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05/07/2017

«A Rainha Subjugada», de Philippa Gregory



O novo romance da série - Os Tudor
Opinião:
É tão bom voltar a ler um romance histórico da Philippa Gregory, consegue levar-me a viajar ao passado, a uma época que qual tal como a autora também sou fã  - Tudor.
Mais uma vez estive na corte do Rei Henrique VIII, este rei cruel, prepotente, que conheço de livros anteriores, está doente, e a doença torna-o imprevisível nos seus actos, perigoso, casa pela sexta vez, a escolhida é Catarina Parr, mas esta vive na sombra de outra de outra mulher, por isso desde cedo aprende a não confiar em ninguém, pois, seria um risco, à menor falha pode ser enviada para a decapitação, todas as cautelas são poucas, mas Catarina demonstra perspicácia, inteligência ao lidar com a corte, e sendo vigiada tem que agir de uma forma muito discreta, por ela e pelos seus. A lei da sobrevivência imperava na corte deste Rei.
É fácil sentir empatia por Catarina, a autora gosta de destacar personagens femininas fortes, nos seus romances, e esta Rainha, a última esposa do Rei Henrique, consegue levar a bom porto as suas intenções, mesmo correndo risco de vida, pois naquela altura as mulheres não tinham influencias politicas ou religiosas.
E como é habitual nos romances desta autora, nesta narrativa não faltam as intrigas, conspirações, traições, assim como tem bastante acção, a autora recriou com detalhes a corte dos Tudor na última etapa deste Rei cruel, como poucos o conseguem fazer, onde mistura realidade com ficção, isso nota-se através da pesquisa apurada que faz para os seus livros. 
A Rainha Subjugada, trata-se de mais um excelente livro, cativa o leitor, o enredo prende da primeira à ultima página, com as sua personagens históricas, e através da sua escrita fluída é fácil ficarmos cativos nas páginas deste livro. Gostei muito, é claro.



12/01/2016

A MALDIÇÃO DO REI - A Guerra dos Primos, de Philippa Gregory (opinião)



Opinião:
A Maldição do Rei é o sexto volume da série A Guerra dos Primos, das minhas preferidas desta autora, retrata a vida de uma mulher corajosa que esteve presente na corte de Henrique VIII, Margarida Pole (Plantageneta da nascença da casa de York), Margarida era sobrinha de Isabel Woodville, protagonista de A Rainha Branca.
O marido Richard era o guardião do herdeiro do trono Artur que casou com Catarina de Aragão, unindo e solidificando as relações de Inglaterra com Espanha. 
Dama de companhia da Rainha espanhola Catarina, Margarida, assiste à ascensão e ao declínio da mesma, Artur morre e Catarina casa com Henrique VIII, e é após este casamento que no meio de tragédias terá de assumir uma posição, quando Catarina deixa de ter influencia sobre o Rei, Margarida tem que decidir de que lado deve ficar.
Neste livro acompanhamos a sua perspectiva e o seu percurso, e é através dos seus olhos ficamos a conhecer a transformação que se dá em Henrique VIII, o seu declive, quando o mesmo deixa de ser influenciado pela Rainha e a coloca de parte em prole das amantes, e também devido à maldição lançada sobre os Tudor, que ao longo do tempo se torna realidade. 
Margarida teve de enfrentar intrigas, teve altos e baixos na corte, de acarinhada passou a detestada, de dama de companhia de confiança passou a inimiga, foi uma mulher corajosa numa corte onde grassava as intrigas e muita traição, sendo vitima das mesmas, foi considerada uma das mulheres mais rica do país, mas também viveu na maior pobreza, sendo o seu destino final cruel e chocante.
É precisamente a forma como a autora agarra um personagem histórico e consegue entre ficção e factos reais dar-lhe vida, transportando-nos para aqueles tempos nas cortes, onde tudo podia acontecer, em especial na deste Rei que de jovem atraente se transformou num tirano, tornando-se num dos monarcas mais cruéis, irracional, louco e corrupto da história de Inglaterra.
Tudo isto faz com que goste dos livros da Philippa Gregory, pelo seu talento especial de nos conquistar através de personagens marcantes, de enredos cheios de pormenores históricos, onde ambições pessoais, politica, intriga, traição se coadunam na perfeição com segredos e ambições, fez com que esta narrativa fosse de leitura intensa e empolgante. Gostei imenso desta série, fico aguardar outras. Muito bom.

(Lido em 2015)



29/08/2015

Filhas da Tempestade, de Philippa Gregory (opinião)



Opinião:
A verdade é que não resisto a ler os livros da autora Philippa Gregory, mesmo sendo uma leitura indicada para jovens adultos, e apesar de gostar mais de romances históricos, li Predestinado, já há bastante tempo, quase dois anos, tive que reler a sua sinopse para recordar um pouco os personagens, pois este é o segundo livro da Saga A Ordem das Trevas - Filhas da Tempestade.
Decorre o ano de 1453, vamos encontrar de novo Luca Vero, o irmão Peter e o servo Freize, que têm como companhia na sua jornada a jovem Isolde e a sua serva Ishraq.
O enredo é mais uma vez em torno destes cinco personagens insólitos, viajam todos juntos até Itália, quando param numa povoação de nome Piccolo, surge uma enorme cruzada de crianças que seguem um jovem que se diz profeta, João, e que tem como missão levar todas as crianças que o acompanham até à terra Santa, primeiro duvidam da sua missão, mas quando este revela certos segredos sobre o passado de Luca e Isolde, começam acreditar se não será um dom divino. Mas o que advém da sua crença e fé revela-se numa catástrofe enorme. O que faz com que este grupo peculiar presencie um acontecimento grave no meio desta localidade.
Como era normal naquela época medieval, as pessoas acreditavam e atribuíam as culpas de fenómenos naturais, à bruxaria, ao sobrenatural, acreditando em misticismos e superstições, devido à falta de conhecimento, mas também devido ao enorme fanatismo religioso.
E durante a estadia dos jovens quando uma onda gigante inunda a localidade, faz com que a população atribua as culpas às jovens, devido a um simples acto praticado pelas mesmas.
Também uma série de circunstâncias, algumas misteriosas, faz balançar a amizade que une Isolde e Ishraq. Assim como o aparecimento do sombrio e sinistro mestre de Luca.
Quanto aos personagens, Ishraq demonstra mais uma vez ser a personagem forte e a mais interessante de todas, estrangeira, originária do Médio Oriente, é inteligente, culta por ter estudado, uma mulher do ocidente não lhe era permitido. Freize é aquele amigo que todos querem ter, divertido, bem disposto, com sentido de humor. 
É fácil gostar destes jovens personagens, sentir empatia, acompanhar as suas peripécias ao longo do livro, através de uma historia ficcional, cheia de pormenores referentes à época medieval, com ritmo e acção, o que torna esta narrativa envolvente. Fiquei com vontade de ler o terceiro volume desta saga, e acompanhá-los numa nova missão, desta vez em Veneza. Foi uma leitura bastante agradável.