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14/04/2016

Assírio & Alvim - Novidades - Daniel Jonas e Eugénio de Andrade

Título: Bisonte 
Autor: Daniel Jonas 
N.º de Páginas: 136 
PVP: 13,30 € 
Coleção: Poesia Inédita      
Portuguesa 

Novo livro de Daniel Jonas   Bisonte chega este mês às livrarias  

A Assírio & Alvim publica, a 21 de abril, Bisonte, o novo livro de Daniel Jonas, que no ano passado foi galardoado com o Grande Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes, da Associação Portuguesa de Escritores, pelo livro Nó (Assírio & Alvim, 2014).  Bisonte procura acolher uma poética de largo espectro, orçando grandes espaços, ruminando o horizonte, tratando de grandes pinceladas rítmicas. Estilisticamente livre, coopta várias dimensões líricas, formalmente múltiplas, com um certo apetite por poemas longos e 'paisagistas', discursivos e de fundo fôlego. O poema mimetiza o grande quadrúpede e a sua estepe. Subitamente, o grande páramo é engolido no vórtice de uma miniatura, como a flor para o bisonte. É deste modo uma poética de escalas e, se aproximadamente interpretável, trataria do problema da anulação, de um tipo de olhar romântico, natural, pulverizado por blocos coletivos e grandes agremiações unitárias militando contra o individual. Se o poema é um animal não pode dizer nada e a poesia nada diz. E, contudo, é loquaz, um torrencial e irreprimível movimento altíssono condenado paradoxalmente a desaguar num mar tonitruante que estrangula o dito na sua câmara de gritos. Ameaçado de extinção, o poema é o bisonte. E a extinção é, de certo modo, a negação da história.  

Sobre o autor:
Daniel Jonas nasceu no Porto, em 1973. É Mestre em Teoria da Literatura pela Universidade de Lisboa com uma dissertação sobre o poeta inglês John Milton, de que resultou a tradução de Paraíso Perdido. Tem vários livros de poesia publicados, entre eles Os Fantasmas Inquilinos e Sonótono (Prémio Pen Clube de Poesia 2008). Traduziu Um Punhado de Pó, de Evelyn Waugh, e Seis Personagens à Procura de um Autor, de Luigi Pirandello. Em 2014 lançou na Assírio & Alvim Nó, livro que ganhou o Grande Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes. 

Título: O outro nome da terra
Autor: Eugénio de Andrade 
Prefácio: Fernando Pinto do Amaral 
N.º de Páginas: 88 
PVP: 11,10 €
     
Título: Vertentes do olhar 
Autor: Eugénio de Andrade 
Prefácio: Fernando J. B. Martinho 
N.º de Páginas: 88 
PVP: 11,00 €  

O outro nome da terra e Vertentes do olhar   

Novas edições de Eugénio de Andrade regressam às livrarias   

No dia 21 de abril a Assírio & Alvim lança novas edições de O outro nome da terra e de Vertentes do olhar, de Eugénio de Andrade. Composto por poemas em prosa, Vertentes do Olhar é composto por poemas que abarcam mais de quarenta anos de produção poética do autor. «Entre o mais antigo poema deste livro ("Fábula", 1946) e o mais recente ("A Sereia do Báltico", 1988) passaram mais de quarenta anos. É uma vida à procura de uma voz. A melodia do homem nasce dessa busca incessante: descobre-se quando nos descobrimos. Não foi fácil: desaprender custa mais do que aprender. Estarei agora, ao menos, mais perto desse dizer que ajude outros a falar?». O outro nome da terra foi publicado pela primeira vez em 1988, e acerca deste livro escreve Fernando Pinto do Amaral, com grande justiça: «Saber dar atenção às coisas simples é às vezes o mais difícil, e não apenas em poesia. As palavras que tentam dizê-las procuram uma nudez coincidente com o seu ser, exibindo a vitalidade das perguntas sem resposta, mas sendo ao mesmo tempo a expressão de um sim irradiante e sempre novo, incorporado na ilusão do ato percetivo. Assim pode ir, frutificando, pouco a pouco, o mais fértil de todos os saberes — esse cujas certezas arrastam enigmas e que é, afinal, um outro nome da ignorância.»   

Sobre o autor:
Eugénio de Andrade, pseudónimo de José Fontinhas, nasceu a 19 de Janeiro de 1923 no Fundão. Em 1947 ingressou na função pública, como funcionário dos Serviços MédicoSociais, e em 1950 fixou residência no Porto. Manteve sempre uma postura de independência relativamente aos vários movimentos literários com que a sua obra coexistiu ao longo de mais de cinquenta anos de atividade poética. Revelou-se em 1948, com As Mãos e os Frutos, a que se seguiria, em 1950, Os Amantes sem Dinheiro (já publicados pela Assírio & Alvim). Os seus livros foram traduzidos em muitos países e ao longo da sua vida foi distinguido com inúmeros prémios, entre eles o Prémio Camões, em 2001. 




01/04/2016

Assírio & Alvim - "Cartas reencontradas de Fernando Pessoa a Mário de Sá-Carneiro", de Pedro Eiras

Cartas reencontradas de Fernando Pessoa a Mário de Sá-Carneiro
Pedro Eiras
N.º de Páginas: 160
PVP: 14,40 €
Coleção: A Phala
 
Novo e surpreendente livro de Pedro Eiras leva ao limite o cruzamento entre a ficção e a realidade 

No dia 7 de abril a Assírio & Alvim publica Cartas reencontradas de Fernando Pessoa a Mário de Sá-Carneiro, um livro de Pedro Eiras cuja originalidade, atenção ao detalhe e verosimilhança vão deixar o leitor na dúvida: será isto ficção ou realidade?
Mário de Sá-Carneiro, cujo centenário da morte se assinala em abril, enviou várias cartas a Fernando Pessoa. Essas cartas são conhecidas e foram, de resto, publicadas num volume na Assírio & Alvim (Cartas de Mário de Sá-Carneiro a Fernando Pessoa). Das respostas de Pessoa, por sua vez, sabe-se muito pouco. “Durante décadas, os leitores das cartas de Sá-Carneiro especularam, com fascínio, sobre o que conteriam as cartas de Pessoa: muitas vezes, Sá-Carneiro reage às informações do amigo; noutros passos, coloca questões e faz pedidos, a que Pessoa forçosamente se terá referido na correspondência seguinte”, explica Pedro Eiras na abertura deste livro, onde explica ainda como descobriu, no antigo Hôtel de Nice, em Paris, as cartas que Fernando Pessoa enviara a Mário de Sá-Carneiro entre julho de 1915 e abril de 1916.
Essa correspondência deixa entrever o quotidiano de Pessoa, os seus projetos, entusiasmos e dúvidas, cem anos depois de Orpheu.

