Opinião:
“As Mulheres de
Summerset Abbey” trata-se do primeiro livro de uma trilogia passada em
Inglaterra, numa época que me fascina completamente, como viviam, a sociedade em que estavam
inseridos, as roupas, os costumes e tradições, nesta altura o papel da mulher na sociedade estava a começar a revelar-se, pois estavam a
começar dar os primeiros passos na emancipação, o que não era nada fácil.
Este romance é sobre três jovens Rowena, Victoria, irmãs de
sangue e de Prudence (filha de uma governanta) mas que foi educada e tratada
como irmã das outras jovens, não havia distinção, uma vez que o pai Sir Philip
Buxton, pouco convencional para a época desafiava a sociedade por não ligar a
esse pequeno pormenor no seu ponto de vista é claro. Ele próprio desafiava as
tradições no modo como educava as próprias filhas, preparando-as para um futuro
melhor na sociedade inglesa, ignorando muitas vezes as regras e normas
estabelecidas na altura.
E é com estas três
jovens que embarcamos numa nova aventura na sua vida, quando o seu mundo muda drasticamente
com a morte do pai, habituadas a um pai liberal de repente quando tem que ir
viver com os tios, os seus modos não se coadunam com os que estão habituadas, e
a partir dai a sua maneira de viver transforma-se para sempre,
enfrentam uma dura realidade para a qual não estavam minimamente preparadas,
principalmente para Prudence que vê-se obrigada a viver como criada e não como
irmã das duas jovens. Claro que tudo isto gera as suas confusões. Lorde
Summerset tem uma dura batalha pela frente pois sendo o oposto do irmão, não
tolera os mesmo hábitos a que estavam acostumadas as jovens enquanto viveram
com o pai.
Cada uma das jovens, tem a sua personalidade bem distinta, os seus gostos, os seus interesses, a sua mente muito à frente devido à maneira
como foram educadas pelo pai, o que pode chocar por vezes os outros, pois
são mais soltas, mais liberais, habituadas a serem independentes, mais fortes e
decididas naquilo que querem fazer.
Rowena sendo a mais
velha devia tomar conta das irmãs vê-se em conflito intimo ao não querer
revelar a verdade sobre o futuro de todas, que afinal o facto de passarem a viver
com os tios não será assim tão temporário. Já Victoria a menina frágil, doente,
demonstra uma força interior fora do comum, muito inteligente, com uma
personalidade forte, quer seguir as pisadas do pai, e mal ou bem ambas vão se
adaptando. Prudence é a única que não pode tomar grandes
decisões, pois a sua vida está dependente dos outros e no fundo sabe que não
pertence ao mundo dos criados nem ao mundo dos donos da casa. Mas o pior é que
a presença de Prudence vem trazer ao de cima segredos que os tios de Rowena e
Victoria não querem ver revelados, por isso a sua presença não é bem aceite
nem bem vista aos seus olhos, a família Buxton precisa de se livrar desta jovem
rapariga o mais rapidamente possível.
Quanto aos personagens masculinos são fulcrais pois claro e vão aparecendo nesta história cada um com a sua devida
importância, na vida destas jovens. Mas muitas questões ficam em aberto, que nos serão respondidas
certamente no segundo volume, no geral gostei imenso das personagens, dos cenários e da história em si que é rica em detalhes, foi uma leitura muito agradável, e
cativante, um romance que li num ápice
devido ao tema que evoca do qual gosto tanto.
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