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14/09/2017

Sextante Editora - "Escutai as nossas derrotas", o novo romance de Laurent Gaudé

Título: Escutai as nossas derrotas 
Autor: Laurent Gaudé 
Págs.: 240
PVP: 16,60 €  

Beleza, guerra e fatalidade.  
O terrorismo no Médio Oriente marca o ponto de partida do novo livro do autor 
 
Tendo como pano de fundo um tema mais atual do que nunca, o mais recente livro de Laurent Gaudé leva-nos até às cidades destruídas do Médio Oriente e à luta contra o terrorismo. Escutai as nossas derrotas, que a Sextante Editora publica a 14 de setembro, é um romance sobre o valor da humanidade e da beleza, protagonizado por um espião francês e uma arqueóloga iraquiana. Através desta história de amor e ação, o autor questiona-nos:  E se, desde sempre, a derrota não tiver nada a ver com o fracasso? E se não se tratava de ter êxito ou falhar na vida mas sim de aprender a perder, de aceitar essa fatalidade?

O LIVRO 
Um agente dos serviços secretos franceses, invadido por uma enorme melancolia, é encarregado de encontrar em Beirute um antigo membro dos comandos de elite norte-americanos suspeito de diversos tráficos. Cruza o seu caminho uma arqueóloga iraquiana que tenta salvar os tesouros das cidades bombardeadas. As longínquas epopeias de heróis do passado intrometem-se nos seus percursos - o general Grant esmagando os Confederados, Aníbal marchando sobre Roma, Hailé Selassié levantando-se contra o agressor fascista… Um romance que constata a inanidade de toda a conquista e proclama que só a humanidade e a beleza valem a pena que se morra por elas.
 
O AUTOR 
Laurent Gaudé nasceu em Paris em 1972. Dramaturgo e romancista, obteve em 2004 o Prémio Goncourt com o romance O sol dos Scorta. Publicado em 34 países, tem também traduzidos em Portugal os seus livros A morte do rei Tsongor (2002), Eldorado (2006), Noite dentro, Moçambique (2007), A porta dos infernos (2008), Furacão (2012), e A última viagem (2013). 



18/04/2017

Sextante Editora - Novo livro de Philippe Claudel - "A árvore dos Toraja"

Título: A árvore dos Toraja 
Autor: Philippe Claudel 
Págs.: 136 
PVP: € 15, 50 

Novo romance de Philippe Claudel

A árvore dos Toraja é um «romance vivo acerca da morte»
Os Toraja são um povo indonésio conhecido pela forma alegre como se relacionam com a morte e como sepultam os seus entes queridos. Philippe Claudel inspirou-se nesse espírito para escrever o seu novo romance, A árvore dos Toraja, sobre um cineasta que procura entender o lugar que a morte do seu melhor amigo ocupa na sua vida. Duas mulheres acompanham-no neste caminho de aprendizagem do luto e do envelhecimento, o cinema e a literatura iluminam esse caminho e o futuro.  Este livro chega às livrarias a 27 de abril com chancela da Sextante Editora e fala-nos de amizade, do amor que redime e da criação artística no cinema e literatura.

O LIVRO 
«O que são os vivos? À primeira vista tudo parece evidente. Estar com os vivos. Mas que significa isso, verdadeiramente, estar vivo? Quando respiro e caminho, quando como, quando sonho, estou inteiramente vivo? Quando sinto o calor doce de Elena estou mais vivo? Qual é o grau mais elevado de estar vivo?»  Um cineasta no meio da vida perde o seu melhor amigo e reflete sobre o papel que a morte ocupa na nossa existência. Entre duas mulheres maravilhosas, entre o presente e o passado, na memória dos rostos amados e na luz dos encontros inesperados, A árvore dos Toraja celebra as promessas da vida.  

O AUTOR 
Philippe Claudel é membro da Academia Goncourt e vive na Lorena, em França, onde nasceu em 1962. Romancista traduzido em todo o mundo, é também cineasta e dramaturgo.  

Sobre o livro: 
Depois da morte do seu melhor amigo, um cineasta mergulha na dúvida. Uma grande história entre dois homens. Le Figaro  
Phillippe Claudel assina um romance vivo, muito vivo mesmo, acerca da morte. La Presse 
Um romance em forma de interrogação metafísica sobre o lugar que ocupam os mortos nas nossas vidas. O Ocidente apressa-se a enterra-los e a apagar a sua existência. E no entanto os vivos são perseguidos pelos rumores dos seus fantasmas… Um narrador, de regresso a si mesmo através do amor, esquece os seus males e as suas feridas para se voltar para a vida. Claire Julliard, Le Nouvel Observateur 
A morte. A morte para melhor evocarmos a vida e os sentimentos que ela faz nascer em nós ao longo da nossa passagem pela terra.  Valérie Trierweiler, Paris-Match 
No centro dos seus pensamentos livres, na origem do desassossego contra o qual ele luta, fica o acontecimento que é a morte, «a força que os homens têm de sobreviver», a faculdade de «aprender a morrer», na qual acreditavam Sócrates e Montaigne, a capacidade de continuar a viver após a morte do outro. 
Nathalie Crom, Télérama   

 

18/03/2017

Sextante Editora - "Para onde vão os gatos quando morrem?" - Luís Cardoso com novo romance

Para onde vão os gatos quando morrem?
Luís Cardoso
Págs.: 272
PVP: € 16,60

No dia 23 de março é publicado o mais recente romance de Luís Cardoso, a grande voz da literatura timorense contemporânea. Para onde vão os gatos quando morrem? acompanha o trajeto de formação de uma criança até à idade adulta, num percurso que é também o do seu país, Timor. Este livro conta com prefácio de Frei Bento Domingues e posfácio de Carlos Reis.
A sessão de lançamento de Para onde vão os gatos quando morrem? realiza-se no dia 26 de março, domingo, no Jardim de Inverno do São Luiz – Teatro Municipal, às 18:30. A apresentação estará a cargo de Catherine Dumas e Frei Bento Domingues.
Os romances de Luís Cardoso estão traduzidos para diversas línguas nomeadamente inglês, francês, italiano, holandês, alemão e sueco.
 
O LIVRO 
«Acabo de chegar à ilha onde vivi durante a minha infância, à procura de uma pessoa.» O regresso a Ataúro, terra da infância, «terra do nunca», é o início desta nova viagem ao revés, de Luís Cardoso, um romance veloz, poético e emotivo, que percorre a infância e a idade de formação do narrador, a diáspora, as lutas, as desilusões, as traições, as perdas, o regresso, cruzando-o com uma plêiade de personagens extraordinárias. Uma viagem que, naturalmente, corre ao lado da história de Timor Leste, com a fantasia e a ironia que marcam desde sempre a voz do autor e nos fazem suspirar por essas terras misteriosas e de aterradora beleza   

Sobre o autor:
Luís Cardoso nasceu em Kailako, uma vila no interior de Timor que aparece por diversas vezes referenciada nos seus romances. É filho de um enfermeiro que prestou serviço em várias localidades de Timor, razão pela qual conhece e fala diversos idiomas timorenses. Estudou nos colégios missionários de Soibada e de Fuiloro e, posteriormente, no seminário dos jesuítas em Dare e no Liceu Dr. Francisco Machado em Díli. Licenciou-se em Silvicultura no Instituto Superior de Agronomia de Lisboa. Desempenhou as funções de Representante do Conselho Nacional da Resistência Maubere em Portugal. É autor dos romances Crónica de Uma Travessia (1997), Olhos de Coruja Olhos de Gato Bravo (2002), A Última Morte do Coronel Santiago (2003), Requiem para o Navegador Solitário (2007) e O ano em que Pigafetta completou a circum-navegação (2013).
 