Sobre o autor: 
Pedro Eiras nasceu em 1975. É Professor de Literatura Portuguesa na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Desde 2001, publicou diversas obras de ficção (Os Três Desejos de Octávio C., A Cura, Bach), teatro (Um Forte Cheiro a Maçã, Uma Carta a Cassandra, Um Punhado de Terra, Bela Dona), ensaio (Esquecer Fausto, Tentações, Os Ícones de Andrei, Constelações), crónica (Boomerang, Substâncias Perigosas). Publicou vários livros em França, na Roménia, no Brasil. As suas peças de teatro têm sido encenadas ou lidas em diversos países. A Assírio & Alvim publicou em 2014 o seu livro Bach.

24/02/2016

Assírio & Alvim - O livro de Stefan Zweig sobre Montaigne

Título: Montaigne 
Autor: Stefan Zweig 
Tradução do alemão:  Maria Elsa Neves  Maria José Diniz 
N.º de Páginas: 96 
PVP: 13,30 €
Coleção: Testemunhos   

O livro de Stefan Zweig sobre  Michel de Montaigne  

Um fascinante vislumbre sobre biógrafo e biografado   
 
A 3 de março a Assírio & Alvim lança Montaigne, uma fascinante biografia de Stefan Zweig sobre este grande pensador francês, traduzida do alemão por Maria Elsa Neves e Maria José Diniz. A escrita deste livro sobre Montaigne ocupou os últimos anos de Stefan Zweig, ajudando-o a tirar sentido da sua própria vida e de algumas das suas obsessões — como a liberdade individual ou a santidade do indivíduo. Com a prosa elegante e intensamente psicológica tão característica da ficção de Zweig, este relato da vida de Montaigne pergunta-nos como devemos pensar e como devemos viver. E é um maravilhoso vislumbre sobre as vidas de biógrafo e biografado — «Quando leio os Ensaios, o papel impresso desaparece na penumbra da sala. Alguém respira, alguém vive em mim, um estranho veio ao meu encontro, deixando de ser um estranho mas um amigo que eu sinto muito próximo.» 

Sobre o autor:
Austríaco de ascendência judaica, Stefan Zweig nasceu em 1881 e é um dos mais importantes autores europeus da primeira metade do século XX. Dedicou-se a quase todas as atividades literárias: foi poeta, ensaísta, dramaturgo, novelista, contista, historiador e biógrafo. A crescente influência do nacional-socialismo na Áustria e a instauração do chamado «austrofascismo», regime fundado pelo Chanceler Engelbert Dolfuss e que se baseava na ideologia fascista de Mussolini, levam-no a abandonar a Áustria. Emigra para Inglaterra acompanhado da sua secretária Lotte — com quem se virá posteriormente a casar — e torna-se cidadão inglês em 1940. Receando não ser distinguido dos alemães e julgando correr o risco de ser considerado um enemy alien, decide partir para o Brasil, obtendo ali um visto permanente. Estabelece-se em Petrópolis onde se suicida, com a sua mulher Lotte Zweig, a 23 de fevereiro de 1942. 

10/02/2016

Assírio & Alvim - Novo livro de Filipa Leal - "Vem à Quinta-Feira"

Vem à Quinta-Feira 
Filipa Leal 
N.º de Páginas: 80 
PVP: 11,00 € 
Coleção: Poesia Inédita Portuguesa   

Assírio & Alvim lança o mais recente livro  de Filipa Leal  
Vem à Quinta-Feira chega amanhã às livrarias
 
Vem à Quinta-Feira é o mais recente livro de Filipa Leal e o primeiro na Assírio & Alvim. Aqui a poeta fala-nos com uma voz muito própria de problemas e sobressaltos, dos dramas da sua geração mas também dos tumultos por que passaram as anteriores. «Havemos de ir ao futuro e, no futuro, estará finalmente tudo como dantes.» Desfia memórias e cartografa emoções, porque afinal «[…] buscamos no quotidiano uma estrada onde se repita o amor e a casa de algum Verão.» Vem à quinta-feira chega amanhã às livrarias e será apresentado no próximo encontro Correntes d’Escritas, no dia 27 de fevereiro, na Póvoa de Varzim.  

NOCTURNO PARA VARSÓVIA 
Gostava de te convidar para minha casa, 
como aos amigos nos velhos tempos. 
Abria uma garrafa de vinho e contava-te de quando era pequeno
e tu contavas-me como te corre o emprego, o amor.
Vemo-nos todos os dias e falamos tão pouco.
Estendo-te a mão e às vezes dás-me uma moeda,
mas falamos tão pouco. 
Gostava de te convidar para minha casa mas não tenho casa, 
vai ter de ficar para a próxima. 

