10/05/2018

Porto Editora - Nova edição de um dos mais importantes romances sobre a guerra colonial

Título: Nó Cego 
Autor: Carlos Vale Ferraz 
Págs.: 384 
PVP: 16,60 € 

Nó Cego, de Carlos Vale Ferraz, com nova edição a 17 de maio 

A Porto Editora publica a 17 de maio uma nova edição do livro Nó Cego, primeiro romance de Carlos Vale Ferraz e livro de culto de uma geração que esteve envolvida na guerra colonial e que, a partir dela, entrou em rutura com o regime português da ditadura. Nó Cego é um romance que simultaneamente participa do documento e do monumento, do poderoso testemunho e da excelente literatura. E sobre ele conversarão o autor, António-   -Pedro Vasconcelos e João de Melo na sessão de lançamento que se realiza a 19 de junho, pelas 18:30, na livraria Ferin, em Lisboa.  A ação da narrativa gira em torno de uma companhia de comandos, jovens voluntários na mais violenta unidade das Forças Armadas, provenientes de todos os estratos da sociedade portuguesa. Como explica o professor Rui de Azevedo Teixeira, as razões desta «servidão voluntária […] vão desde o desejo de se testar em coragem e resistência física e psíquica ao perdão jurídico de crimes cometidos, desde problemas sentimentais e familiares ao sentido do dever e ao amor pátrio, desde a pura procura da barbárie e da morte  —  quer como matador quer como disfarçado suicida  —  à busca de um grupo de que se possa orgulhar e chamar “seu”».  

SINOPSE 
Objeto de estudo e de atenção nos meios universitários, Nó Cego é hoje um clássico da literatura portuguesa e sobretudo um grande e poderoso romance dos nossos dias, essencial para as atuais gerações de portugueses viverem esse período crucial da nossa História que foram os anos da guerra colonial e o fim do regime de ditadura, bem como para conhecer os dramas, as angústias, as alegrias e as tristezas da geração que fez a guerra e que a terminou, abrindo Portugal à modernidade. Mantendo a estrutura da obra tal como originalmente publicada, Carlos Vale Ferraz intensificou a narrativa, dotando o texto de uma linguagem mais depurada, com as situações mais definidas na sua complexidade, por forma a que o leitor se sinta mais bem situado dentro da ação. E é assim que Nó Cego participa simultaneamente do documento e do monumento, do poderoso testemunho e da excelente literatura.

SOBRE O LIVRO
 «Nó Cego é, sem dúvida, um romance que permite ao leitor viver, vicariamente, aventuras diversas  —  é um livro eminentemente lisible. Daí o seu sucesso popular e o facto de se ter tornado num livro de culto entre certas camadas de ex-combatentes. Mas o romance realista Nó Cego não se esgota na sua “lisibilidade”, no carácter chão e no ritmo febril de uma história que nunca deserta da realidade  —  Nó Cego, como objeto ficcional, não se esvazia se lhe tirarmos o seu poder de nos fazer ver os Comandos no mato e de nos fazer sentir o bedum dos seus corpos. Uma leitura exigente, ativa, revelará a sua essencial camada metafórica, as suas qualidades de texto (também) scriptible. […] Nó Cego é não só um romance de aventuras, corrido, fácil, amigo do leitor, como é literalmente sofisticado, com um fundo falso onde esconde uma soberba macrometáfora.» Rui de Azevedo Teixeira 
«Um fresco sobre a guerra colonial e um requiem sobre os soldados portugueses.» António-Pedro Vasconcelos  
«Magnífico e algo avassalador.» João de Melo  
«Infinitamente próximo do real.» General Sousa Menezes                    

O AUTOR 
Carlos Vale Ferraz, pseudónimo literário de Carlos de Matos Gomes, nasceu a 24 de julho de 1946, em Vila Nova da Barquinha. Foi oficial do Exército, tendo cumprido comissões em Angola, Moçambique e Guiné. Algumas das suas obras foram adaptadas ao cinema e à televisão, e colaborou com Maria de Medeiros no argumento do filme Capitães de Abril. É investigador de História Contemporânea de Portugal. Publicou, como Carlos de Matos Gomes e em coautoria com Aniceto Afonso, os livros Guerra Colonial, Os Anos da Guerra Colonial e Portugal e a Grande Guerra. No catálogo da Porto Editora figuram os seus romances A Última Viúva de África (2017) e Nó Cego (1.ª ed. 1982), agora reeditado, uma obra de referência obrigatória na ficção portuguesa sobre a guerra colonial.
 

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