Nesta viagem, Luís Cardoso construiu, em português, uma nova literatura de vários mundos e de várias religiões, sabendo que «Deus é muito melhor do que tudo aquilo que os homens leram a Seu respeito, de olhos abertos lokematan ou de olhos fechados takamatan». Frei Bento Domingues, O.P.

 Quando se cala a palavra da mãe, não volta a do narrador e a história encerra-se. Começa, então, o tempo do leitor e o desafio para que ele busque, no relato que leu, as suas próprias respostas, para este e para outros enigmas. É também para isso que existe a literatura. Carlos Reis 
 

13/03/2017

Sextante Editora - "O arquipélago Gulag" - A obra maior de Aleksandr Soljenítsin

Título: O arquipélago Gulag 
Autor: Aleksandr Soljenítsin 
Tradutor: António Pescada 
Págs.: 592 
PVP: € 30,00

A obra maior de Aleksandr Soljenítsin
O arquipélago Gulag é um livro de condenação da existência dos campos de trabalho forçado e extermínio da União Soviética 

A 13 de março, a Sextante Editora publica O arquipélago Gulag, um dos mais importantes livros de Aleksandr Soljenítsin. Traduzida diretamente do russo por António Pescada, esta é uma obra emblemática de combate ao totalitarismo de face estalinista, acerca da dura vida nos campos de extermínio e trabalhos forçados soviéticos. Escrito clandestinamente de 1958 a 1967, o manuscrito de O arquipélago Gulag acabou por ser descoberto pelo KGB em 1973. Na sequência disso, Soljenítsin, que entretanto havia sido galardoado com o Prémio Nobel da Literatura, decide publicar o livro no estrangeiro. Uma primeira edição em russo é publicada em Paris ainda em 1973, sendo no ano seguinte lançada uma edição em francês. Soljenítsin é entretanto preso, acusado de traição, despojado da nacionalidade soviética e enviado para o exílio, onde estará vinte anos, até ao seu regresso à Rússia, em 1994. Para realizar este extraordinário livro, Soljenítsin foi ajudado pelo testemunho de 227 sobreviventes dos campos do Gulag, tendo ele próprio estado no de Ekibastuz, no Cazaquistão (campo descrito no romance Um dia na vida de Ivan Deníssovitch – Sextante Editora, 2012). O livro agora publicado pela Sextante é a versão abreviada, num só volume, preparada por Soljenítsin e por sua mulher, Natália – que, de resto, assina o prefácio –, com o objetivo de se tornar mais acessível aos leitores estrangeiros e a novos leitores que, como ele, deverão «condenar publicamente a ideia de que homens possam exercer tal violência sobre outros homens. Calando o mal, fechando-o dentro do nosso corpo para que não saia para o exterior, afinal semeamo-lo». 

O AUTOR 
Aleksandr Soljenítsin (1918-2008) combateu na Segunda Guerra Mundial e esteve preso e internado em campos de trabalho forçado de 1945 a 1953, após críticas privadas a Estaline. Ilibado na sequência da «abertura» criada pelo famoso discurso de Krutchev denunciando os crimes estalinistas, foi professor e iniciou o seu percurso de escritor nos anos 50. Um dia na vida de Ivan Deníssovitch, classificado por Aleksandr Tvardovski, seu editor na revista Novy Mir, em 1962, como um «clássico», teve a sua publicação expressamente autorizada por Krutchev e foi estudado nas escolas. Mas a vida de escritor de Soljenítsin viria a ser atribulada e reprimida na sequência da recusa pela União dos Escritores da publicação de Pavilhão de cancerosos e da atribuição do Prémio Nobel da Literatura em 1970. Foi expulso da União Soviética em 1974, vivendo na Suíça, em França e nos Estados Unidos até à queda do Muro de Berlim, após o que regressou a Moscovo, em 1994, sendo recebido triunfalmente. As suas obras marcaram indelevelmente a literatura russa do século XX, inserindo-se na grande tradição narrativa de nomes como Tchekov, Tolstoi e Dostoievski. 
 

17/02/2017

Sextante Editora - "Ei-los que partem" - O romance da nova emigração portuguesa

Título: Ei-los que partem 
Autor: Júlia Nery 
Págs.: 256 
PVP: € 16,60

 Ei-los que partem, o novo romance de Júlia Nery 
 
Um desafio literário sobre a contemporaneidade: a nova emigração portuguesa. 

A 23 de fevereiro a Sextante Editora publica o novo livro de Júlia Nery, Ei-los que partem. Ao contrário dos seus livros anteriores, este romance descreve uma problemática atual, a nova emigração, e é protagonizado por um grupo de jovens amigos que se vê obrigado a sair de Portugal em busca de realização profissional. Num mundo globalizado, o isolamento e as diferenças culturais que irão sentir vão dificultar o acesso à tranquilidade desejada para o dia-a-dia, fazendo da busca pela felicidade uma tarefa incomensurável (“O passado já não existe, o futuro ainda não é”, Santo Agostinho). Júlia Nery apresentará o seu novo livro – o quarto da autora na Sextante Editora – no dia 23 de fevereiro, no encontro Correntes d’Escritas, na Póvoa de Varzim, e a 2 de março, em Lisboa, no El Corte Inglés.

O LIVRO 
A história de um grupo de amigos que, após o culminar de uma juventude de estudo e formação superior, saem de Portugal forçados pela necessidade de encontrar trabalho e realização profissional e se espalham pelo mundo para construir uma vida, sozinhos ou a dois. Os desafios são enormes, os países que os acolhem podem ser hostis, falta a família portuguesa, a cultura portuguesa, mas há também extraordinárias oportunidades, e uma amizade persiste, à distância, como suporte indispensável. Amadurecerão ou morrerão os amores, e o regresso e a felicidade serão sonhos durante muitos anos acalentados. Amanhã, talvez… Uns voltarão, outros não. Mas o mundo mudará e cada um desempenhará o seu papel. 