Sobre a autora:
Nasceu no Porto, em 1979. Formou-se em Jornalismo na Universidade de Westminster, Londres, e concluiu o Mestrado em Literatura (Estudos Portugueses e Brasileiros) na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Publicou o seu primeiro livro, «lua-polaroid» (ficção), em 2003, e estreou-se na poesia no ano seguinte com «Talvez os Lírios Compreendam» (Cadernos do Campo Alegre). Seguiram-se, na editora Deriva, «A Cidade Líquida», «O Problema de Ser Norte», «A Inexistência de Eva» (finalista do Prémio Correntes d’Escritas) e «Vale Formoso» (2012). Em 2014, publicou «Adília Lopes Lopes», com a não-edições e, em 2015, o manifesto «Pelos Leitores de Poesia», na editora Abysmo. Em 2014 escreveu o seu primeiro guião para longa-metragem de cinema, realizado por Patrícia Sequeira. «Jogo de Damas» estreou em 2015 no Lisbon & Estoril Film Festival.   

 

26/11/2015

Assírio & Alvim - Lançamento de "Hamlet", de Shakespeare, traduzido por Sophia de Mello Breyner Andresen

Título: Hamlet
Autor: William Shakespeare
Tradução
: Sophia de Mello Breyner Andresen
N.º de Páginas: 448
Acabamento: edição fresada
PVP: 16,60 €
Edição Bilingue

Nova edição de Hamlet apresentada no Teatro da Cornucópia

O clássico de William Shakespeare, traduzido por Sophia de Mello Breyner Andresen, foi encenado recentemente por Luis Miguel Cintra e publicado pela Assírio & Alvim.
 
No dia 1 de dezembro, às 18:30, no Teatro da Cornucópia, realiza-se a sessão de lançamento da nova edição de Hamlet, de William Shakespeare, na magnífica tradução de Sophia de Mello Breyner Andresen, que a Assírio & Alvim acaba de publicar. O livro será apresentado por Maria Andresen, Maria Helena Serôdio e Luis Miguel Cintra, que prefacia esta edição e foi responsável pela sua recente encenação no Teatro da Cornucópia, recebida com grande sucesso. Nesta sessão serão ainda lidos fragmentos por atores do elenco que representou esta peça.
Como nos diz Luis Miguel Cintra, no prefácio, «No Hamlet (e a tradução de Sophia torna-o transparente), a progressão da peça segue o processo de amadurecimento do pensamento de uma personagem que à partida é um jovem, um jovem príncipe. As suas descobertas são ainda pueris. Acaba quando percebe o que é o tempo e a morte e a responsabilidade individual, sempre perturbado com a confusão dessa responsabilidade com qualquer coisa que se lhe opõe: o poder. Aí a sua reflexão torna-o adulto, torna-o exemplar, torna-o simbólico.»




22/10/2015

Assírio & Alvim - Novo livro de Javier Cercas - "O Impostor"

Título: O Impostor
Autor: Javier Cercas
Tradução: Helena Pitta
N.º de Páginas: 472
PVP: 18,80 €
Coleção: Peninsulares
 
Escritor espanhol estará em Óbidos esta sexta-feira para apresentar O Impostor
 
O Impostor é o mais recente romance de Javier Cercas, um dos mais importantes escritores espanhóis da atualidade. 
O autor estará em Portugal na próxima sexta-feira, dia 23 de outubro, para participar no festival Fólio, em Óbidos, e aí falará deste seu novo livro, que chega amanhã às livrarias.
 
O protagonista desta história, Enric Marco, é um nonagenário barcelonês que se fez passar por sobrevivente dos campos nazis e que foi desmascarado em maio de 2005, depois de presidir durante três anos à associação espanhola dos sobreviventes, de dar centenas de conferências, de conceder dezenas de entrevistas, de receber importantes distinções e de comover (nalguns casos até às lágrimas) os parlamentares espanhóis reunidos para, pela primeira vez, prestarem homenagem aos republicanos vítimas do III Reich. O caso deu a volta ao mundo e transformou Marco no grande impostor e no grande maldito. Agora, quase uma década depois, Javier Cercas persegue neste thriller hipnótico o enigma da personagem, a sua verdade e as suas falsidades. E através dessa investigação, que percorre quase um século da história de Espanha, mergulha com uma paixão de kamikaze e uma honestidade dilacerante nas profundezas de todos nós: na capacidade infinita que temos de nos enganar a nós próprios, no nosso conformismo e nas nossas mentiras, na nossa sede insaciável de afeto, nas nossas necessidades contraditórias de ficção e de realidade, nas zonas mais dolorosas do nosso passado recente. O resultado é o livro mais insubmisso e radical de Javier Cercas: um livro assombroso que, com uma audácia inédita, alarga os limites do género romanesco e explora as últimas fronteiras da nossa humanidade.

Sobre o Autor
Javier Cercas nasceu em Ibahernando, Cáceres, em 1962. Os seus livros foram traduzidos para mais de trinta línguas e obtiveram diversos prémios, de que destacamos: Prémio Nacional de Literatura, Prémio Cidade de Barcelona, Prémio Salambó, Prémio da Crítica do Chile, Prémio Llibreter, Prémio Qué Leer, Prémio Grinzane Cavour, Prémio The Independent Foreign Fiction, Prémio Arcebispo Juan de San Clemente, Prémio Cálamo, Prémio Mondello, Prémio Internacional Terenci Moix e The European Athens Prize for Literature. Em 2011 foi-lhe atribuído o Prémio Internacional do Salão do Livro de Turim pelo conjunto da sua obra.

