregue a si mesmo e aos indiferentes caprichos da natureza.  Ao acompanhar o crescimento solitário da misteriosa miúda do pantanal, autossuficiente e excluída da sociedade, Delia Owens mostra como as vivências enquanto criança moldam uma vida e como nos encontramos sujeitos aos maravilhosos, mas também violentos, segredos que a natureza encerra. 
O grande relevo e o detalhe poético da vida natural presentes neste romance fluem da experiência da autora: Delia Owens passou grande parte da sua vida a trabalhar como bióloga, especializando-se na vida selvagem africana. Foi neste continente que esteve durante largos anos a trabalhar na conservação de espécies, tendo escrito, em coautoria com o seu ex-marido, três livros de não-ficção. 

Além dos tops de vendas, Lá, onde o vento chora tem também cativado milhares de leitores nos países aonde se encontra publicado – à data, os direitos de tradução estão vendidos para 35 países.  Só na popular rede Goodreads esta obra regista mais de 240 mil classificações de leitores, que lhe atribuem uma pontuação de 4,53 estrelas em 5. Os direitos para a adaptação ao grande ecrã foram já adquiridos pela Fox 2000, com a atriz Reese Witherspoon ao leme da produção. 

SINOPSE 
Kya tem apenas seis anos de idade quando vê a mãe sair de casa, com uma maleta azul e sapatos de pele de crocodilo, e percorrer o caminho de areia para nunca mais voltar. E à medida que todas as outras pessoas importantes na sua vida a vão igualmente abandonando, Kya aprende a ser autossuficiente: sensível e inteligente, sobrevive completamente sozinha no pantanal a que chama a sua casa, faz amizade com as gaivotas e observa a natureza que a rodeia com a atenção que lhe permite aprender muitas lições de vida.  O isolamento em que vive durante tantos anos influencia o seu comportamento: solitária e fugidia, Kya é alvo dos mais cruéis comentários por parte dos moradores da pacata cidade de Barkley Cove.  E quando o popular e charmoso Chase Andrews aparece morto, todos os dedos apontam na direção de Kya, a miúda do pantanal. E o impensável acontece. Neste romance de estreia, Delia Owens relembra-nos que somos formatados para sempre pelas crianças que um dia fomos, e que para sempre estaremos sujeitos aos maravilhosos, mas também violentos, segredos que a natureza encerra.

A AUTORA 
Delia Owens é coautora de três livros de não-ficção, sucessos de vendas internacionalmente reconhecidos, sobre a sua experiência como cientista da vida selvagem, em África. Zoóloga formada pela Universidade da Geórgia, tem ainda um doutoramento em comportamento animal pela Universidade da Califórnia. Venceu o John Burroughs Award para artigos sobre natureza. Foi publicada em várias revistas de referência na área da ecologia e da vida selvagem.  Delia Owens vive em Idaho e este Lá, onde o vento chora é o seu primeiro romance. 


 

26/06/2019

Suma de Letras - 1793, Niklas Natt och Dag - Vencedor do prémio Livro do Ano na Suécia

1793 é um fenómeno editorial sem par. Vai ser publicado em 35 países, e já conta com diversos prémios literários,  é um inegável sucesso da crítica e do público em todos os países onde já foi publicado. 
 
Sinopse
No seu romance de estreia, 1793, Niklas Natt och Dag pinta um retrato convincente do final do século XVIII em Estocolmo. Através dos olhos dos diferentes narradores, o verniz em pó e a pintura da época são retirados para revelar a realidade assustadora, mas fascinante, escondida além dos factos secos dos textos de História.
Com um pé firmemente cravado na tradição literária e outro na literatura de suspense, Natt och Dag cria um género inteiramente novo de thriller histórico sugestivo e realista. Retrata a capacidade de se ser cruel em nome da sobrevivência ou da ganância — mas também a capacidade para o amor, a amizade e o desejo de um mundo melhor.