A AUTORA 
Júlia Nery, de raízes beirãs, nasceu em Lisboa em 1939 e vive numa aldeia perto de Cascais, onde foi professora do ensino secundário e deputada à Assembleia Municipal. Publicou a sua primeira obra de ficção em 1984: Pouca terra… poucá terra... Conciliando o seu trabalho de professora, de formadora na área específica da Didática da Língua e de dinamizadora de oficinas de escrita, continuou a publicar obras de ficção e de teatro: O cônsul, O plantador de naus a haver  (Prémio Eça de Queirós, 1994), Na casa da língua moram as palavras, Infantas de Portugal, Valéria,Valéria, www.morte.com, O segredo perdido, Crónica de Brites, Aquário na gaiola, Da Índia com amor, os três últimos editados pela Sextante.  Tem obra traduzida em francês e alemão.

18/01/2017

Sextante Editora - Novo livro de Eduardo Mendoza

Título: O segredo da modelo perdida 
Autor: Eduardo Mendoza 
Tradutor: J. Teixeira de Aguilar 
Págs.: 280 
PVP: € 17,70 

O novo livro de Eduardo Mendoza
O segredo da modelo perdida é o mais recente romance do Prémio Cervantes 2016

A Sextante Editora publica a 26 de janeiro O segredo da modelo perdida, o novo romance de Eduardo Mendoza. Recuperando o contraproducente – e   um pouco desvairado – protagonista investigador de outros romances do autor, este é um livro onde a sátira é uma arma para desmascarar a corrupção e o crime na alta sociedade. Como diz Javier Cercas, Mendoza obriga-nos «a ver a realidade de outra maneira», com a liberdade própria do humor e recorrendo a personagens marginais. Com uma vasta e prestigiada obra, publicada agora em Portugal pela Sextante Editora, Eduardo Mendoza recebeu recentemente o Prémio Cervantes, o maior galardão das letras castelhanas por, «na esteira da melhor tradição cervantina, [possuir] uma voz literária cheia de subtilezas e ironia, qualidade que o grande público e a crítica sempre souberam reconhecer, para além da sua extraordinária projeção internacional».

O LIVRO 
O famoso protagonista, cabeleireiro e investigador dos romances O mistério da cripta assombrada, O labirinto das azeitonas, A aventura do tocador de senhoras e O enredo da bolsa ou da vida regressa agora recordando um caso encerrado nos anos oitenta, e tenta resolvê-lo vinte anos mais tarde.  «Um incidente trivial trouxe-me recordações e fez-me viajar ao passado. Há alguns anos vi-me envolvido num assunto desagradável. Assassinaram uma modelo e culparam-me a mim. Agora tudo isso são águas passadas, mas um impulso levou-me a resolver, por fim, esse caso obscuro. Muita coisa mudou. A cidade, mais que tudo. Naquela época Barcelona era uma porcaria. Hoje é a cidade mais admirada. Quem havia de dizer! O presente nada tem que ver com o passado. Ou tem?» Os manejos dos poderosos postos a nu para resolver o mistério são pretexto para revelar também a evolução de uma cidade, Barcelona, nas mãos de uma administração gananciosa.
Mestre da sátira e do absurdo, Eduardo Mendoza desenrola uma panóplia de personagens tão excêntricas como tragicómicas ao serviço de uma trama em que nada é o que aparenta. 

O AUTOR 
Eduardo Mendoza nasceu em Barcelona, em 1943. Autor de uma vasta obra, iniciada em 1975 com A Verdade Sobre o Caso Savolta (que imediatamente obteve o Prémio da Crítica e se transformou numa obra "fundadora" da nova literatura espanhola), é hoje um dos vultos cimeiros do panorama literário europeu. Os seus livros foram repetidamente galardoados, quer em Espanha, quer no estrangeiro, e têm sido frequentemente adaptados ao cinema. Em 2016, venceu o Prémio Cervantes, o mais importante galardão de literatura de língua castelhana.  

IMPRENSA 
Gosto de Mendoza porque me faz rir, me emociona e me faz pensar… Porque me obriga a ver a realidade de outra maneira. Porque não há nele qualquer resquício de presunção ou de solenidade. Javier Cercas 
Um autor insubstituível que, qual generoso alquimista, transforma o seu prazer de narrador numa festa para o leitor. Llàtzer Moix 
Gosto de Mendoza porque nunca falha nos problemas essenciais do ofício: clareza, vivacidade, intencionalidade, humor e sentido comum literário. Juan Marsé 
Mendoza demonstra que a combinação de uma tonalidade cómica com uma seriedade total nos objetivos resulta eficaz. The Times Literary Suplement 
Mendoza é quem melhor segue Cervantes no sentido paródico. ABCD las Artes y Letras

03/01/2017

Sextante Editora - "Viver na noite" nos cinemas dia 12 de janeiro

Dennis Lehane escreveu, Ben Affleck realizou. 

Filme Viver na noite estreia este mês em Portugal
Depois de Mystic River e Gone, Baby, Gone, Viver na noite é o novo romance de Lehane adaptado ao grande ecrã 

Viver na noite, publicado pela Sextante Editora, chega no dia 12 de janeiro aos cinemas portugueses, numa distribuição da Warner Bros. Portugal/NOS Audiovisuais. Escrito por Dennis Lehane e recebido com grande sucesso pelos leitores e pela crítica, os direitos de adaptação ao cinema foram rapidamente comprados por Ben Affleck, que realiza e interpreta o papel principal no filme, à semelhança do que acontecera já com outro livro de Lehane, Gone, Baby, Gone. Escritor americano com uma vasta e conhecida obra, Dennis Lehane é autor de livros como Mystic River (Sextante Editora), Moonlight Mile (Porto Editora) e Shutter Island, e ainda argumentista de séries como Boardwalk Empire. 

O LIVRO  
Boston, 1926. A bebida abunda, em cada esquina há troca de tiros, e um homem decide deixar a sua marca no mundo. A Lei Seca levou à criação de uma complexa rede de destilarias e bares clandestinos, gangsters e polícias corruptos. Joe Coughlin, o filho mais novo de um respeitável capitão da Polícia de Boston, há muito que voltou costas à sua educação severa e se rendeu ao lucro, à adrenalina e à notoriedade de ser um fora-da-lei. Mas uma vida de crime cobra um alto preço. Numa época em que homens implacáveis e ambiciosos se digladiam pelo poder, dispondo de armas, bebidas ilegais e muito dinheiro, o mote é: nunca confiar em ninguém – nem na família nem nos amigos, nem nas amantes nem nos inimigos.  Uma história de amor arrebatadora e uma saga épica de vingança, Viver na noite cruza traição e redenção, música e morte, e traz de novo à vida uma era passada em que o pecado era motivo de celebração e o vício uma virtude nacional.