21/09/2015

Assírio & Alvim - Novos livros de Ana Marques Gastão e Sophia de Mello Breyner Andresen

Título: O Nome das Coisas
Autor: Sophia de Mello Breyner Andresen
Prefácio: Fernando Cabral Martins
N.º de Páginas: 112
Acabamento: edição fresada
PVP: 13,30 €

Título: Navegações
Autor: Sophia de Mello Breyner Andresen
Prefácio: Eucanaã Ferraz
N.º de Páginas: 80
Acabamento: edição fresada
PVP: 12,20 €

Novas edições com prefácios de
Fernando Cabral Martins e Eucanaã Ferraz

No próximo dia 24 de setembro chegam às livrarias portuguesas duas novas edições dos livros O Nome das Coisas e Navegações, de Sophia de Mello Breyner Andresen, editados pela Assírio & Alvim. Publicado pela primeira vez em 1977, pela Moraes Editores, O Nome das Coisas, diz-nos Fernando Cabral Martins no prefácio que preparou para esta edição, «[…] parece procurar uma geografia portuguesa e europeia, mas que logo se torna aérea, um espaço misturado de ideias, transmutado em alguma coisa de mais transparente. Desenha uma realidade que serve a uma habitação religiosa do mundo. […].»
O livro Navegações foi publicado pela primeira vez em 1983 pela Imprensa Nacional Casa da Moeda e conta agora com um prefácio de Eucanaã Ferraz, que deste livro certeiramente nos diz que «[…] Aqui, os poemas trazem à cena a gesta ultramarina empreendida pelos portugueses ao longo do que se convencionou chamar expansão marítima, mas também a própria experiência de Sophia como viajante, e de modo mais ou menos explícito, as andanças de outras personagens arrancadas de tempos e situações diversas, como o mítico Preste João, o célebre nauta Bartolomeu Dias e os poetas Luís de Camões, Jorge de Sena e Fernando Pessoa. Assim, os poemas de Navegações formam, de um modo muito livre, uma narrativa de viagem, ou de viagens.» Estes dois livros mantêm a antiga ortografia e seguem a fixação de texto conduzida por Carlos Mendes de Sousa e Maria Andresen Sousa Tavares.

Sobre a autora:
Sophia de Mello Breyner Andresen nasce a 6 de novembro de 1919 no Porto, onde passa a infância. Entre 1936 e 1939 estuda Filologia Clássica na Universidade de Lisboa. Publica os primeiros versos
em 1940, nos Cadernos de Poesia. Casada com Francisco Sousa Tavares, passa a viver em Lisboa.
Tem cinco filhos. Participa ativamente na oposição ao Estado Novo e é eleita, depois do 25 de abril, deputada à Assembleia Constituinte.
Autora de catorze livros de poesia, publicados entre 1944 e 1997, escreve também contos, histórias para crianças, artigos, ensaios e teatro. Recebeu entre outros, o Prémio Camões 1999, o Prémio Poesia Max Jacob 2001 e o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana. A sua obra está traduzida em várias línguas. Faleceu a 2 de julho de 2004, em Lisboa.


Título: L de Lisboa
Autor: Ana Marques Gastão
N.º de Páginas: 64
Acabamento: edição fresada
PVP: 10,00 €
 
Ana Marques Gastão com novo livro
L de Lisboa é publicado a 24 de setembro

L de Lisboa é o primeiro livro de poesia a solo que Ana Marques Gastão publica na Assírio & Alvim, após a sua estreia no catálogo da editora em 2001 com o livro Três Vezes Deus, em coautoria com Armando Silva Carvalho e António Rego Chaves. E embora a cidade de Lisboa esteja aqui omnipresente este é um livro que transcende largamente essa unidade temática. Portugal, História e identidade, os tempos presentes, o impuro e a beleza. «Lisboa sim ou talvez não.»

Este livro chega às livrarias no próximo dia 24 de setembro e a sessão de lançamento ocorrerá alguns dias depois, a 29 de setembro, no Centro Nacional de Cultura, em Lisboa, pelas 18:30.

Sobre a autora:
Nasceu em Lisboa em 1962. É poeta, crítica literária, ensaísta e investigadora do CLEPUL.
Escreveu Tempo de Morrer, Tempo para Viver (1998), Terra sem Mãe (2000), Três Vezes Deus, em coautoria com António Rego Chaves e Armando Silva Carvalho (2001), Nocturnos (2002), Nós/Nudos, 25 poemas sobre imagens de Paula Rego (traduzido para castelhano por Floriano Martins, Prémio Pen Clube 2004), Lápis Mínimo (2008) e Adornos (2011). Organizou o livro de entrevistas O Falar dos Poetas (2011) e é autora do volume de ensaios As Palavras Fracturadas (2013). Nós/Nudos foi publicado em França com o título Noeuds (2007), tradução de Catherine Dumas. Editou no Brasil a antologia A Definição da Noite (2003). Alguns dos seus poemas estão traduzidos para castelhano, catalão, francês, inglês, alemão, romeno e esloveno. Coordena a revista Colóquio Letras da Fundação Gulbenkian desde 2009. Licenciada em Direito pela Universidade Católica Portuguesa e advogada, foi jornalista cultural, durante mais de vinte anos, no Diário Popular e no Diário de Notícias, e cronista nas revistas Paralelo e Artes e Leilões. Dirige, no âmbito da Festa do Chiado, desde 2008, a iniciativa «Cinco Livros/Cinco Autores», do Centro Nacional de Cultura.

10/09/2015

Assírio & Alvim - Novos livros de Almada Negreiros e Gastão Cruz

Título: Identificar Almada
Autor: Maria José Almada Negreiros
N.º de Páginas: 144
PVP: 14,40 €
 
Biografia exclusiva do escritor e artista português assinada por Maria José Almada Negreiros
José de Almada Negreiros, falecido há 45 anos, foi uma das grandes figuras do modernismo português e, pela primeira vez, um dos seus familiares, Maria José de Almada Negreiros, nora do artista e escritor, assina uma biografia sua: Identificar Almada, que chega às livrarias a 10 de setembro pela Assírio & Alvim.
Este documento único é uma magnífica viagem pela vida e obra de Almada Negreiros onde somos conduzidos por alguém que o conheceu de perto e teve acesso a material até aqui desconhecido. Como diz Maria José Almada Negreiros, «[…] não estava a fazer uma biografia morosa mas, em contrapartida, apareceu tanta coisa nova que foi como se fosse. Todo aquele vazio de Paris, e a sua vida entre 1920 e 1930, que não eram públicos, são novidades. Novidades — tanto tempo guardadas em caixas de cartão, em prateleiras de armários onde não se mexe».
Sobre a autora:
Nora de Almada Negreiros, Maria José Almada Negreiros conviveu de perto com o Mestre e teve acesso privilegiado ao arquivo familiar. É também a autora do livro Conversas com Sarah Affonso, publicado em 1993 pela editora Dom Quixote e já esgotado.


