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14/06/2018

Dom Quixote - Uma Pequena Sorte, de Claudia Piñeiro

A Dom Quixote anuncia a publicação de Uma Pequena Sorte, romance da premiada escritora argentina Claudia Piñeiro, autora de As Viúvas das Quintas-Feiras, obra elogiada por José Saramago e Rosa Montero, e consagrada pelos críticos estrangeiros, com mais de meio milhão de leitores.

Em Uma Pequena Sorte, uma mulher regressa à Argentina vinte anos depois de a ter deixado para fugir de uma tragédia. Mas aquela que regressa é outra: já não tem a mesma aparência e a sua voz é diferente. Nem tem sequer o mesmo nome. Será que aqueles que a conheceram em tempos a vão reconhecer? Será que ele a vai reconhecer? Mary Lohan, Marilé Lauría ou María Elena Pujol – a mulher que ela é, a mulher que foi e a mulher que terá sido –, volta aos arredores de Buenos Aires, ao subúrbio onde formou família e viveu, e onde irá enfrentar os atores do drama que a fez fugir. Ainda não compreende porque aceitou regressar ao passado que se havia proposto esquecer para sempre. Mas à medida que o vai compreendendo, entre encontros esperados e revelações inesperadas, perceberá também que às vezes a vida não é nem destino nem acaso: talvez o seu regresso mais não seja do que um pequeno golpe de sorte… uma pequena sorte.

Sobre a autora:
Claudia Piñeiro nasceu em Buenos Aires, em 1960. É escritora, dramaturga, guionista de televisão e colaboradora de diversos meios de comunicação. Ganhou vários prémios nacionais e internacionais pelo seu trabalho literário, teatral e jornalístico. É autora dos romances As Viúvas das Quintas-feiras (2005), que recebeu o Prémio Clarín Novel de 2005 e vendeu centenas de milhares de exemplares, e acabou por ser levado ao cinema. Sobre ele escreveu José Saramago: “Um romance ágil, escrito numa linguagem perfeitamente adequada ao tema, uma análise implacável de um microcosmos social em acelerado processo de decadência.» Uma Pequena Sorte é também uma reflexão sobre o mundo em que vivemos.


03/11/2016

Cem Anos de Solidão, de Gabriel Garcia Márquez, com prefácio de Alberto Manguel

Cem Anos de Solidão, de Gabriel Garcia Márquez, com prefácio de Alberto Manguel, é o novo livro da Coleção Essencial – Livros RTP
 

«Quando, depois de pôr um ponto final a Cem Anos de Solidão, em 1966, o manuscrito foi rejeitado pelo editor espanhol Carlos Barral que lhe disse que um romance como este “não se venderia”, García Márquez decidiu então propô-lo à editorial Sudamericana, de Buenos Aires, mas teve que enviá-lo por duas vezes, porque não tinha dinheiro bastante para pagar o envio do manuscrito completo.» Alberto Manguel, prefácio 

Chega esta semana às livrarias portuguesas um novo livro da “Coleção Essencial – Livros RTP”. Cem Anos de Solidão, de Gabriel Garcia Márquez, prefaciado pelo ensaísta de origem argentina Alberto Manguel. é o sétimo volume da iniciativa conjunta da RTP e da LeYa. O livro está disponível em capa dura e pelo preço de 10 euros.

Sobre Cem Anos de Solidão
Aureliano Buendía haveria de recordar aquela tarde remota em que o pai o levou a conhecer o gelo.» Com estas palavras - tão célebres já como as palavras iniciais do Dom Quixote ou de À Procura do Tempo Perdido - começam estes Cem Anos de Solidão, obra-prima da literatura contemporânea, traduzida em todas as línguas do mundo, que consagrou definitivamente Gabriel García Marquez como um dos maiores escritores do nosso tempo. A fabulosa aventura da família Buendía-Iguarán com os seus milagres, fantasias, obsessões, tragédias, incestos, adultérios, rebeldias, descobertas e condenações são a representação ao mesmo tempo do mito e da história, da tragédia e do amor do mundo inteiro.