10/10/2016

Sextante Editora - Don DeLillo com novo romance, "Zero K"

Título: Zero K
Autor: Don DeLillo
Tradutor: Paulo Faria
Págs.: 272
PVP: 17,70 €

A imortalidade ou a fatalidade da morte no epicentro do novo romance de Don DeLillo 
 
Zero K é já considerado um marco na carreira literária do escritor 
 
No dia 13 de outubro a Sextante Editora publica Zero K, o novo romance de Don DeLillo, «o mais importante escritor vivo da América» (The Observer).
Com uma história passada nos dias de hoje mas colocando questões urgentes sobre o nosso futuro próximo, Zero K é uma ode à humanidade e uma reflexão sobre a fatalidade da morte. Como acontecera com Submundo (Sextante Editora, 2010), Zero K tem sido considerado pela crítica uma obra-prima e o seu romance mais sábio e comovente dos últimos anos: «Um dos mais misteriosos, emocionantes e bem escritos livros da longa carreira de Don DeLillo, inesperadamente tocante […], consola-nos recreando tão bem o mistério e o espanto da vida real… terminei a leitura perplexo e agradecido», escreveu Joshua Ferris, do The New York Times Book Review.
Don DeLillo foi recentemente agraciado pela National Book Foundation pela sua contribuição para as Letras americanas e é um habitual candidato ao Prémio Nobel da Literatura.

Sobre o livro:
«Nascemos sem escolhermos existir. Deveremos ser obrigados a morrer da mesma maneira? Não será uma das glórias humanas a recusa de aceitar um destino marcado?»
O pai de Jeffrey Lockhart, Ross, é um sexagenário bilionário e principal investidor num remoto e secreto laboratório onde a morte é sofisticadamente controlada. Ali, os corpos são cuidadosamente preservados até uma altura futura em que os avanços biomédicos e as novas tecnologias possam trazê-los de volta a uma nova vida.
Quando Jeff é convidado por Ross para visitar esse laboratório, percebe que Artis, a jovem mulher do pai, está gravemente doente e é um dos pacientes cujo corpo será preservado. E enquanto se prepara para a despedida da madrasta, Jeff vê-se progressivamente confrontado com algumas das mais difíceis perguntas que a humanidade se coloca – acerca do legado que deixamos, da nobreza da morte, e do real valor das intricadas perplexidades do nosso tempo, aqui na terra.
O novo romance de Don DeLillo, sedutor, de escrita brilhante e de espetacular capacidade de observação, toma o peso ao lado escuro do mundo – terrorismo, inundações, incêndios, pragas – face à beleza e à humanidade da vida de todos os dias.

Sobre o autor:
Nasceu em Nova Iorque em 1936. É autor de quinze romances, entre os quais Ponto Ómega, O homem em queda, Ruído branco, Libra e Submundo, todos publicados em Portugal pela Sextante. Foi galardoado com numerosos prémios nos Estado Unidos e no estrangeiro: o National Book Award, o PEN/Faulkner Award for Fiction, O Prémio Jerusalém, para a totalidade da sua obra, e a William Dean Howells Medal da Academia Americana de Artes e Letras, para o romance Submundo. Em 2010 recebeu o PEN/Saul Bellow Award de carreira literária. Escreveu também peças de teatro e contos. Foi recentemente galardoado com a National Book Foundation’s Medal for Distinguished Contribution to American Letters.

Imprensa:
Um homem de uma capacidade de perceção assustadora. Joyce Carol Oates
Os deuses deram a DeLillo as antenas de um visionário. Martin Amis
O grande romancista norte-americano. The Guardian
Nenhum escritor foi tão presciente e terrivelmente profético como DeLillo acerca do século XXI. New York Times

20/09/2016

Sextante Editora - Cristina Carvalho e "As fabulosas histórias da Tapada de Mafra"

Título: As fabulosas histórias da Tapada 
Autor: Cristina Carvalho 
Págs.: 144 PVP: € 15,50 
Fotografias: Nanã Sousa Dias 
Ilustrações: Teodora Boneva 

Autora faz homenagem à Natureza em novo livro juvenil A Sextante Editora publica As fabulosas histórias da Tapada de Mafra, o novo livro de Cristina Carvalho, que chega às livrarias a 22 de setembro, e inclui fotografias de Nanã Sousa Dias e ilustrações de Teodora Boneva. Através deste livro visitamos aquela que é uma das florestas mais protegidas do país, e onde a Natureza se encontra em estado puro. Pela voz do jovem narrador, que deambula pela Tapada, são-nos dados a conhecer os verdadeiros protagonistas deste livro, os animais e plantas da Tapada de Mafra, e a história desta floresta e do Palácio adjacente que contam com mais de três séculos de existência. Cristina Carvalho faz, deste modo, uma homenagem à Natureza e à sua riqueza, incentivando o público mais jovem a conhecê-la melhor e a protegê-la.  

Sobre o livro 
Um rapazinho visita um dia, num passeio de fim de semana, o PalácioConvento mandado construir pelo rei D. João V e a joia da natureza que lhe faz companhia desde há séculos, que é a Tapada Real de Mafra. É essa visita encantada, pela História e pela Natureza, que este pequeno livro narra. O Convento e o Palácio Real, as Torres sineiras, a Biblioteca, a maravilhosa Igreja e os seus seis órgãos, o Refeitório dos monges, convivem com um mundo maravilhoso de animais e plantas. É um dos mais belos territórios de Portugal, onde silêncios e ruídos da mata e dos regatos se cruzam, de dia e de noite, com o voo das grandes aves de rapina, o berrar dos veados, a corrida rápida dos javalis, o voo noturno dos morcegos e dos pirilampos

A AUTORA
Cristina Carvalho nasceu em Lisboa, a 10 de novembro de 1949. Durante a sua atividade profissional, contactou com milhares de pessoas e visitou números países sendo a Escandinávia e o Oeste português as regiões que  mais ama e que mais influência exercem sobre a sua personalidade enquanto transitório ser humano do sexo feminino, habitante do planeta Terra e, por acaso, escritora. Publicou nomeadamente: Até já não é adeus, Momentos misericordiosos, Ana de Londres, Estranhos casos de amor, O gato de Uppsala e Nocturno - O romance de Chopin. Em 2011, a Sextante publicou também Lusco-fusco. O seu romance O Olhar e a Alma venceu o Prémio Autores 2016 para o Melhor Livro de Ficção Narrativa. 

Página pessoal: www.cristinacarvalho.org 

 

21/04/2016

Sextante Editora - A mestria de Rubem Fonseca em 38 "Histórias curtas"

Título: Histórias Curtas
Autor: Rubem Fonseca
Págs.: 288
PVP: € 16,60

A mestria do escritor brasileiro em 38 Histórias curtas
    A Sextante Editora publica a 28 de abril o mais recente livro de Rubem Fonseca, Histórias curtas. Aqui, o escritor brasileiro opta de novo pela concisão, tal como fizera na coletânea Amálgama, com que ganhou, pela sexta vez, o Prémio Jabuti. Prestes a completar 91 anos, Rubem Fonseca continua a revelar a sua mestria na arte do conto e reúne desta vez trinta e oito histórias curtas, por vezes curtíssimas, nas quais volta a abordar brilhantemente, de forma crua mas delicada, temas já recorrentes na sua obra mais recente: o envelhecimento, a obesidade, a loucura e todo o tipo de decadência humana.
Histórias curtas chega às livrarias nas vésperas de estrear nos cinemas portugueses Axilas, o derradeiro filme de José Fonseca e Costa, escrito a partir do conto de Rubem Fonseca incluído no livro Axilas & outras histórias indecorosas.