Título: Almada – Os Painéis, a Geometria e tudo
Autor: Almada Negreiros e António Valdemar
 
N.º de Páginas: 224
PVP: 15,50 €
 
As entrevistas de António Valdemar a Almada Negreiros reunidas num livro
A Assírio & Alvim publica, a 10 de setembro, Almada – Os Painéis, a Geometria e tudo, o livro que compila as entrevistas (uma delas inédita até hoje) feitas pelo prestigiado jornalista António Valdemar a Almada Negreiros a respeito da sua obra e, muito concretamente, acerca dos intensos e maravilhosos estudos que este fez sobre os Painéis de São Vicente de Fora.
Conforme diz José Manuel dos Santos, no Prefácio a esta edição, «É preciso que o leitor saiba que, ao escolher este livro, acertou em cheio. Este é um livro que desfaz a nossa falta dele. É um livro que torna próximo, reunido e nítido o que até agora estava distante, disperso e desfocado. É um livro que, 55 anos depois, restitui à voz de Almada o seu som escrito mais sonoro, mais sucinto, mais sucessivo (“alto e bom som”, gostava ele de dizer). É um livro atravessado por uma estrada que passa em todos os lugares onde aquele para quem a arte era um todo e o artista um tudo firmou a sua soberania, a sua sabedoria, o seu saque. É um livro de palavras que procuram uma verdade que não é o contrário de uma mentira, mas o oposto de uma outra verdade. É um livro por onde o tempo corre para acompanhar a sua fuga: garrafa arrebatada ao mar fundo do passado, lança atirada à terra seca do presente, nave apontada ao céu alto do futuro (“Até hoje fui sempre futuro”, Almada). É um livro (documento, depoimento e testemunho) que fala da geometria que fala — que fala da geometria que “assim fala”».
Sobre os autores:
Almada Negreiros nasceu em São Tomé em 1893, viveu em Portugal e revelou-se como um artista e um escritor polifacetado: artista plástico, poeta, ensaísta, romancista e dramaturgo, associou-se em 1913 ao grupo modernista tendo vindo a formar, com Pessoa e Sá-Carneiro, o grupo da revista Orpheu. Ao nível da prosa literária, deve-se destacar o seu romance Nome de Guerra, também publicado pela Assírio & Alvim. Faleceu em 1970 em Lisboa.
António Valdemar é um reconhecido jornalista e investigador que, ao longo da sua carreira, trabalhou para diversos jornais de referência em Portugal, tendo entrevistado José de Almada Negreiros em diversas ocasiões. Em 2008 foi laureado com a medalha de honra da Sociedade Portuguesa de Autores.


Título: Óxido
Autor: Gastão Cruz
N.º de Páginas: 72
PVP: 11,00 €
 
Depois do premiado Fogo, Assírio & Alvim lança Óxido
A 10 de setembro, a Assírio & Alvim publica Óxido, o mais recente livro de poesia de Gastão Cruz.
Vencedor do prestigiado Prémio PT Literatura 2014, no género poesia, com o livro Observação do Verão seguido de Fogo, e do Prémio P.E.N. Clube 2014 com Fogo (Assírio & Alvim, 2013), Gastão Cruz é autor de uma vasta obra e um dos nossos mais notáveis poetas contemporâneos.

CORDA
Ninguém tem nome: apenas uma escura
corda de sons que prende o corpo e deixa
queimaduras na pele, esse é o preço
de ser nomeado porque o chamamento
de cada vez se torna mais ardente
até ser casa ou roupa ou outra pele
que fere o corpo e finalmente o veste
do nome que é o dele

Sobre o autor:
Gastão Cruz nasceu em 1941 na cidade de Faro e licenciou-se em Filologia Germânica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Professor do ensino secundário, exerceu paralelamente, entre 1980 e 1986, a carreira de leitor de Português no King’s College de Londres e dirigiu, durante muitos anos, o grupo de teatro Teatro Hoje / Teatro da Graça, que ajudou a fundar.
Ainda muito jovem, com apenas 19 anos, publica A Morte Percutiva no histórico volume coletivo Poesia 61. Nome central na poesia portuguesa contemporânea, publica assiduamente na Assírio & Alvim e a sua obra tem sido distinguida com diversos prémios, entre eles o Grande Prémio de Poesia da APE, o Prémio Correntes d’Escritas e, mais recentemente, o Prémio PT Literatura 2014 no género poesia.


07/07/2015

Assírio & Alvim - Novos livros de Armando Silva Carvalho e Enrique Vila-Matas

Título: A Sombra do Mar
Autor: Armando Silva Carvalho
N.º de Páginas
: 104
PVP: 12,20 €

A Sombra do Mar é o novo livro de Armando Silva Carvalho
Autor foi premiado recentemente com o Prémio DST Literatura A Sombra do Mar é o novo livro de poesia de Armando Silva Carvalho, autor premiado com o Grande Prémio DST Literatura 2014 pelo seu livro anterior, De Amore (Assírio & Alvim). De Eugénio de Andrade a Fernando Pessoa, das perturbadoras imagens da atualidade vistas na televisão ao desencanto da velhice, do bosão de Higgs ao prazer da vida, este é um livro admirável de um dos grandes poetas do nosso tempo que a Assírio & Alvim publica a 9 de julho.

POEMA QUE FOI CURTO
Num poema curto a corrente do sangue corria
como um planeta levando no dorsal
a filosofia pública da hora,
e a luz nua e directa incidia sobre o corpo,
real, absoluta.
Hoje o poema teima sempre em ser maior,
e a história, o tempo, a memória e o verso porque é velho,
ocultam-lhe a idade nas curvas irreconhecíveis
dum vulto.
É sempre cada vez mais longa a maratona,
e as insistentes palavras
parecem desistir enquanto avançam.