Sobre o autor
Gabriel García Márquez nasceu a 6 de março de 1927, em Aracataca, Colômbia, e faleceu a 17 de abril de 2014, na Cidade do México. Considerado o pai do realismo mágico latino-americano, foi essencial para o reconhecimento da literatura americana em língua castelhana no resto do mundo, principalmente depois da atribuição do Prémio Nobel de Literatura, em 1982. O caráter universal da sua obra coloca-o entre os maiores escritores de sempre. É autor de uma vasta bibliografia que a LeYa/Dom Quixote tem vindo a publicar regularmente em Portugal, incluindo o primeiro volume da autobiografia Viver para Contá-la, O Aroma da Goiaba (conversas com Plinio Apuleyo de Mendoza) e a reedição de Olhos de Cão Azul, com três contos inéditos em Portugal, para além dos famosíssimos Cem Anos de Solidão e O Amor nos Tempos de Cólera.
 
Sobre a Coleção
A “Coleção Essencial - Livros RTP” é um projeto cultural concebido pela RTP em parceria com a LeYa e que consiste na publicação de um conjunto de obras de ficção de autores de língua portuguesa e de outras línguas. O objetivo desta iniciativa é a promoção do gosto pela leitura através da descoberta (ou redescoberta) de alguns dos autores mais relevantes do século XX,  colocando à disposição do público, por um preço reduzido (10 euros) e ao ritmo de um título por mês, algumas das obras-primas da literatura contemporânea, com prefácios assinados por destacadas personalidades da cultura.  A curadoria da coleção é de Zeferino Coelho, um dos mais considerados editores do mundo de língua portuguesa, editor da Caminho, integrada na LeYa. No âmbito desta coleção está prevista a publicação de 25 livros.

11/05/2015

Medalha de Prata de Design para Lx 70 - Lisboa do Sonho à Realidade

Medalha de Prata de Design para Lx70 – Lisboa do Sonho à Realidade

O livro Lx70 – Lisboa do Sonho à Realidade, de Joana Stichini Vilela, Pedro Fernandes e Mark Mrozowski, editado pela Dom Quixote no final do ano passado, venceu uma medalha de prata na categoria Design – Livros, no XVII Festival do Clube de Criativos de Portugal.

O Clube é uma organização sem fins lucrativos que existe desde 1997, e tem como missão promover a criatividade na comunicação. Uma cápsula do tempo, Lx70 – Lisboa do Sonho à Realidade faz uma  viagem por uma década de estreias e últimas cenas atravessada por uma revolução com nome de flor. 
Pedro Fernandes (1976) é actualmente director de arte do Diário de Notícias. Designer gráfico, trabalhou em várias publicações portuguesas, tendo antes sido director de arte do jornal I.

Nick Mrozowki (1984) trabalhou em publicações americanas como The Detroit News e viveu dois anos em Lisboa, onde foi director de arte e fundador do Jornal I.

Joana Stichini Vilela (1980) é jornalista. Da televisão à imprensa, tem escrito para vários meios de comunicação social portugueses e estrangeiros, incluindo os jornais I e Diário de Notícias, as revistas Sábado, Up e Monocle. É cofundadora da revista digital Carrossel Mag e co-autora de Lx60, também editado pela D. Quixote.


13/04/2015

Memórias de Hillary Clinton à venda no fim de semana

Título: Escolhas Difíceis
Autor: Hillary Rodham Clinton 
Editora: LeYa/ Dom Quixote
Nº páginas: 720 páginas

Memórias de Hillary Clinton à venda no fim de semana

Hillary Roadham Clinton - Escolhas Difíceis

A Dom Quixote publica, no próximo fim-de-semana, Hillary Rodham Clinton - Escolhas Difíceis, o relato pessoal das crises, decisões e desafios enfrentados pela secretária de Estado dos Estados Unidos durante os quatro anos na administração Obama.

“Todos enfrentamos escolhas difíceis nas nossas vidas”, escreve a agora candidata democrata às presidenciais norte-americanas nas primeiras páginas desta crónica dos seus anos no epicentro dos acontecimentos mundiais. “A vida é fazer este tipo de escolhas. As nossas escolhas, e a forma como lidamos com elas, formam-nos enquanto pessoas. Ao longo deste percurso, procurei não repetir erros, aprender, adaptar-me, e rezar para que tivesse a sensatez de fazer melhores opções no futuro.”