Sobre o autor: 
Carioca desde os oito anos, Rubem Fonseca nasceu em Juiz de Fora, a 11 de maio de 1925. Contista, romancista, ensaísta, guionista e «cineasta frustrado», é um dos mais originais prosadores brasileiros contemporâneos.
Em 1963, a primeira coletânea de contos, Os prisioneiros, foi reconhecida pela crítica como a obra mais criativa da literatura brasileira em muitos anos; quatro anos depois, Lúcia McCartney, tornou-se um bestseller e ganhou o maior prémio para narrativas curtas do Brasil. Já era considerado o maior contista brasileiro quando, em 1973, publicou o seu primeiro romance, O caso Morel. Em 2003, ganhou o Prémio Juan Rulfo e o Prémio Camões, o mais importante da língua portuguesa. Recebeu seis vezes o Prémio Jabuti e foi-lhe atribuído o Prémio Correntes d'Escritas/Casino da Póvoa, em 2012, para o romance Bufo & Spallanzani. Com várias das suas histórias adaptadas ao cinema, ao teatro e à televisão, Rubem Fonseca já publicou quinze coletâneas de contos, onze romances e O romance morreu, que reúne crónicas publicadas no Portal Literal.
A Sextante Editora iniciou em 2010, com o romance O seminarista, a publicação regular das obras de Rubem Fonseca em Portugal.
 
 

15/02/2016

Sextante Editora - "O Sexo Inútil" - Novo livro de Ana Zanatti

O Sexo Inútil
Ana Zanatti
Págs.: 528
PVP: € 16,60
Prefácio: Viriato Soromenho-Marques
Posfácio: Lídia Jorge
 
O Sexo Inútil é um livro pioneiro sobre o preconceito e um instrumento de batalha por uma comunidade mais justa e fraterna 
 
A Sextante Editora publica a 23 de fevereiro o mais recente livro de Ana Zanatti, O Sexo Inútil, um testemunho pessoal e coletivo avassalador e um instrumento precioso de batalha pela dignidade, pela igualdade, pela fraternidade, face aos preconceitos. Combinando reflexões, correspondência, vários testemunhos e excertos do diário da autora, O Sexo Inútil é um documento único que põe em causa o conceito de “tolerância” para com aquela, ou aquele, que não é igual a nós.
Ana Zanatti apresentará este livro no dia 26 de fevereiro, no encontro Correntes d’Escritas, na Póvoa de Varzim, e posteriormente irá realizar-se uma sessão pública de lançamento em Lisboa.

Sobre o livro
«Este é um livro sobre o que de mais profundo vive no coração da condição humana. Sobre o direito de nos tornarmos, perante nós e os outros, aquilo que somos. Plenamente e sem concessões. Para muitos leitores, estas páginas serão uma revelação, simultaneamente, brutal e comovente, carregada de sofrimento, mas portadora também de gestos e testemunhos que alimentam e fortalecem a esperança. A esperança de que as centenas de milhões de pessoas que, em todo o mundo, se encontram envolvidas, por si próprias ou através de familiares e amigos, na grande constelação da causa LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros), não estão condenadas para sempre a serem esmagadas, oprimidas, discriminadas, feridas na sua integridade moral e física, pela lâmina cortante do preconceito, ou pelo rolo compressor das leis injustas e dos (maus) costumes dominantes.»
Viriato Soromenho-Marques (no prefácio)

«O Sexo Inútil veio para fazer refletir, deitar ao chão preconceitos e máscaras, romper o cerco de silêncio em que vive boa parte daqueles a quem a expressão livre da sua identidade é negada.»
Lídia Jorge (no posfácio)

«Neste livro mais do que um livro, Ana Zanatti, falando de si, fala de nós, interpela-nos o desafio de sermos o outro, assume a primeira pessoa como a palavra identitária contra a palavra “eles”, essa que expulsa e condena. A autenticidade e a coragem desta escrita é a autenticidade e a coragem que devem merecer, que devem exigir, para além da lei, todas as pessoas LGBT, pessoas da cidade, que a autora sabe marginalizadas, ainda mergulhadas no sofrimento que cada palavra sua denuncia. Ler este livro é uma lição de vigilância. Afinal, quem não a entende será quem decide ficar fora da humanidade no seu sentido mais nobre.»
Isabel Moreira

Sobre a autora:
Ana Zanatti nasceu em Lisboa em 1949. Ao longo de 47 anos tem exercido a atividade de atriz no teatro, cinema e televisão e foi, em simultâneo, durante 26 anos, apresentadora da RTP. Autora e coautora de canções, programas de rádio e televisão, documentários e séries, tradutora de peças de teatro, publicou o primeiro romance em 2003. Tem contos e poemas publicados em diversas antologias e colaborou com jornais e revistas, desde o extinto semanário SETE à revista literária Os meus livros, e às revistas Biosofia, Elle e Egoísta, entre outras.
Dedica-se a causas como a Condição Feminina (em 1984 foi uma das 25 mulheres escolhidas para representar Portugal, em Bruxelas, pela Comissão da Condição Feminina da CEE), Defesa dos Direitos LGBT, Conservação da Natureza e Defesa do Ambiente, Defesa dos Direitos Humanos e dos Animais. Recebeu os Prémios Rede Ex Aequo em 2009 e 2012 e o Prémio Arco-Íris em 2011.
 
 

11/11/2015

Sextante Editora - Novo livro de Joyce Carol Oates

Título: A mulher da lama
Autor: Joyce Carol Oates
Tradutor:
Maria João Delgado
Págs.: 464
PVP: € 19,90

Novo livro de Joyce Carol Oates

A mulher da lama põe em confronto o pesadelo e a realidade, um passado tenebroso e o sucesso do presente
 
A Sextante Editora publica, a 19 de novembro, A mulher da lama, um novo romance de Joyce Carol Oates, uma das mais importantes e premiadas escritoras americanas da atualidade, com mais de 50 livros publicados. Neste romance magistral, a autora explora o elevado preço do sucesso na vida de uma mulher a braços com os seus demónios pessoais e profissionais. Considerada, a par com Edgar Allan Poe, uma das grandes mestres do terror, Joyce Carol Oates tem sido por várias vezes apontada como uma das candidatas ao Prémio Nobel da Literatura, «uma escritora perigosa no melhor sentido da palavra», segundo o The New York Times. Este é o quarto livro da autora no catálogo da Sextante Editora.

SINOPSE
Uma criança é abandonada pela mãe no leito lamacento do Black Snake River. Contra todas as expectativas, «a menina da lama» sobrevive e é adotada por um casal de classe média que tentará esconder para sempre essa terrível história. Mas o presente vai tornar-se surpreendentemente vulnerável aos agentes do passado.
Meredith «M. R.» Neukirchen será a primeira mulher a presidir a uma universidade da Ivy League. Imersa numa carreira absorvente, num amor secreto por um homem que não define os seus sentimentos, e preocupada com o ambiente político dos Estados Unidos em vésperas da Guerra do Iraque, M. R. depara-se subitamente com inúmeros desafios. Para além de ver a sua carreira em jogo, as duras marcas do passado e o confronto com «a menina da lama» ameaçam fazer ruir todas as suas convicções.