Sobre o autor:
Armando Silva Carvalho nasceu em Olho Marinho, Óbidos, em 1938. Licenciado em Direito pela
Universidade de Lisboa, exerceu advocacia por pouco tempo, optando pelo jornalismo, pelo ensino, pela publicidade e pela tradução.
A sua obra tem vindo a ser reconhecida pela crítica e distinguida com inúmeros prémios, como o Grande Prémio de Poesia APE, o Prémio PEN Clube, o Prémio Fernando Namora e o Grande Prémio DST Literatura.

Título: A Viagem Vertical
Autor: Enrique Vila-Matas
Tradução:
José Agostinho Baptista
N.º de Páginas: 240
PVP: 15,50 €

A Viagem Vertical que passa por Barcelona, Porto, Lisboa e Madeira
Livro de Vila-Matas conduz o leitor numa viagem geográfica e vital
Existe a viagem circular, a do regresso ao lugar de origem descrita na Odisseia. Mas existe também a viagem sem regresso, a odisseia retilínea e sem Ítaca que transforma um indivíduo que já não regressa a casa. Neste segundo registo deve incluir-se a original modalidade da viagem vertical, que é aquela que empreende, no plano geográfico e no plano vital, o protagonista de A Viagem Vertical, o livro de Enrique Vila-Matas que a Assírio & Alvim publica a 23 de julho. Este é um romance atlântico — uma viagem com passagens por Barcelona, Porto, Lisboa e Madeira — mas também uma história de iniciação à cultura e um clássico romance de aprendizagem, não fosse o facto de o seu protagonista ter uma idade em que, geralmente, já ninguém aprende nada. No epicentro do livro está o drama de uma geração de espanhóis que, por causa da guerra civil e dos anos de barbárie que se lhe seguiram, viu truncadas a sua formação cultural e as liberdades republicanas.
Nesta história, o protagonista Federico Mayol, homem de negócios, aficionado de póquer e nacionalista catalão, um dia depois de celebrar as suas bodas de ouro, vê-se obrigado pela sua mulher, de forma surpreendente e absurda, a deixar para sempre o domicílio conjugal. Como sempre em Vila-Matas, pululam aqui os fantasmas da velhice, da solidão e da loucura, cintilando o dilema entre a sobrevivência e o suicídio.

O AUTOR
Enrique Vila-Matas nasceu em Barcelona, em 1948. Aos vinte anos parte para Paris, autoexilado do governo de Franco e à procura de maior liberdade criativa. O apartamento onde se instalou foi-lhe alugado por Marguerite Duras. Durante esses anos subsistiu realizando pequenos trabalhos como jornalista para a revista Fotogramas e chegou mesmo a participar como figurante num filme de James Bond.
As suas obras combinam o ensaio, a crónica jornalística e o romance. A sua literatura, fragmentária e irónica, dilui os limites entre a ficção e a realidade.
Possui uma vasta obra narrativa que se inicia em 1973 e se encontra traduzida para 29 línguas. É um dos maiores escritores espanhóis da atualidade e tem conquistado inúmeros prémios, no seu país e no estrangeiro.


18/06/2015

Assírio & Alvim - "Literatura Explicativa - ensaios sobre Ruy Belo"

Título: LITERATURA EXPLICATIVA — ensaios sobre Ruy Belo
Organização: Manaíra Aires Athayde
Autor:
vv.aa.
N.º de Páginas: 392
PVP: 19,90 €

LITERATURA EXPLICATIVA ensaios sobre Ruy Belo
 
Livro é apresentado na Fundação Calouste Gulbenkian no próximo dia 24 de junho

A Assírio & Alvim publica, no dia 18 de junho, Literatura Explicativa — ensaios sobre Ruy Belo. Pouco depois, a 24 de junho, Manaíra Aires Athayde, Golgona Anghel e Clara Rowland apresentam este livro, numa sessão de lançamento que se realiza no Auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian às 18:00. Nessa ocasião será projetado, pela primeira vez em Lisboa, o filme Ruy Belo, Era uma Vez, de Fernando Centeio e Nuno Costa Santos.
Com organização a cargo de Manaíra Aires Athayde, o conjunto de ensaios coligidos em Literatura Explicativa reúne ensaístas e críticos, portugueses e brasileiros, em torno da obra de um dos mais importantes poetas portugueses do século xx. A multiplicidade da natureza dos ensaios e o leque de abordagens que há neste livro evidenciam que estamos perante uma obra que se presta às mais distintas investigações, exortando uma vaga de entusiasmo sobretudo em linhas do comparatismo.
São aqui analisadas as grandes problemáticas e os principais motes temáticos da poesia de Ruy Belo, mas também é dedicada atenção ao seu trabalho enquanto ensaísta e tradutor. Na secção final, a Fortuna Crítica reúne uma amostra significativa de referências bibliográficas desses mais de cinquenta anos de publicações sobre o autor. Literatura Explicativa é um contributo tanto para investigadores da obra de Ruy Belo como para novos leitores. O objetivo é que se torne num livro a ser consultado, num contexto mais amplo, por todos os que investigam ou se interessam pela Poesia Portuguesa Contemporânea.