 
 

O Homem das Castanhas, de Søren Sveistrup (Suma de Letras)


Opinião:
Ainda bem que uso um caderno onde anoto pontos relevantes sobre os livros que vou lendo, pois com as opiniões em atraso seria complicado.
O Homem das Castanhas, encheu-me as medidas como thriller, começa com a descoberta de um corpo no recreio de um colégio, de uma jovem brutalmente assassinada, e como se não bastasse deceparam-lhe uma mão, para tornar tudo mais sinistro um boneco feito com castanhas está pendurado por cima do seu cadáver, e voilá a minha veia por este género literário estava espicaçada.
Posso garantir que este livro é no mínimo macabro, não se coíbe nos pormenores nas cenas dos crimes, são bastante gráficas, nada fáceis de digerir, como eu gosto. Depois tem outra coisa que aprecio imenso nos policiais nórdicos, os crimes perpetuados coadunam-se com o meio ambiente agreste, tornam tudo mais tenebroso.
Referente aos personagens, temos a detective Naia Thulin  e Mark Hess, um investigador que acabou de ser expulso da Europol, vão trabalhar em conjunto, tentar descobrir quem está por detrás deste crime, mas rapidamente vão descobrir, que não vai ser o primeiro caso, e ao que tudo indica está relacionado com o desaparecimento de uma menina, podem estar perante um serial killer, precisam de agir com rapidez se querem impedir mais mortes.
Além da investigação, dos crimes, o livro aborda temas abrangentes, como a politica, institucionalização de crianças, que são entregues a famílias de acolhimento, que nos fazem pensar durante o desenrolar da trama, mas também serve para entendermos certos personagens.
Gostei imenso da relação profisional “quase inexistente” entre a detective Naia e o investigador Mark, cada um com um passado que não querem revelar, com sequelas, que os fazem estar de pé atrás, mas que acaba por resultar ao trabalharem em conjunto, até ao culminar do desfecho. Além disso um deles tem algo que aprecio imenso, quando estão a investigar vê, repara em pormenores que os outros deixam escapar, adoro isso. 
Este policial desenrola-se num ritmo galopante, com bastante acção, personagens que nos intrigam, um enredo bem estruturado, capítulos curtos,  com reviravoltas, é super viciante ao ponto de não quer largar, até descobrir quem estava por detrás destes crimes com requinte de malvadez, tudo isto faz deste livro um excelente thriller nórdico.  


25/06/2019

Inofensivas, Como Tu, de Rowan Hisayo Buchanan (Bizâncio)


Opinião:
Gosto imenso de ler sobre outras culturas, seus hábitos e costumes, e, estava à espera que este livro abrangesse mais sobre a cultura japonesa, mas não foi o caso, foi sim sobre relações humanas, mas de uma forma tão intensa que nos deixa em suspense durante toda a leitura.
Narrado a duas vozes alternadamente ente Yuki e o seu filho Jay, vamos tendo a percepção do que foi a vida de um e de outro, pois, Yuki abandonou o filho quando este tinha apenas dois anos, e só quando Jay é pai, este sente a necessidade de confrontar a mãe.
A história de Yuki é sombria, torna-se mais pesada, tem a ver com a forma como foi criada, a sua formação em casa, educada segundo os costumes japoneses, apesar de viverem em Nova Iorque, não deixavam de ter enraizada a sua cultura, depois por tudo o que ela passou, pelas vicissitudes, pelo que permitiu que lhe fizessem, por ser tão branda, até ao ponto de um dia ter de se libertar de tudo para conseguir viver.
A do seu filho Jay é mais soft, apesar de ter sido abandonado pela mãe, conseguiu o equilíbrio da parte do pai, que fez com que lidasse com a sua vida de forma diferente, até mesmo com algum humor.
E o que esta autora fez com as histórias de vida destes dois personagens, foi algo simplesmente fantástico, tornou uma narrativa que aborda temas como sujeição, violência doméstica, abandono, solidão,  tristeza, desilusão, sonhos desfeitos, numa história bonita, comovente, que nos prende do inicio ao fim, com personagens humanas, imperfeitas, mas muito bem estruturadas.
Quando terminei este livro, fiquei a pensar que narrativa maravilhosa, daquelas que nos preenche o coração, existem pessoas com um dom, neste caso para escrever. Inofensivas, Como tu, foi uma agradável surpresa, estava à espera sinceramente que fosse bom, mas superou as minhas expectativas.