A AUTORA
Joyce Carol Oates nasceu em 1938 nos Estados Unidos. Publicou o seu primeiro romance em 1963 e ganhou o National Book Award em 1970 com o romance Eles. É professora na Universidade de Princeton e já publicou uma obra vasta com cerca de trinta romances, mas também ensaios, contos, peças de teatro, poesia. A sua obra foi traduzida em várias línguas e elogiada pela crítica internacional. Joyce Carol Oates é, desde 1978, membro da Academia Americana de Artes e Letras.

IMPRENSA
Cruzando magistralmente pesadelo com realidade, Oates criou um resoluto, incisivo e empolgante drama sobre a profunda ligação a um lugar, a persistência do passado e as batalhas de uma alma resiliente que sofre cercada pelo interior e pelo exterior. Booklist
 
Não é possível confundir uma história de Joyce Carol Oates com a de outro qualquer autor… Não penas o seu virtuosismo mas também a sua aura ameaçadora faz com que seja uma história «dela»… Pensamos em Oates, como em Poe, como um mestre do terror, mas a sua verdadeira mestria reside em nunca deixar uma emoção forte ficar sozinha… Los Angeles Times

Oates é uma escritora perigosa no melhor sentido da palavra, aquela que arrisca obsessivamente com energia e deleite. New York Times




29/09/2015

Sextante Editora - Teolinda Gersão - "Histórias de ver e andar" com nova edição

Título: Histórias de ver e andar
Autor: Teolinda Gersão
Págs.: 128
PVP: 15,50 €
 
Nova edição do livro de Teolinda Gersão vencedor do Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco
1 de outubro, a Sextante Editora publica uma nova edição de Histórias de ver e andar, de Teolinda Gersão, escritora que na semana passada venceu o Prémio Fernando Namora com o romance Passagens (Sextante Editora, 2014). Composto por catorze contos «que nos precipitam em muito mais do que catorze mundos» (Inês Pedrosa), Histórias de ver e andar foi distinguido com o prestigiado Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco APE/Câmara Municipal V. N. Famalicão em 2002.
Um dos contos presentes neste livro, Big Brother isn’t watching you, serviu de inspiração a Simão Cayatte para a sua curta-metragem Miami, que este ano foi a vencedora do Prémio MOTELx.
Sobre o livro:
Histórias de ver e andar foi o nome dado pelos árabes às narrativas de viagem, em épocas de descobrir mundos. Mas não é necessário ir longe para mudar de horizonte: o desconhecido mora ao lado, e também dentro da nossa porta. Reconhecê-lo – ou não – depende do modo de ver. E do modo de andar.
Imprensa:
No fim de cada um destes contos descobriremos que a vida, a nossa própria vida, não estava exatamente no lugar que pensávamos. […] Teolinda sobe as escadas do banal quotidiano para alcançar a câmara escura do ser. […] São catorze contos que nos precipitam em muito mais do que catorze mundos. Inês Pedrosa, Expresso
  A arte de Teolinda consegue o supremo prodígio de dar voz a um mundo interno, que tem a espessura da realidade televisionada […] e simultaneamente deixar emergir o outro lado, o lado obscuro, […] e se tornam o elemento iluminador (ordenador) da experiência relatada. Linda Santos Costa, Público
Sobre a autora:
Teolinda Gersão estudou nas universidades de Coimbra, Tübingen e Berlim, foi leitora de português na Universidade Técnica de Berlim e professora catedrática da Universidade Nova de Lisboa, onde ensinou Literatura Alemã e Literatura Comparada. A partir de 1995 passou a dedicar-se exclusivamente à escrita literária. Viveu três anos na Alemanha, dois anos em São Paulo, Brasil, e conheceu Moçambique, onde se passa o romance A árvore das palavras (1997). É autora de 12 livros de ficção, traduzidos em 11 línguas.
Foram-lhe atribuídos os seguintes prémios: por duas vezes o Prémio de Ficção do PEN Clube (O silêncio, 1981, e O cavalo de sol, 1989), o Grande Prémio de Romance e Novela da APE (A casa da cabeça de cavalo, 1995), o Prémio Fernando Namora (Os teclados, 1999), o Grande Prémio do Conto Camilo Castelo Branco (Histórias de ver e andar, 2002), o Prémio Máxima de Literatura (A mulher que prendeu a chuva e outras histórias, 2008), o Prémio da Fundação Inês de Castro (2008), o Prémio Ciranda e o Prémio da Fundação António Quadros (A Cidade de Ulisses, 2011). Três dos seus livros foram adaptados ao teatro e encenados em Portugal, Alemanha e Roménia. O seu livro Passagens foi recentemente distinguido com o Prémio Fernando Namora / Estoril Sol.
Página pessoal: www.teolinda-gersao.com
Página no Facebook: www.facebook.com/teolindagersao
 
 
 

22/09/2015

Sextante Editora - Memórias - "O último dos colonos", de João Afonso dos Santos

Título: O último dos colonos
Autor: João Afonso dos Santos
Págs
.: 336
PVP: € 16,60

As memórias dos irmãos João, Mariazinha e Zeca Afonso

O último dos colonos é publicado a 30 de setembro

A Sextante Editora publica a 30 de setembro O último dos colonos, um livro de memórias de João Afonso dos Santos, irmão de Zeca Afonso. Aqui, mais do que recordar as histórias familiares da sua infância e adolescência, o autor faz um retrato da sociedade portuguesa no Estado Novo, em Portugal e nas colónias, e recorre às memórias dos pais e da irmã Mariazinha para ilustrar a vida em Timor no início dos anos 40, onde estes viveram durante a invasão japonesa, enquanto João e Zeca se mudaram de Lourenço Marques para Portugal.
Para além das fotografias exclusivas, este livro inclui um notável documento sobre o processo levantado ao pai do autor, na altura juiz em Díli, que ilustra a arbitrariedade da administração portuguesa na época do salazarismo.

SINOPSE
Memórias de infância e adolescência, retrato de uma família mas também de uma sociedade: a ditadura, o regime colonial e a ilusória eternidade de tudo isso, inscrita no catecismo oficial e nos costumes de então. A dada altura, a família divide-se entre Portugal e Timor. Cá, em Portugal, para onde o autor e o irmão, Zeca Afonso, depois de uma infância africana, se mudam, ainda crianças; lá, em Timor, a onde aportam os pais e a irmã Mariazinha no mesmo dia em que deflagra a guerra, que rapidamente arrebatará a ilha no seu vórtice. Ao contrário do que anunciou ao tempo a propaganda oficial, a neutralidade portuguesa na II Guerra Mundial não foi respeitada. Portugal entrou na guerra, com Timor-Leste ocupado pela força das armas, com órgãos de soberania e administração suprimidos, com populações martirizadas, assassinadas ou encarceradas, com património público ou privado esbulhado ou destruído. Até que a grande catástrofe chegou ao fim e o percurso familiar se restabeleceu na conjunção feliz dos seus membros.

