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11/01/2012

Lemos, lemos e lemos e esquecemos


Hoje em dia fazemos das leituras um modo de vida muito similar ao fast food, lemos extensivamente, lemos e lemos. Reparo muitas vezes que o importante, aparentemente, é ler e ler, páginas e páginas um acumular de pontos para uma satisfação pessoal um desejo de vitória, supremacia sobre o meu eu.
Quem neste mundo anda, o mundo do gosto pela literatura, vê que com tantos livros/temas/publicações/autores/edições nunca conseguiremos ler tudo que existe e ficamos tristes com isso, desejamos que o relógio pare durante as leituras, desejamos a possibilidade de ler durante o sono. Um mundo muito rápido de mudanças constantes um mundo sem intervalos enfim um mundo sem repetições.

Lemos, lemos e lemos e esquecemos... quantas vezes já aconteceu após alguns anos (até meses) não nos recordamos de 80% a 90% dos livros lidos? então ler para quê? pelo prazer? será que isso vos incomoda?, ler para esquecer.

Será que a qualidade da leitura se tornou um aspecto menor? Dou por mim a dizer, tantas vezes, tenho que reler este livro mas depois contam-se pelos dedos os livros relidos, avanço para o esquecimento e leio mais.
O facto de esquecer aquilo que leio não me vai impedir de continuar a ler, mas é deprimente.
 
inspiração vinda daqui

31/05/2011

Visão Quadrada - Braga Romana

Agora, hoje, no rescaldo desta que começa a ser uma atracção internacional para a cidade de Braga, este evento gerador de sinergias, criador de movimentos interpessoais, esta Braga Romana, já com VIII edições ou então somente oito edições e já com tanta notoriedade.
Até compreendo, vejo, assisto e imagino que no meio estudantil juvenil esta "Braga Romana" lhes proporcione momento de pura felicidade uma alegria contagiante e sente-se que em noventa ou mais pontos percentuais destas instituições elaboram um trabalho de casa muito bom, os nossos meninos ficam com mais conhecimento sobre esses romanos, conquistadores da nossa cidade aos brácaros (assim reza pelo menos uma das histórias). Assisto ao desfile "oficial" e rejubilo-me com algumas instituições a incutirem nos espectadores, mais atentos, uma carisma histórico do evento, levam uma mensagem daquilo que pretendem transmitir de uma forma relativamente clara.
Este evento tem como função base a componente lúdica, prazenteia a quem assiste uma componente lúdica, também na sua forma básica, tudo com a componente comercial a morar mesmo ao lado, não sou quadrado a pensar que sem esses aspectos o evento não crescia, não se manteria; sim sem isso, a diversão e o comércio, estaria condenado ao insucesso à falência. Desde endereço os meus parabéns aquém destes aspectos tratam pois, fora um ou outro ponto a corrigir, tudo foi bem tratado.
Já outro aspecto que deveria ser mais explorado seria o merchandising do evento, uma "barraquinha" mesmo à entrada da "toca do lobo" não faz sentido, quem algum produto quisesse adquirir haveria de levar tanta cotovelada (parafraseando Sancho levava tanta bordoada) que o melhor seria desistir para não ficar semelhante aos gladiadores de wrestling que presenteavam a assistência com espectáculos contínuos de um teatro amador tolerável.
De lamentar é com a maturidade que este evento já demonstra ainda não haja um espaço cultural do evento. Não um espaço físico mas uma componente cultural forte que informe, que forme o cidadão dessa cultura romana que tão fortemente nos influenciou como cidade, como cidadãos.
É de lamentar ter de assistir, ver alguns visitantes tentado adivinhar o significado daquilo que observavam e no final acabavam por ficar na mesma, inócuos, ou com uma ideia errada daquilo que viam.
Será que é um mal geral deste país ou será um mal menor só da "minha" milenar Brácara Augusta?