02/07/2012

A Cruz das Esmeraldas, Cristina Torrão

Opinião:
A Cruz de Esmeraldas é um livro que se lê de forma muito rápida e agradável. A história é simples e singela: o cruzado Konrad vem da distante Alemanha para ajudar os cristãos a reconquistar a cidade de Lisboa aos Mouros.
Entretanto, Aischa é uma bela moura, filha de um rico comerciante de Lisboa. Com a conquista desta cidade pelos cristãos a sua família é obrigada a abandonar a cidade mas Aischa sabe que havia uma profecia a cumprir: ela haveria de casar com um cruzado cristão, da mesma forma que sua mãe se havia apaixonado por um cruzado. A cruz das esmeraldas é a herança, real e ao mesmo tempo simbólica da sua mãe. E Aischa haveria de cumprir o seu destino.
Konrad haveria de se apaixonar por Aischa mas também por Portugal. A temperatura amena e a beleza natural do nosso país depressa conquistaram o cruzado, da mesma forma que a beleza da moura. No entanto, os obstáculos eram imensos.
A beleza deste romance consiste, em grande parte na emoção com que Cristina Torrão nos descreve a luta deste homem em busca da felicidade. Um cristão e uma muçulmana mostram que o amor é uma linguagem universal e que a convivência entre diferentes povos e religiões é e foi sempre possível.
Para quem, como eu, não tem conhecimentos muito profundos da História de Portugal, este livro é uma excelente forma de conhecer as origens do nosso país. Para as pessoas daquela época a guerra era algo de trivial; fazia parte integrante das suas vidas. Os seus costumes, por vezes, chocam-nos. Mas eram estes os nossos reais antepassados, num tempo em que o mundo era bem diferente do que conhecemos hoje.
Dos três livros de Cristina Torrão este não é o mais elaborado nem o mais rico em conteúdo mas é sem dúvida o mais atraente devido à sua linguagem singela, à beleza das descrições e, porque não dizê-lo, à belíssima história de amor que nos é contada.
 
Opinião também publicada no blogue ...Viajar pela leitura...

1 comentários:

Ângelo Marques disse...

:) ainda estou para terminar o D. Dinis.