No desfecho da campanha presidencial de 2008, Hillary Clinton esperava retomar o lugar de senadora pelo Estado de Nova Iorque. Para sua surpresa, o seu antigo rival na nomeação do Partido Democrata, o recém-eleito Barack Obama, convidou-a a integrar a sua Administração enquanto secretária de Estado. Estas memórias são a descrição dos quatro extraordinários e históricos anos que se seguiram.

 “O exemplo mais famoso deste período foi talvez a ordem do presidente Obama para enviar uma equipa de comandos da marinha ao Paquistão, numa noite sem luar, para trazer Osama Bin Laden perante a justiça. Os principais conselheiros do presidente estavam divididos. As informações eram convincentes, mas estavam longe de ser categóricas. Os riscos de um fracasso eram tremendos. Aquilo que estava em jogo era decisivo para a segurança nacional da América, para o nosso combate contra a Al-Qaeda e para a nossa relação com o Paquistão. Acima de tudo, estavam em risco as vidas daqueles corajosos comandos da marinha e dos pilotos de helicóptero. Foi uma das mais decididas e corajosas demonstrações de liderança a que alguma vez assisti”, escreve.

Após cerca de 40 anos de serviço público enquanto activista, advogada, procuradora, primeira-dama e senadora, Hillary Clinton foi secretária de Estado dos EUA entre 2009 e 2013, período durante o qual visitou 112 países e percorreu um milhão e 6 mil quilómetros.



23/03/2012

Dom Quixote na B.N.E.

Biblioteca Nacional de Espanha digitaliza Dom Quixote e lança sítio com extras
 (via blogtailors)

(titulo: don quijote y sancho en el toboso al caer la tarde de Célestin Nanteuil em:1855)

Um exemplo a seguir uma interactividade bastante boa, imagens, mapas, cronologia de edições, musica agradável, enfim bastante bom.

27/01/2012

Milagrário Pessoal de José Eduardo Agualusa


 

Milagrário Pessoal
de José Eduardo Agualusa
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 192
Editor: Dom Quixote
ISBN: 9789722041706
Coleção: Autores de Língua Portuguesa

"As palavras, como os seres vivos, nascem de vocábulos anteriores, desenvolvem-se e fatalmente morrem. As mais afortunadas reproduzem-se. As mais afortunadas reproduzem-se. Há as de índole agreste, cuja simples presença fere e degrada, e outras que de tão amoráveis tudo à sua volta suavizam. Estas iluminam, aquelas confundem. Umas são selvagens, irascíveis, cheiram mal dos pés, fungam e cospem no chão. Outras, logo ao lado, parecem altivas e delicadas orquídeas."

Iara (foi este o "momento" essencial para eu comprar livro, o nome de uma das personagens centrais) interessa-se pelas palavras recém-nascidas através de um programa informático, o neotrack, recolhe palavras de jornais (internet) palavras não dicionarizadas. Um velho professor de Iara vê neste entusiasmo da jovem uma oportunidade para estar com ela pois o seu coração já foi encarcerado por esta jovem, a jovem Iara. Partindo deste amor Agualusa conduz-nos por uma floresta tropical de neologismos, um tema que pessoalmente adoro num livro e que por si só me torna imparcial para opinar sobre o livro. Claro que para se entender a plenitude deste romance tive que andar com um dicionário colado na contracapa.

Nessa procura, nesse entusiasmo, pelos neologismos Iara e o seu professor tentam encontrar o manuscrito repleto de palavras, palavras roubadas aos pássaros; um manuscrito com os neologismos perfeitos escrito pelos pássaros doutores.

Sente-se um vibrar de Agualusa, uma espécie de diapasão, em relação ao novo acordo ortográfico, não se chega a entender se o acolhe ou rejeita, parece mais um alerta uma chamada de atenção para algo que esta a acontecer e que pode ser algo de muito relevante para o nosso futuro.

Uma referência a Camilo Castelo Branco fabulosa, um despertar de consciência para o passado para certas personagens que de tempos a tempos devemos ressuscitar, um tema que Agualusa por norma recorre e introduz, e muito bem, nos seus romances. No capítulo "Breve Refutação da Morte" sente-se mais uma achega de Agualusa, ténue, para com o estado da nação Angolana, a sua veia crítica sempre presente.