O AUTOR
João Afonso dos Santos foi advogado em Lourenço Marques e Beira (Moçambique), desde janeiro de 1955 a setembro de 1975. Presidiu ao Cine-Clube da Beira e ao Auditório-Galeria de Arte dessa cidade, cuja comissão construtora antes dirigira. Foi diretor do jornal Notícias da Beira, após a revolução de 25 de Abril de 1974. Integrou a comissão de descolonização de Moçambique em 1974 e 1975. A partir de setembro deste último ano, passou a exercer funções profissionais em Lisboa, onde reside. É autor, em parceria com Carlos Adrião Rodrigues, António Pereira Leite e William Gerard Pott, de O julgamento dos padres de Macúti (Edições Afrontamento), de algumas obras de carácter jurídico e ainda de José Afonso – Um olhar fraterno (Editorial Caminho).


16/09/2015

Sextante Editora - Novo livro de Rubem Fonseca

Título: O selvagem da ópera
Autor: Rubem Fonseca
Págs.: 288
PVP: € 16,60
 
Sextante Editora publica livro de Rubem Fonseca até agora inédito em Portugal
 
No dia 17 de setembro, chega às livrarias O selvagem da ópera, um livro de Rubem Fonseca até agora inédito em Portugal. Conjugando entre si o romance histórico, a biografia e o guião cinematográfico, o autor dá a conhecer a vida de Antônio Carlos Gomes, o maior compositor lírico brasileiro de sempre, ao mesmo tempo que faz um retrato do Brasil e de Itália na segunda metade do século XIX, numa viagem que passa ainda por território português. Neste livro, escrito de forma original e cativante, o leitor irá cruzar-se com figuras como Verdi, Puccini e o imperador D. Pedro II, encontrar a vida boémia e artística de Milão, passear por palcos famosos e sentir a agitação dos seus bastidores.
Esta edição de O selvagem da ópera inclui dois textos finais, sobre o livro e sobre o compositor, da autoria de Sérgio Augusto e de Antonio Callado.

Sobre o livro:
Romance, biografia, argumento cinematográfico: O selvagem da ópera é tudo isto, pela pena brilhante de Rubem Fonseca. Tem como protagonista o compositor Antônio Carlos Gomes, autor de O guarani e de outras óperas outrora famosas e hoje esquecidas, como Fosca, Salvator Rosa, Maria Tudor e Il schiavo.
Ao relatar a trajetória do músico brasileiro – a sua partida do Rio de Janeiro imperial, sob os auspícios do imperador D. Pedro II, a sua ida para Milão, os seus inúmeros casos amorosos, o reconhecimento da sua arte pelos maiores nomes da ópera de então, compositores, maestros e cantores, garantindo o seu lugar num mundo em que circulam Verdi, Puccini, Ponchielli e Wagner, e os difíceis anos finais marcados por tragédias familiares e esterilidade criativa –, Rubem Fonseca faz-nos entrar no extraordinário panorama do mundo operático do final do século XIX e descreve as vicissitudes da vida de um grande artista que, tal como nas grandes óperas dramáticas, tocou os extremos do êxito e da tragédia.

Sobre o autor:
Carioca desde os oito anos, Rubem Fonseca nasceu em Juiz de Fora, a 11 de maio de 1925. Contista, romancista, ensaísta, guionista e «cineasta frustrado», é um dos mais originais prosadores brasileiros contemporâneos.
Em 1963, a primeira coletânea de contos, Os prisioneiros, foi reconhecida pela crítica como a obra mais criativa da literatura brasileira em muitos anos; quatro anos depois, Lúcia McCartney, tornou-se um bestseller e ganhou o maior prémio para narrativas curtas do Brasil. Já era considerado o maior contista brasileiro quando, em 1973, publicou o seu primeiro romance, O caso Morel. Em 2003, ganhou o Prémio Juan Rulfo e o Prémio Camões, o mais importante da língua portuguesa. Recebeu seis vezes o Prémio Jabuti e, em 2012, foi-lhe atribuído o Prémio Correntes d'Escritas/Casino da Póvoa para o romance Bufo & Spallanzani.
Com várias das suas histórias adaptadas ao cinema, ao teatro e à televisão, Rubem Fonseca já publicou dezassete coletâneas de contos, doze romances e O romance morreu, que reúne crónicas publicadas no Portal Literal.
 
 

03/09/2015

Sextante Editora - "Os Timorenses - 1973-1980", de Joana Ruas

Título: Os Timorenses – 1973-1980
Autor: Joana Ruas
Págs
.: 616
PVP: € 19,90

40 anos depois da independência e da invasão indonésia, Joana Ruas apresenta a História de Timor como nunca a conheceu

Aos factos e aos protagonistas reais de Os Timorenses – 1973 - 1980, a autora acrescentou uma brilhante ficção histórica
Em 1975 Timor preparava-se para ser independente e uma grande nação, mas a invasão pela Indonésia adiou esse sonho e foram vários os anos de luta e pobreza. É precisamente sobre esse período, e o que o antecedeu, que se debruça Os Timorenses – 1973-1980, o mais recente livro de Joana Ruas, que a Sextante Editora publica a 3 de setembro. Para além de todos os dados, documentos e imagens incluídos no livro – fruto de uma exaustiva pesquisa – a autora acrescentou uma história ficcionada que acompanha toda a componente documental, fazendo desta uma obra única e essencial sobre Timor contemporâneo, desde o período que precede o 25 de Abril e a primeira independência até à invasão indonésia.
Desde os anos 60 ligada a Timor, Joana Ruas tem vindo a dedicar grande parte da sua investigação e escrita à História do país. Este novo livro insere--se na série A Pedra e a Folha, que conta já com dois livros, que se debruçam sobre os anos 1870 a 1910 e sobre a ocupação japonesa.

SINOPSE
Este romance é sobre um processo histórico único no mundo e uma das mais solitárias guerras de libertação nacional. Neste período, a FRETILIN travou contra o invasor indonésio uma guerra de independência e uma guerra social numa metade de uma ilha isolada do resto do mundo pelo invasor e sem qualquer espécie de retaguarda para se refugiar ou para se abastecer. Na sua terra invadida, a pátria estava na presença social, física e sentimental dos seus guerrilheiros liderados por Nicolau Lobato. Os homens e mulheres das FALINTIL deixaram de existir no presente para se continuar no futuro. Eram homens e mulheres de coração poderoso cujos olhos pareciam olhar para o fundo do futuro, homens e mulheres que permaneciam livres mesmo na prisão e que mesmo nus morriam de pé. O testemunho dos sobreviventes desta etapa, que vai de 1973 a 1980, repõe a memória concreta dos episódios então vividos pela nação timorense mas nada nos é revelado da vida dos seus heróis e heroínas. Até à restauração da independência a 20 de Maio de 2002, a morte é a paisagem que absorve os elementos humanos e a vida material dos seus guerrilheiros e de toda a nação. O que impressionou vivamente a escritora Joana Ruas foi essa experiência ao mesmo tempo religiosa e laica que através do cimento do seu sonho de liberdade coletiva, da sua fé e da força da linguagem venceu a angústia da morte e a certeza da destruição.