Inclui textos de:
Clara Rowland · Cristina Firmino Santos · Diana Pimentel
Eduardo Lourenço· Emílio Rui Vilar · Fernando Pinto do Amaral
Gastão Cruz · Golgona Anghel · Gustavo Rubim · Ida Alves
J.B. Martinho · Jorge Fernandes da Silveira · Jorge Valentim
Luis Maffei · Luís Mourão · Manaíra Aires Athayde
Manoel Ricardo de Lima · Marcos Lopes · Nuno Júdice
Paula Morão · Pedro Serra · Rosa Maria Martelo
Vasco Graça Moura


05/05/2015

Assírio & Alvim - Novo livro de Walter Benjamin

Título: Linguagem, Tradução, Literatura
Autor: Walter Benjamin
Edição e Tradução:
João Barrento
N.º de Páginas: 224
Acabamento: Brochado
PVP: 15,50

Novo livro de Walter Benjamin
Assírio & Alvim lança ensaio Linguagem, Tradução, Literatura
 
No próximo dia 15 de maio chega às livrarias um novo volume da coleção Obras Escolhidas de Walter Benjamin — Linguagem, Tradução, Literatura (filosofia, teoria e crítica). Um dos grandes pensadores europeus, indispensável para melhor entendermos o mundo contemporâneo, Walter Benjamin move-se, nos ensaios e fragmentos que integram este volume, em territórios que serão os seus desde o início: a filosofia da linguagem, a teoria da tradução, a história e a crítica literárias. A par de textos conhecidos e quase clássicos — o ensaio sobre «A linguagem em geral e a linguagem humana», «A tarefa do tradutor» ou «O contador de histórias» — traduzem-se e apresentam-se aqui pela primeira vez importantes núcleos de fragmentos sobre filosofia da linguagem e epistemologia, sobre a tradução e sobre a crítica literária, estes últimos de uma flagrante atualidade. Este volume contém, ainda, uma desenvolvida secção de comentário e aparato crítico que, tal como a tradução, esteve a cargo de João Barrento.

Sobre o Autor
Walter Benjamin nasceu em Berlim em 1892, no seio de uma família judaica. Estudou Filosofia em Berlim, Munique e Freiburg e doutorou-se em Berna (Suíça) no ano de 1919, com a tese A Crítica de Arte no Romantismo Alemão.
A ascensão de Hitler e do nazismo obrigaram-no a fugir de Berlim, em 1933. Residiu sobretudo em
Paris, com passagens por Itália e por Espanha. O medo de ser entregue à Gestapo e as dificuldades em passar a fronteira entre França e Espanha conduziram-no ao suicídio em 1940. Como legado deixou-nos uma obra filosófica de uma impressionante atualidade, onde se cruzam os assuntos que tentava compreender e estudar: História, Modernidade, Arte, Tecnologia, literatura dos séculos XIX e XX e a ascensão da cultura de massas, assim como numerosas traduções e análises literárias a Baudelaire, Brecht, Hölderlin, Kafka e Proust.




28/04/2015

Assírio & Alvim - Inéditos de Sophia na nova edição de "Obra Poética"

Título: Obra Poética
Autor: Sophia de Mello Breyner Andresen
Prefácio
: Maria Andresen Sousa Tavares
N.º de Páginas: 992
Acabamento: Encadernado
PVP: 49,00 €

Assírio & Alvim publica Obra Poética de Sophia de Mello Breyner Andresen

Nova edição da poesia reunida inclui um conjunto de poemas inéditos da autora
 
No próximo dia 8 de maio chega às livrarias a nova edição de Obra Poética, o livro que reúne toda a poesia de Sophia de Mello Breyner Andresen, seguindo e atualizando os critérios de fixação de texto adotados nas edições anteriores, graças ao cuidado trabalho de Maria Andresen Sousa Tavares e Carlos Mendes de Sousa, que assinam, respetivamente, o prefácio e a Nota de Edição. O presente volume inclui ainda uma parte com vários poemas inéditos que integram o espólio da autora, em depósito na Biblioteca Nacional de Portugal.
Como diz Maria Andresen Sousa Tavares, no Prefácio a esta edição, há «poetas mais peritos, mais cultistas, mais destros e liricamente sofisticados, mais modernos, mais antimodernos e pós-modernos, melhores pensadores. Mas aqui há uma força. Uma força muito raramente atingida. Há o vislumbre de um excesso não muito cauteloso, umas vezes iluminado, outras vezes rouco ("às vezes luminoso outras vezes tosco"). Mas há, sobretudo, o poder de uma simplicidade difícil de enfrentar, por vezes inconfortável, não pela dificuldade conceptual, mas porque a simplicidade é a coisa mais complexa e, neste caso, a mais difícil, porque nem sempre oferece o flanco ao diálogo, quando busca o "dicível" do esplendor e do terror […].»

Sobre a autora:
Sophia de Mello Breyner Andresen nasce a 6 de novembro de 1919 no Porto, onde passa a infância.
Entre 1936 e 1939 estuda Filologia Clássica na Universidade de Lisboa. Publica os primeiros versos
em 1940, nos Cadernos de Poesia. Casada com Francisco Sousa Tavares, passa a viver em Lisboa.
Tem cinco filhos. Participa ativamente na oposição ao Estado Novo e é eleita, depois do 25 de abril,
deputada à Assembleia Constituinte.
Autora de catorze livros de poesia, publicados entre 1944 e 1997, escreve também contos, histórias para crianças, artigos, ensaios e teatro. Recebeu entre outros, o Prémio Camões 1999, o Prémio Poesia Max Jacob 2001 e o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana. A sua obra está traduzida em várias línguas. Faleceu a 2 de julho de 2004, em Lisboa.


22/04/2015

Assírio & Alvim - Novidades - Ana Luísa Amaral e Adília Lopes

Título: E Todavia
Autor: Ana Luísa Amaral
N.º de Páginas: 136
PVP: 13,30 €
Coleção: Poesia Inédita Portuguesa
 
Novo livro de Ana Luísa Amaral

25 anos depois de publicar o seu primeiro livro, a autora lança E Todavia

 
Na próxima sexta-feira, dia 24 de abril, a Assírio & Alvim publica o mais recente livro de poesia de Ana Luísa Amaral, E Todavia. A vida, o amor, pequenos episódios do quotidiano, equações e somas imperfeitas — o êxtase da leitura – percorrem este livro que surge 25 anos depois do primeiro livro da autora, Minha senhora de quê.
O lançamento deste livro ocorrerá no próximo dia 14 de maio, na livraria Bertrand Chiado, em Lisboa, com apresentação a cargo de Lídia Jorge e leitura de poemas pela autora e por Pedro Lamares.
No catálogo da Assírio & Alvim consta o livro Escuro, cujos direitos de publicação estão já vendidos para o Brasil, Espanha e México.

