30/01/2019

Irmãs, de Sue Fortin


Opinião:
Clare e Alice foram separadas pelo pai em crianças, Clare e a mãe passaram anos a tentar encontrar, a irmã mais nova, mas em vão. Até que certo dia, são surpreendidas ao serem contactadas por Alice, através de uma carta. A seguir a uma troca de correspondência, Alice vai infiltrar-se na vida da irmã, instala-se na casa onde vive a mãe de ambas, o marido e as filhas de Clare, e a partir desse dia nada mais será igual na vida do casal.
Pois, ao instalar-se, Alice que no fundo é uma estranha, vai conseguir desestabilizar tudo e todos, a autora induz-nos por um caminho do qual não estamos à espera, pois seria de supor que o reencontro entre as irmãs fosse algo cheio de felicidade, após tantos anos de separação, mas, torna-se em algo intrigante, cria-se instabilidade na harmonia familiar, e isso induz-nos a ler cada vez mais rápido, compulsivamente, para se saber a verdade.
O certo é que a autora consegue através de laços familiares, e num meio intimo, criar um enredo, de manipulação psicológica da parte de um dos personagens, cheio de segredos, que arranja conflitos, que levam o leitor a não conseguir perceber de que lado está a verdade, tais são as dúvidas que vão ficando na nossa mente, porque chega a um ponto que ambas as protagonistas chegam a ser paranóicas, isso confunde-nos, e não sabemos em que confiar.
Achei que a autora é bastante descritiva, em especial logo de inicio, nos pormenores do dia a dia da Clare, mas depois a narrativa toma balanço e não queremos parar de ler, pois os requintes de malvadez que vão sendo introduzidos ao longo da história torna a mesma viciante e de leitura compulsiva, as várias reviravoltas e surpresas, também ajudam é claro. Apesar de em certas alturas vacilar, desconfiei da personagem certa, nem mesmo as revelações finais me surpreenderam. Mas, gostei muito, é um livro com um ritmo acelerado, que nos prende, que se lê num ápice. Recomendo.




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