A AUTORA
Joana Ruas nasceu na Quinta do Pinheiro em Freches, no distrito da Guarda. Trabalhou como jornalista cultural e tradutora na Radiodifusão Portuguesa e no jornal Nô Pintcha da República da Guiné-Bissau. Participou na causa da Libertação do Povo de Timor-Leste, tendo feito várias conferências sobre a Língua Portuguesa em Timor-Leste, sua história e cultura. Entre poesia dispersa e ensaios é autora dos romances, Corpo colonial, O claro vento do mar e A pele dos séculos. Participou na IV Feira do Livro de Díli onde apresentou o romance A batalha das lágrimas e o livro de contos Crónicas timorenses respetivamente o 1.º e o 2.º volume da tetralogia A pedra e a folha sobre cem anos de Resistência Timorense.


12/06/2015

Sextante Editora - Ficção - A saga de Edward St Aubyn chega ao fim

Título: Por fim
Autor: Edward St Aubyn
Tradutor: Daniel Jonas
Págs.: 168
PVP: € 15,50
 
A saga de Edward St Aubyn chega ao fim

Por fim encerra o aclamado quinteto sobre a família Merlose

 
Edward St Aubyn é um dos mais proeminentes escritores ingleses da sua geração, tendo conquistado a admiração da crítica e dos seus pares com o conjunto de cinco livros sobre a família Melrose, uma saga negra, inteligente e satírica. O quinto e último romance, Por fim, foi Livro do Ano pelo The New York Times, pela Time Magazine e pela revista Esquire e chega às livrarias a 18 de junho, juntando-se aos já títulos publicados pela Sextante Editora Deixa lá | Más novas e Alguma esperança | Leite materno, todos traduzidos por Daniel Jonas.
Esta saga tem sido reconhecida como obra-prima e premiada internacionalmente – um dos romances, Leite materno, foi finalista do Booker Prize e vencedor dos prémios Femina Étranger e South Bank Show. Em 2011, Miguel Esteves Cardoso, um declarado admirador de St Aubyn, escrevia na sua crónica no Público: «Ontem acabei de ler At Last [Por fim], o melhor e mais recente romance da pentalogia de Edward St Aubyn sobre a fascinante família Melrose. Digo mais recente por não querer que seja o último.»

Sinopse:
Este é o quinto e último romance da saga com a qual Edward St Aubyn conquistou o mundo literário. Triunfante conclusão da história da juventude traumática e das atribulações adultas de Patrick Melrose, onde a personagem central é colocada, após o funeral da mãe, na situação de se perguntar se agora, sem pais, virá a libertação que tanto desejou. E é neste encontro final da família, por entre todas as costumadas falsidades sociais, que Patrick pressente a possibilidade de uma certa forma de redenção e de segurança, por fim.

Sobre o autor:
Edward St Aubyn nasceu em Londres, em 1960, e estudou Literatura Inglesa em Oxford. Os cinco romances sobre Patrick Melrose foram premiados, aclamados pela crítica e pelos pares, e culminaram na consagração internacional do autor.
 
IMPRENSA
Por fim é uma obra de arte miraculosamente forjada. Suzi Feay, Financial Times

Intensidade emocional premente, sátira social brilhante… James Lasdun, The Guardian

Notável. Os livros de St Aubyn são ao mesmo tempo extremamente negros e extremamente divertidos. Francine Prose, New York Times Sunday Book Review

Dirão que St Aubyn é um classicista mas a verdade é que é moderno. Escreve é muitíssimo bem. É capaz da maior frieza e da maior empatia. Tem um sentido de humor monumental, no verdadeiro sentido da palavra. É um gozão e um gozador; um tarado e um observador. Miguel Esteves Cardoso
 
 

21/05/2015

Sextante Editora - Ficção - António Mega Ferreira com novo livro de contos

Título: Hotel Locarno
Autor: António Mega Ferreira
Págs.: 114
PVP: € 13,30

António Mega Ferreira com novo livro de contos

Mais de uma década depois de vencer o Grande Prémio de Conto “Camilo Castelo Branco”, o escritor regressa à narrativa curta com Hotel Locarno
 
 
A Sextante Editora publica, a 28 de maio, o mais recente livro de António Mega Ferreira, Hotel Locarno, que marca o regresso do escritor ao conto, género com que ganhou, em 2001, o Grande Prémio de Conto “Camilo Castelo Branco” da Associação Portuguesa de Escritores.
Este é um livro que reúne textos inéditos e outros contos pouco conhecidos de António Mega Ferreira, publicados principalmente em revistas, onde cada história pode ser como um quarto deste hotel romano que inspirou o autor durante mais de dez anos.
Hotel Locarno será apresentado em Lisboa a 9 de junho, numa sessão que terá lugar na livraria Bertrand do Chiado.

Sinopse:
Da solidão sem esperança do xerife de Rio Bravo à busca sem horizonte num lugar qualquer do Alentejo, treze contos em que se contam desencontros e incompreensões, como os quartos fechados de um hotel romano, sem portas de comunicação uns com os outros. Um conferencista que se precipita na memória de um nome amado, um cadete da marinha que faz da dissimulação o seu livre-trânsito para a liberdade, um diplomata incapaz de resistir ao perfume de uma baiana e de tolerar o aroma de um fruto tropical, uma criança que nunca será capaz de perdoar ao pai uma recusa que lhe nega a possibilidade de ser sujeito da História, são outras tantas almas desiludidas e errantes que se acolhem à sombra protetora do Hotel.

Sobre o autor:
Escritor, gestor e jornalista, nasceu em Lisboa em 1949, estudou Direito e Comunicação Social, foi jornalista no Jornal Novo, Expresso e O Jornal, e na RTP, onde chefiou a redação da Informação do segundo canal. Foi chefe de redação do JL – Jornal de Letras, Artes e Ideias. Fundou as revistas Ler e Oceanos. Chefiou a candidatura de Lisboa à Expo’98 e foi comissário executivo da Exposição Mundial. Foi presidente da Parque Expo, do Oceanário de Lisboa e da Atlântico, Pavilhão Multiusos. De 2006 a 2012 presidiu a Fundação Centro Cultural de Belém. Atualmente, desempenha as funções de diretor executivo da AMEC/Metropolitana. Tem mais de trinta obras publicadas, entre ficção, ensaio, poesia e crónicas. Em 2001 foi-lhe atribuído o Grande Prémio Camilo Castelo Branco pelo seu livro de contos A expressão dos afectos. Na Sextante Editora publicou A blusa romena, Lisboa Song, Roma – Exercícios de reconhecimento, Macedo – Uma biografia da infâmia e, mais recentemente, Cartas de Casanova – Lisboa 1757.