CUIDADOSOS DESCUIDOS
Cuidar na escolha: afiado lápis
que o bico rombo rasga-me as palavras
mas tão macio que eu as possa romper
quando preciso.

Cuidar na folha: vagaroso brilho,
pronta para o desenho em nota, à margem:
que tenha humor de verdadeira folha.
Depois vem o pior
que não escolhi-

Sobre a autora:
Ana Luísa Amaral ensinou na Faculdade de Letras do Porto e tem um doutoramento sobre Emily Dickinson. É autora de mais de duas dezenas de livros de poesia e livros infantis e traduziu diversos autores para a nossa língua, como John Updike ou Emily Dickinson.
A sua obra encontra-se traduzida e publicada em vários países, tendo obtido diversos prémios, de que destacamos o Prémio Literário Correntes d'Escritas, o Premio Letterario Poesia Giuseppe Acerbi ou o  Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores.

Título: O Poeta de Pondichéry
Autor: Adília Lopes
Desenhos: Pedro Proença
N.º de Páginas: 60
Acabamento: encadernado
Coleção: Assirinha

Um dos livros mais admirados de Adília Lopes, agora numa edição para os mais pequenos, e não só

A partir do dia 24 de abril chega às livrarias a novíssima edição de O Poeta de Pondichéry, na colecção Assirinha, dedicada à literatura infantojuvenil. Partindo de uma enigmática personagem de Jacques le Fataliste, de Diderot, este livro de Adília Lopes tem sido, no conjunto da sua obra, um dos mais traduzidos e estudados, em Portugal e no estrangeiro, e surge agora numa edição que deliciará miúdos e graúdos com os desenhos mordazes e surpreendentes de Pedro Proença.

Sobre os autores:
Adília Lopes nasceu em Lisboa, em 1960. Começa a publicar a sua poesia no Anuário de Poetas não Publicados da Assírio & Alvim. Tem colaborado em diversos jornais e revistas, em Portugal e no estrangeiro, com poemas, artigos e traduções.

Pedro Proença nasceu em Angola, em 1962. Frequentou o curso de pintura na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa e é um dos mais notáveis artistas plásticos portugueses da atualidade.

30/03/2015

Assírio & Alvim - Contos inéditos de Fernando Pessoa

Título: A Estrada do Esquecimento e outros contos
Autor: Fernando Pessoa
Edição: Ana Maria Freitas
N.º de Páginas: 256
PVP: 15,50 €
Coleção: Obras de Fernando Pessoa

Assírio & Alvim publica livro de curtas narrativas que inclui 20 contos inéditos

No próximo dia 2 de abril chega às livrarias o livro A Estrada do Esquecimento e outros contos, de Fernando Pessoa. Com um rigoroso trabalho de edição levado a cabo por Ana Maria Freitas, este livro vem aprofundar, decisivamente, o conhecimento que temos sobre uma área importante da criação pessoana, trazendo a público 20 contos de Fernando Pessoa até agora inéditos.  
 
A apresentação deste livro está marcada para o próximo dia 9 de abril, pelas 19:00, na Casa Fernando Pessoa.

Reúne-se nesta edição um conjunto de narrativas de Fernando Pessoa, das quais 20 se encontravam ainda inéditas. Pretende-se, deste modo, dar continuidade à anterior edição, O Mendigo e Outros Contos, e contribuir para o conhecimento de uma área da obra do autor que se tem revelado mais vasta do que inicialmente se imaginou. Acrescentam-se, assim, novos dados ao nosso entendimento da obra de Fernando Pessoa, uma obra cuja complexidade muito contribui para o interesse que os seus leitores lhe dedicam.

«A noite estava ilegível. Não se via céu nem terra — só escuridão. Nem mesmo podia haver pelos sentidos a convicção de que havia céu e terra; a escuridão tirava-lhes os lugares. Só havia a escuridão, sem forma, lugar ou fundo.»Fernando Pessoa — início do conto A Estrada do Esquecimento

Título: Sobre Orpheu e o Sensacionismo
Autor: Fernando Pessoa
Edição: Fernando Cabral Martins e Richard Zenith
N.º de Páginas: 176
PVP: 9,90 €
Coleção: Pessoa Breve
 
Um livro fundamental para compreender Orpheu no momento em que se celebra o seu centenário

Num momento marcado pelas celebrações do centenário da revista Orpheu, a Assírio & Alvim publica, no próximo dia 6 de abril, o livro Sobre Orpheu e o Sensacionismo, organizado por Fernando Cabral Martins e Richard Zenith e integrado na coleção Pessoa Breve. O Sensacionismo, como movimento e programa teórico, pertence à década de 1910, mas os seus princípios estão presentes em todas as fases da obra de Fernando Pessoa. Consubstanciado nos heterónimos Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos (cada um representando uma faceta diferente dele), acaba por abranger o Paulismo e o Interseccionismo. Além disso, o Sensacionismo está estreitamente ligado a Orpheu, revista organizada por Pessoa e Mário de Sá-Carneiro que tem dois números marcantes em 1915.

A presente antologia de textos teóricos e críticos de Pessoa põe em relevo os princípios do Sensacionismo e os seus nexos com Orpheu, no cerne da sua obra e da sua relação com o Modernismo português.

«A revista portuguesa Orpheu, cujo primeiro número apareceu agora, traz consigo o extraordinário interesse de fixar definitivamente uma corrente literária que de há pouco se vem esboçando em Portugal, mas cujos elementos não tinham ainda, que nos conste, conjugado os seus esforços de modo a pôr em violenta evidência o comum sentido da vida que atravessa aquelas tão divergentes e originais individualidades.»
Fernando Pessoa